No noticiário da guerra, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o presidente do Líbano, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, concordaram em iniciar formalmente um cessar-fogo de 10 dias às 18h (de Brasília), para alcançar a paz entre os países, após o fracasso das negociações de paz no último fim de semana. Em postagem na Truth Social, o republicano disse que teve “excelentes conversas” com os líderes. “Foi uma honra para mim resolver 9 guerras ao redor do mundo, e esta será a décima, então vamos CONSEGUIR!”, escreveu na postagem. No exterior, os mercados globais fecharam com viés levemente positivo, diante desssas incertezas
Trump relembrou que, na terça-feira, os dois países se encontraram pela primeira vez em 34 anos em Washington, com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. O presidente dos EUA disse que, na ocasião, instruiu seu vice, JD Vance, e Rubio, juntamente com o Chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Razin’ Caine, a trabalharem com Israel e o Líbano para “alcançar uma paz duradoura”. Nesse contexto, o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, se reuniu com autoridades iranianas em Teerã.
Ao mesmo tempo, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, cobra navegação segura no Estreito de Ormuz, onde os EUA mantêm bloqueio a portos iranianos, e o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, menciona a possibilidade de ampliação de sanções ao país persa. O cenário seguiu tenso, com Israel atacando mais de 200 alvos do Hezbollah, que respondeu com foguetes. Ainda assim, dados fortes de PIB e produção industrial da China ajudaram a sustentar o desempenho positivo das Bolsas asiáticas.
Mercados: petróleo sobe e NY tem altas moderadas
Nos mercados internacionais, o petróleo subiu, diante da falta de sinais concretos de avanço nas negociações entre EUA e Irã e do aumento do ceticismo dos investidores em relação às declarações de Trump que o conflito encerraria em breve. O petróleo WTI para maio fechou em alta de 3,72% (US$ 3,40), a US$ 94,69 o barril. Já o Brent para junho, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 4,7% (US$ 4,46), a US$ 99,39 o barril.
Em Nova York, os índices encerraram levemente positivos, com foco na geopolítica, balanços e dados de atividade, além de falas de dirigentes do Fed. O Dow Jones subiu 0,24%, o S&P 500 aumentava 0,23% e o Nasdaq avançou 0,36%.
Na Europa, as Bolsas fecharam com sinais opostos, sustentadas pela expectativa de renovação do cessar-fogo entre EUA e Irã e pela possibilidade de um acordo mais amplo para encerrar o conflito no Oriente Médio, agora em sua sétima semana. Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,29%, a 10.589,99 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,35, a 24.150,54 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,14%, a 8.262,70 pontos.
No mercado de renda fixa, os rendimentos dos Treasuries avançavam após a alta da véspera, com investidores monitorando a geopolítica e a agenda econômica: o juro da T-note de 2 anos subia a 3,777%, o de 10 anos ganhava a 4,310% e o de 30 anos subia a 4,9341%.
Resultado do IBC-Br
O IBC-Br cresceu 0,60% em fevereiro, na comparação com janeiro e na série com ajuste sazonal. O indicador havia subido 0,86% em janeiro (revisado, de 0,78%). O resultado de fevereiro ficou em linha com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava para alta de 0,60%. As estimativas do mercado iam de variação zero a crescimento de 1,40%.
O IBC-Br ex-agropecuária, que exclui os efeitos do setor da conta, aumentou 0,61%, após uma alta de 0,96% no mês anterior (revisado, de 0,86%). O índice de serviços cresceu 0,29%, após subir 0,87% no mês anterior (revisado de 0,81%); o da indústria aumentou 1,18%, após crescer de 0,40% em janeiro (revisado, de 0,37%).
Na comparação com fevereiro de 2025, o IBC-Br total caiu 0,27% na série sem ajuste sazonal — resultado abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que previa alta de 0,05%. As estimativas do mercado iam de queda de 1,70% a alta de 2,50%.
Ainda com relação ao ano passado, o índice ex-agropecuária ficou estável (0,00%), após alta de 0,97% no mês anterior (revisado, de 0,91%). O da agropecuária teve queda de 1,31%, depois de ter crescido 1,51% em janeiro (revisado, de 0,65%). O indicador de serviços cresceu 0,99%, após alta de 2,21% (revisado, de 2,09%). O da indústria caiu 1,30%, depois de ter caído 1,19% (revisado, de -1,17%).
“Seguimos projetando crescimento de 0,8% para o PIB do primeiro trimestre, admitindo viés de alta em função da possível resiliência do consumo das famílias em função do bom comportamento do mercado de trabalho e da expansão de curto prazo gerada pela adoção da isenção do IR”, afirma Matheus Pizzani, economista do PicPay.
A projeção também segue em 1,7% para 2026, com redução nos vetores ligados à economia doméstica e retomada da participação do setor externo na composição do PIB, explica o economista.
Fonte: Broadcast, Dow Jones Newswires e FactSet