A WEG (WEGE3) registrou lucro líquido de R$ 1,457 bilhão no primeiro trimestre deste ano (1T26), o que corresponde a uma queda de 5,7% na comparação com igual etapa do ano passado.
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A WEG (WEGE3) registrou lucro líquido de R$ 1,457 bilhão no primeiro trimestre deste ano (1T26), o que corresponde a uma queda de 5,7% na comparação com igual etapa do ano passado.
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O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida) somou R$ 2,1 bilhões no período, redução de 3,2% em relação a igual mesmo período de 2025. A margem Ebitda cresceu 0,6 ponto porcentual na mesma comparação, para 22,2%. A receita operacional líquida (ROL) chegou a R$ 9,468 bilhões de janeiro a março deste ano, redução de 6,1% na comparação anual.
No documento dos resultados, a WEG detalhou que 62,3% da ROL obtida no primeiro trimestre do ano veio do mercado externo e os demais 37,7% do mercado interno. No exterior, a região que mais gerou receita foi a América do Norte, com 50,9% de participação, seguida por Europa, com 24,4%, e Ásia-Pacífico, com 10,8%. América do Sul e Central respondeu por 8%, enquanto a África ficou com 5,9%.
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A companhia informou ainda que a receita do mercado externo em reais foi negativamente impactada pela variação do dólar norte-americano médio, que passou de R$ 5,85 no primeiro trimestre do ano passado para R$ 5,26 nos primeiros três meses deste ano, uma desvalorização de 10,1% em relação ao real.
“Nas moedas locais, ponderada pelo peso de cada mercado e ajustada pelos efeitos da consolidação dos negócios adquiridos, a receita líquida do mercado externo apresentou crescimento de 11,2% em relação ao primeiro trimestre de 2025”, disse.
O retorno sobre o capital investido (ROIC) atingiu 33,1% no primeiro quartil de 2026, redução de 0,1 ponto porcentual na comparação com igual etapa do ano passado, mas aumento de 0,6 ponto porcentual em relação ao trimestre imediatamente anterior.
Nos três primeiros meses deste ano, a WEG realizou R$ 622,2 milhões em investimentos, em linha com os R$ 621,2 milhões realizados no mesmo período do ano passado. Cerca de 50,6% dos aportes foram para as fábricas no Brasil e outros 49,4% para parques industriais e demais instalações no exterior.
A empresa encerrou marco com caixa liquido de R$ 3,32 bilhões, tendo em vista as disponibilidade de R$ 7,4 bilhões e os financiamentos de R$ 4,09 bilhões, dos quais 76% alocados no curto prazo.
A área de negócio de Equipamentos Eletroeletrônicos Industriais (EEI), o mais representativo da WEG, registrou aumento de 6,1% da Receita Operacional Líquida (ROL) obtida no mercado externo no primeiro trimestre deste ano, quando comparado a igual etapa do ano passado, para R$ 3,27 bilhões.
Em release de resultados, a companhia afirmou ter registrado bom desempenho para equipamentos de ciclo curto, como motores elétricos de baixa tensão, apesar do impacto negativo da desvalorização do dólar norte-americano no período.
“A demanda mostrou-se positiva em diversas áreas de atuação, especialmente nos segmentos de óleo & gás e de sistemas de ventilação e refrigeração para data centers”, afirmou.
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Já na divisão de equipamentos de ciclo longo, como motores elétricos de alta tensão, a WEG disse que as entregas se mantiveram consistentes, além de ter observado uma melhora na entrada de pedidos.
No mercado interno, o crescimento da ROL foi de 1,7% ante o mesmo trimestre de 2025, para R$ 1,39 bilhão. Segundo a WEG, a atividade industrial no País apresentou redução na demanda de equipamentos de ciclo curto, motivada por um menor volume de negócios em diferentes segmentos de atuação, mas o bom volume de entregas de equipamentos de ciclo longo contribuiu positivamente no trimestre, especialmente de motores de alta tensão.
A divisão de Equipamentos Industriais é a mais representativa na ROL total da WEG, respondendo por 49,3% da receita operacional líquida do primeiro trimestre deste ano.
A área de Motores Comerciais e Appliance (MCA), que respondeu por 8,2% do ROL nos primeiros três meses de 2026, teve queda de 1,7% da receita no mercado externo, influenciada pela variação cambial, e redução de 8,3% no mercado interno, refletindo a volatilidade na demanda e ajustes de estoques em alguns segmentos importantes, como motores para ar-condicionado.
Já o segmento de Tintas e Vernizes (T&V), responsável por 4,2% da ROL de janeiro a março, apresentou alta anual da ROL no mercado externo de 13,8%, enquanto no mercado interno o avanço foi de 2,2%. Segundo a WEG, o crescimento internacional mais acelerado se deve ao bom resultado nas operações do México e dos EUA, com contribuição positiva dos negócios recém adquiridos da Heresite.
A área de negócio de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia (GTD) registrou uma redução de 36,4% na Receita Operacional Líquida (ROL) obtida no mercado interno no primeiro trimestre deste ano, quando comparado a igual etapa do ano passado, para R$ 1,517 bilhão.
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O desempenho foi afetado pela redução de entregas nos negócios de geração solar centralizada (GC) devido à ausência de novos projetos, explicou a companhia, em release de resultados. A empresa destacou, porém, que o primeiro trimestre do ano passado registrou o maior nível de receita no negócio de geração solar na história da WEG. Na comparação com o quarto trimestre, a queda foi de 1,7%.
Já as áreas de T&D (Transmissão e Distribuição) contribuíram positivamente no trimestre nas receitas de mercado interno, impulsionadas pelas entregas de transformadores de grande porte e subestações para projetos ligados aos leilões de transmissão e redes de distribuição.
Apesar de classificar o primeiro trimestre de 2026 como “desafiador para o crescimento”, a WEG afirma que os investimentos em infraestrutura elétrica no Brasil continuam aquecidos. Por isso, diz ter um visão positiva para a continuidade dos negócios, com nível classificado como “bom” de entrada de pedidos e carteira, especialmente para negócios de ciclo longo em toda área de GTD.
“A companhia vem construindo uma carteira de pedidos robusta para os próximos anos, com destaque para transformadores e compensadores síncronos, fundamentais para aumentar a confiabilidade do sistema elétrico”, afirmou.
No que diz respeito ao mercado externo da divisão de GTD, registrou aumento de 3,2% na ROL do primeiro trimestre, para R$ 2,11 bilhões.
Segundo a companhia, o desempenho do negócio de T&D continuou positivo, motivado principalmente pelas entregas de transformadores ligadas ao reforço da infraestrutura da rede elétrica nos EUA, aliada a uma boa demanda em mercados importantes como Colômbia.
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Já nos negócios de geração, a empresa afirma que a dinâmica seguiu positiva na maioria dos mercados de atuação, com destaque para a América do Norte e Europa.
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