Entre os ativos, o maior volume financeiro (R$ 255,1 bilhões, 47% do total) está aplicado em renda fixa (títulos públicos, títulos privados, FIDCs, cotas de fundos de renda fixa e poupança), enquanto R$ 174,2 bilhões (32,1% do total) são investidos na classe de renda variável. Por fim 17% (R$ 92,1 bilhões) do dinheiro é direcionado para produtos híbridos (fundos multimercados, fundos imobiliários e ETFs). O volume financeiro de previdência avançou 18,5%, para R$ 17,3 bilhões.
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A renda fixa ganhou participação de 2,5 pontos percentuais no volume financeiro em relação a 2024, quando respondia por 44,5%. Renda variável e híbridos recuaram 0,1 ponto percentual e 2,7 pontos percentuais, com 32,2% e 19,7% de participação no mercado, respectivamente. Previdência avançou 0,3 ponto percentual, e responde por 3,2% do total.
O que caiu no gosto (e foi deixado de lado) pelos clientes
O segmento de gestão de patrimônio (wealth management) cuida do dinheiro de clientes de alta renda (patrimônio acima de R$ 300 mil) de forma personalizada. O fluxo financeiro aplicado nesses ativos aponta o que está sendo deixado de lado e o que está caindo no gosto dos clientes mais ricos.
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Veja abaixo o que diz a pesquisa da Anbima sobre como o volume financeiro de produtos nas classes de renda fixa e na de produtos híbrido/variável variou em 2025:
O que ganha espaço na renda fixa
Entre os produtos que ganharam espaço em 2025 na renda fixa, lideram os COEs, poupança e outros ativos com alta de 25%, atingindo R$ 13,5 bilhões. Confira abaixo o crescimento de cada produto:
- COE, saldo em conta, poupança e outros ativos: alta de 25%, para R$ 13,5 bilhões
- Fundos de renda fixa: alta de 24,36%, para R$ 74 bilhões
- Previdência: alta de 18,49%, para R$ 17,3 bilhões
- CDBs: alta de 13,44%, para R$ 13,5 bilhões
- Títulos privados: alta de 9,6%, para R$ 10,3 bilhões
- Títulos isentos de IR: alta de 9,45%, para R$ 63,7 bilhões
- Títulos públicos: alta de 2,31%, para R$ 39,7 bilhões
Já entre os produtos que foram deixados de lado pelo investidor na classe de ativos em 2025 estão as debêntures tradicionais, cujo valor financeiro recuou 29,1%, para R$ 8,6 bilhões.
Renda variável/Produtos híbridos
Entre os produtos híbridos e de renda variável, o produto cujo volume financeiro mais cresceu foi o dos fundos de índice (ETFs), que avançou 47,5%, para R$ 5,9 bilhões:
- ETF: alta de 47,5%, para R$ 5,9 bilhões
- Fundos estruturados: avanço de 16,3%, para R$ 89 bilhões
- Ações: alta de 12,9%, para R$ 66,6 bilhões
- Fundos de ações: alta de 5,6%, para R$ 78,6 bilhões
Já fundos multimercados foram os que perderam espaço nas carteiras nessas classes de ativos: caíram 18,4%, para R$ 61,6 bilhões.
Distribuição pelo país
A região Nordeste foi o destaque de crescimento do ano. Ela teve as maiores variações de volume financeiro, com alta de 20,74% (chegando a R$ 55,3 bilhões).
- Nordeste: alta de 20,74%, para R$ 55,3 bilhões
- Norte: alta de 19,2%, para R$ 3,1 bilhões
- Sudeste: alta de 6,6%, para R$ 421,2 bilhões
- Sul: alta de 2,73%, para R$ 57,4 bilhões
O Centro-Oeste foi a única região na qual o volume financeiro aplicado em investimentos diminuiu:
- Centro-Oeste: queda de 1,58%, para R$ 6,2 bilhões