De janeiro a março, a Dasa reportou lucro líquido de R$ 9 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 111 milhões registrado no primeiro trimestre de 2025. O resultado reflete a evolução operacional da companhia após a reorganização do portfólio realizada ao longo do ano passado, com foco maior no segmento de medicina diagnóstica.
O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda, na silga em Inglês) consolidado atingiu R$ 573 milhões no trimestre, crescimento de 28% em relação ao mesmo período de 2025. A margem Ebitda avançou 2,7 pontos porcentuais, enquanto a margem bruta atingiu 33,5%, expansão de 2,6 pontos porcentuais.
A receita líquida totalizou R$ 2,037 bilhões no período, crescimento de 8,6% na comparação anual. Já a receita bruta da Dasa avançou 14% no trimestre, impulsionada pelo crescimento dos segmentos B2B, premium e de atendimento domiciliar, além do maior volume de exames realizados no período.
Durante a tarde, os papéis da Dasa aceleram os ganhos em 11,78% por volta das 14h, simultaneamente à teleconferência para apresentação dos resultados do primeiro trimestre do ano, considerados “sólidos” pelo Citi e “positivos” pelo BB Investimentos (BB-BI).
O que os bancos avaliam
Segundo o Bank of America (BofA), a rede de diagnósticos apresentou desempenho operacional forte no balanço do 1T26, apesar da pressão no caixa.
Em relatório, o analista Jayson James destaca que os resultados reforçam a confiança na estratégia de recuperação operacional da companhia, especialmente nas áreas de diagnóstico e hospitais. A avaliação é de que a Dasa está “no caminho certo” para retomar geração de caixa positiva possivelmente já no segundo trimestre de 2026.
O analista ainda cita que o desempenho da divisão de diagnóstico foi impulsionada pelo aumento de volumes e melhor utilização da capacidade instalada. Na área hospitalar e de oncologia, o crescimento foi favorecido pela maturação de unidades como o Hospital da Bahia, além de taxa de ocupação acima do esperado.
Ainda que o progresso nas operações tenha ocorrido, o BofA destacou uma queima de caixa de R$ 230 milhões no trimestre, o que resultou em uma alavancagem de 3 vezes na relação dívida líquida/Ebitda. Contudo, os analistas acreditam que os resultados operacionais tendem a favorecer uma queda gradual da dívida no curto prazo, efeito que pode ser acelerado caso a empresa realize desinvestimentos de ativos.
O banco manteve recomendação de compra para os papéis Dasa (DASA3), com preço-alvo de R$ 6, um potencial de valorização de 91% ante o fechamento do papel ontem.
Na visão do Itaú BBA, a Dasa revelou uma melhora sequencial relevando no primeiro trimestre. De acordo com o banco, o resultado mostra um ritmo de avanço na agenda de eficiência, mas, ao mesmo tempo, a desconsolidação de alguns ativos pode afetar a comparabilidade.
Para os analistas Vinicius Figueiredo, Lucca Marquezini e Felipe Amâncio, o destaque dos resultados vai para a alta na receita bruta na unidade de diagnósticos, que foi puxada principalmente pelo aumento no número de exames.
No caso da Rede Américas, o banco destaca que a receita bruta foi sustentada pela continuidade das operações hospitalares, avanços em produção, melhora na gestão de leitos e maior participação de procedimentos de maior complexidade.
O Itaú BBA afirma que, por muito tempo, manteve recomendação restrita para o papel, com estimativas que não refletiam integralmente as mudanças recentes, e diz estar preparando uma atualização mais abrangente.
*Com informações da Broadcast