Os certificados totalizaram volume recorde na B3, com 426.981 contratos. (Imagem: Adobe Stock)
O estoque de Certificado de Operações Estruturadas (COE), investimento que combina ativos de renda fixa e renda variável em um único produto, superou a marca dos R$ 100 bilhões em fevereiro. Os certificados totalizaram, na B3, o volume recorde de R$ 100,25 bilhões, com 426.981 contratos. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o estoque cresceu 12%.
As emissões dos COEs são feitas por bancos e instituições registradas na B3. A Bolsa também é responsável pelo depósito e liquidação desses títulos. Esse tipo de aplicação financeira é classificada por algumas instituições financeiras como profit pool (fundo de lucro), ou seja, produtos com potencial de gerar uma boa margem de lucro. Os dados sobre qual a participação dos emissores no volume de estoque não são públicos.
O COE é um instrumento financeiro bastante flexível que pode investir, por exemplo, em renda variável mas oferecer características de renda fixa para o investidor. É comum os emissores ofertarem COEs com capital protegido.
“O principal diferencial do COE está na possibilidade de ser estruturado a partir de cenários de ganhos e perdas definidos de acordo com o perfil de cada investidor, bem como ser um veículo para exposição a diversos ativos locais ou internacionais”, diz a B3 em comunicado.
Na Europa e nos Estados Unidos, o investidor tem um produto de investimento semelhante, chamado de Nota Estruturada.
O COE foi criado pela Lei nº 12.249/10, a mesma que instituiu as Letras Financeiras. Há dois anos, o normativo do produto instituiu de forma menos restritiva a modalidade risco de crédito, cujo retorno estará atrelado à ocorrência ou não de evento de crédito associado à entidade de referência.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) incluiu na Agenda Regulatória 2026 o estudo sobre os COEs como uma de suas prioridades para este ano.