Descontando ajustes, o resultado líquido somou R$ 359 milhões, queda de 23,6% na comparação anual. Pelo critério “mesmos ativos”, o lucro ficou praticamente estável (-0,3%) ante os R$ 360 milhões do primeiro trimestre de 2025.
De janeiro a março, o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda, da sigla em inglês) da Equatorial atingiu R$ 3,169 bilhões, 10,8% acima do registrado nos mesmos meses do ano passado. O Ebitda ajustado por efeitos não recorrentes e não caixa somou R$ 2,879 bilhões, alta de 11,3% na mesma comparação. A margem Ebitda teve oscilação de 0,1 ponto porcentual, passando de 22,7% para 22,6%.
Segundo a empresa, o crescimento é explicado pelo menor desempenho do segmento de distribuição e pelo efeito da equivalência patrimonial da Sabesp, que cresceu R$ 40 milhões entre trimestres.
A receita líquida da companhia somou R$ 12,750 bilhões nos três primeiros meses do ano, crescimento de 12% na comparação com igual intervalo de 2025. Já o resultado financeiro correspondeu a uma despesa líquida de R$ 1,5 bilhão, 5,7% maior do que a anotada no primeiro trimestre de 2025.
A dívida líquida cresceu 0,5% em um ano, para R$ 44,286 bilhões, enquanto a alavancagem caiu de 3,2 vezes para 2,7 vezes no mesmo período. Já os investimentos totalizaram R$ 2,58 bilhões entre janeiro e março deste ano, montante 12,2% maior que o desembolsado em igual período meses de 2025.
Impacto estimado com cortes de geração é de R$ 33 milhões no 1T26
As restrições de geração (constrained-off) nas usinas renováveis do grupo Equatorial no 1T26 somaram 181 gigawatts (GWh) no primeiro trimestre deste ano, o que corresponde a 14,1% da energia que poderia ter sido gerada por esses ativos, segundo apuração interna da controlada para o segmento, a Echoenergia. O impacto financeiro foi estimado em R$ 33 milhões, alta de 57% na comparação com o mesmo período do ano passado, refletindo principalmente o patamar mais elevado do preço spot de energia (PLD) no período.
Em volume energético, os cortes cresceram 6% frente os 170 GWh registrados no primeiro trimestre de 2025, principalmente em razão do aumento das restrições nos complexos solares. Nesses ativos, o constrained-off alcançou 30,4%, com impacto de R$ 14 milhões. A companhia comentou que a maior concentração dos cortes nos ativos solares reflete a maior exposição do segmento a restrições de natureza energética, isto é, por sobreoferta de energia no sistema.
No total, o portfólio da Equatorial foi impactado, predominantemente, por cortes de ordem energética, que responderam por 53% do total (96 GWh ou R$ 13 milhões), seguidas por razões de confiabilidade (38% do total, equivalente a 68 GWh ou R$ 16 milhões). Os efeitos por indisponibilidade externa representaram os 10% remanescentes (17 GWh ou R$ 4 milhões).