A estreia acontece pouco mais de um ano após a obtenção da licença de financeira pelo Banco Central, em fevereiro de 2025. Nesse intervalo, o MagaluPay SCFI também recebeu seu primeiro rating de crédito pela Fitch, que atribuiu a nota nacional de longo prazo AA-(bra), com perspectiva estável. A avaliação indica baixo risco de crédito dentro do contexto brasileiro e sugere uma estrutura considerada sólida para honrar compromissos financeiros.
Para Jörg Friedemann, CEO da vertical, a emissão do CDB e a obtenção do rating marcam uma virada operacional. Segundo ele, a financeira passa a operar com maior autonomia na captação de recursos e no desenho de sua estratégia de crédito. O executivo afirma que a empresa vem desenvolvendo uma modelagem própria, o que deve influenciar a diversificação das fontes de financiamento, a precificação e a oferta de produtos ao longo do tempo.
Os números mais recentes mostram uma rápida mudança de escala. Em 2025, cerca de 10% da originação do CDC do Magalu era feita por meio da SCFI; ao fim de março, essa participação já se aproximava de 50%. A expectativa é de que toda a originação passe a ser internalizada ainda neste semestre. A carteira de CDC encerrou o último ano em R$ 1,8 bilhão, crescimento de 15% na comparação com dezembro de 2024.
Esse movimento está inserido em uma estratégia mais ampla de fortalecimento da frente de serviços financeiros do grupo. A proposta é integrar crédito, seguros, consórcio e investimentos à jornada de compra, tanto no ambiente digital quanto nas lojas físicas, como forma de aumentar o engajamento dos clientes e gerar novas fontes de receita.
A criação do MagaluPay SCFI amplia a capacidade da companhia de estruturar produtos financeiros próprios e gerir melhor seu custo de capital. A ambição é ir além de soluções pontuais de pagamento e crédito, transformando esses serviços em instrumentos mais contínuos de relacionamento com o consumidor.