No período, o IRB reportou lucro líquido de R$ 11 milhões, queda de 62% na comparação anual. Os prêmios emitidos cresceram 115% em relação ao mesmo mês do ano passado, com expansão de 56% no exterior e de 140% no Brasil. No acumulado do trimestre, os prêmios emitidos tiveram alta anual de 22%.
O Safra aponta como ponto negativo a taxa de retrocessão mais alta, que ficou em 48,5%, um avanço de 1 ponto percentual em comparação a fevereiro do ano anterior. Essa taxa, segundo a empresa, representa a parcela de prêmios emitidos não retidos.
De acordo com o banco, esse índice, combinado com um nível elevado de sinistros retidos, pressionou o desempenho de subscrição do IRB (diferença entre os prêmios ganhos e os custos operacionais da empresa), que recuou 15% em fevereiro na comparação anual. Isso, somado ao aumento das despesas com impostos na base anual, levou à queda no lucro líquido mensal.
Como resultado, o lucro nos últimos 12 meses vem caindo desde dezembro, agora em R$ 460 milhões. “Isso torna as projeções de consenso para 2026, atualmente em torno de R$ 600 milhões, uma meta difícil de alcançar, embora reconheçamos a volatilidade dos números mensais e o melhor desempenho dos prêmios emitidos no início do ano”, avalia o Safra.
O Citi, por sua vez, pontua que os números do acumulado do trimestre estão abaixo do esperado, somando R$ 29 milhões. O banco mantém a expectativa de que o IRB entregue um lucro próximo de R$ 600 milhões em 2026, um crescimento anual de 18%, embora reconheça que os resultados trimestrais não devem ser distribuídos de forma uniforme ao longo do ano.