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A sessão desta terça-feira (12) foi marcada por um tom mais defensivo nos mercados globais, com o petróleo em alta de mais de 3% reacendendo o debate sobre inflação mais resistente e juros elevados por mais tempo.
Nesse ambiente, os rendimentos dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) avançaram e o dólar se fortaleceu como ativo de proteção, enquanto as bolsas em Nova York e na Europa perderam fôlego após o rali recente, com realização mais concentrada no setor de tecnologia. Dados de inflação nos Estados Unidos vieram firmes, reforçando uma postura cautelosa do banco central americano.
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No Brasil, o cenário doméstico refletiu a combinação do ambiente externo mais adverso com a leitura do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que veio dentro do esperado no índice cheio, mas com composição menos confortável. A percepção de espaço limitado para um alívio mais relevante da Selic (taxa básica de juros) seguiu presente ao longo da sessão, mantendo o investidor mais seletivo.
A curva de juros futuros encerrou o dia pressionada em diversos vencimentos, acompanhando a reprecificação internacional e a leitura mais conservadora para a trajetória de juros domésticos, o que pesou sobre os ativos de risco. Na Bolsa, o Ibovespa fechou em baixa, recuando 0,86% aos 180.342 pontos, com giro financeiro de R$ 28,8 bilhões, em linha com o tom cauteloso vindo do exterior.
No câmbio, o dólar encerrou a sessão praticamente estável em relação ao real, cotado a R$ 4,90, acompanhando o comportamento da moeda americana nos mercados globais.
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