A aprovação da suspensão do teto da dívida americana ontem pela Câmara dos Representantes também tende a reforçar o alívio nos negócios. As incertezas em relação à Evergrande, gigante do setor imobiliário chinês, continuam sendo acompanhadas pelo mercado.
Para tentar ajudar a Evergrande, o governo chinês anunciou US$ 18,5 bilhões no sistema financeiro. O exterior mais ameno deve trazer mais tranquilidade aos negócios locais. A injeção de recursos do governo chinês para socorrer a
Evergrande, tende a trazer algum alívio para as ações ligadas às commodities metálicas na Bolsa.
Mas os desdobramentos relacionados aos precatórios e a sessão da reforma administrativa ficam no radar internamente, enquanto aguardam sinalizações por parte do Banco Central sobre até que patamar o juro básico poderá chegar no fim do ciclo.
Agenda econômica 22/09
Brasil: Às 14h30, o Ministério da Economia divulga Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 4º bimestre, seguida de entrevista dos secretários especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e do Tesouro, Jeferson Bittencourt (15h30). A partir das 18h30, o Copom deve elevar a Selic de 5,25% para 6,25%, conforme esperado pelo mercado.
EUA: O Federal Reserve divulga sua decisão de política monetária (15h). Às 15h30, o presidente do Fed, Jerome Powell, participa de entrevista coletiva. O American Petroleum Institute (API) estima que os estoques de petróleo nos Estados Unidos tenham recuado cerca de 6,1 milhões de barris na semana encerrada em 17 de setembro. O API também aponta queda de 400 mil barris nos estoques
de gasolina e recuo de 2,7 milhões de barris nos estoques de destilados. Nos estoques de petróleo em Cushing, por sua vez, a queda teria sido de 1,7 milhão de barris no período, segundo o API.
Ásia: Nesta madrugada, o Banco do Japão manteve sua política monetária ultra-acomodatícia inalterada, como se previa. O Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) reafirmou suas principais taxas de juros de pelo 17º mês seguido.