Em Wall Street, o Dow Jones encerrou com leve alta de 0,24%, aos 48.578,60 pontos, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq avançaram 0,26%, aos 7.041,09 pontos e 24.156,18 pontos respectivamente, ambos renovando máximas históricas no pregão.
Nesta tarde, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que Israel e Líbano concordaram em iniciar um cessar-fogo de 10 dias a partir das 18h (de Brasília), após o que descreveu como “excelentes conversas” com os líderes dos dois países.
Segundo Trump, o presidente libanês, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, avançaram na direção de um acordo após um encontro recente em Washington, o primeiro em mais de três décadas. “Foi uma honra para mim resolver 9 guerras ao redor do mundo, e esta será a décima, então vamos conseguir”, escreveu o presidente americano.
O anúncio adiciona uma camada relevante à precificação do petróleo. Embora não envolva diretamente o eixo central entre Estados Unidos e Irã, o movimento sinaliza uma possível descompressão regional e ajuda a calibrar o prêmio de risco embutido na commodity.
O Brent para junho avançou cerca de 4,7%, à margem da marca dos US$ 100, com US$ 99,39, enquanto o WTI para maio encerrou com alta de 3,72%, a US$ 94,69. O petróleo acelerou a alta no pregão em meio a relatos de autoridades do Paquistão de que não há data marcada para uma nova rodada de negociações EUA-Irã.
Wall Street repercute resultados corporativos
Diante das incertezas no Oriente Médio e à espera de resultados corporativos importantes na noite de hoje, as Bolsas de Nova York operam de lado. Estão previstos balanços da Netflix, PepsiCo e Alcoa.
Entre os destaques, a PepsiCo subiu 2,28% após superar expectativas de lucro e receita no 1° trimestre. A Netflix (+0,07%) e Alcoa (-0,11%) publicam seus resultados no encerramento dos negócios de Wall Street. Destoando da maioria das big techs, a Alphabet, dona do Google, caiu 0,33% depois que a União Europeia orientou a empresa a abrir dados de mecanismo de busca para terceiros.
Na agenda de indicadores, a produção industrial dos Estados Unidos teve queda de 0,5% em março, na comparação com o mês anterior, informou hoje o Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O resultado frustrou a expectativa de analistas ouvidos pela FactSet, que previam avanço de 0,2% no período. O dado de fevereiro foi revisado para cima, de alta de 0,2% para ganho de 0,7% ante janeiro.
Além disso, nesta quinta-feira, 0 número de pedidos de auxílio-desemprego dos EUA registrou queda de 11 mil na semana encerrada em 11 de abril, para 207 mil, segundo pesquisa divulgada pelo Departamento do Trabalho. O resultado ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam 217 mil solicitações. O total de pedidos da semana anterior foi levemente revisado para baixo, de 219 mil para 218 mil.
Já o total de pedidos continuados apresentou alta de 31 mil na semana encerrada em 4 de abril, para 1,818 milhão, superando marginalmente a projeção de 1,813 milhão da FactSet. Esse indicador é divulgado com uma semana de atraso.
Treasuries e dólar
Os rendimentos dos títulos de renda fixa de dívida pública do governo americano, os Treasuries, operaram em leve alta. O juro da T-note de 2 anos subiu a 3,777%, o da T-note de 10 anos avançou a 4,310% e o do T-bond de 30 anos tinha alta a 4,934%.
Já no câmbio, o dólar negociou perto da estabilidade frente a outras moedas de economias desenvolvidas, repetindo o comportamento de ontem. O euro caiu a US$ 1,1786, a libra recuou a US$ 1,3532 e o dólar teve leve alta a 159,15 ienes.
O índice DXY do dólar, que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes, tinha ligeira alta de 0,16%, a 98,215 pontos. Frente ao real, o dólar fechou estável, aos R$ 4,99. Durante o pregão, a moeda americana chegou a atingir o patamar dos R$ 5.
*Com informações do Broadcast