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No exterior, o pregão foi positivo para os ativos de risco, com bolsas europeias e os índices S&P 500 e Nasdaq encerrando em alta, sustentados sobretudo pelo desempenho de empresas de tecnologia. Ainda assim, o ambiente econômico seguiu marcado por cautela após a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) nos Estados Unidos, que veio acima do esperado e reforçou a leitura de juros elevados por mais tempo.
Nesse contexto, os Treasuries (Tesouro americano) tiveram comportamento misto ao longo da sessão, enquanto o dólar ganhou força no exterior. Já o petróleo recuou quase 2%, negociado próximo dos US$ 105 por barril, após sessões recentes de maior volatilidade. Ao longo do dia, investidores também monitoraram mudanças esperadas no comando do Federal Reserve (Fed, o banco central estadunidense), com impacto limitado sobre os preços.
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No Brasil, o mercado doméstico não acompanhou o tom mais construtivo do exterior. Após um início de sessão relativamente alinhado ao ambiente global, os ativos locais passaram a perder força ao longo da tarde, em meio ao aumento da cautela diante de notícias no campo político, o que elevou a percepção de risco e ampliou a volatilidade.
Nesse contexto, o Ibovespa fechou em baixa, com recuo de 1,80%, aos 177.098 pontos, com giro financeiro de R$ 38,5 bilhões, pressionado por ações mais sensíveis ao cenário doméstico. No câmbio, o dólar avançou 2,31%, cotado a R$ 5,00, refletindo tanto o fortalecimento da moeda americana no exterior quanto a piora na percepção de risco local.
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