DÓLAR R$ 5,21 +2,61% MGLU3 R$ 20,56 -5,34% ITUB4 R$ 30,29 -1,11% EURO R$ 6,19 +2,44% BBDC4 R$ 24,26 -1,66% PETR4 R$ 26,85 -3,45% IBOVESPA 121.800,79 pts -3,08% GGBR4 R$ 30,80 -1,91% ABEV3 R$ 16,63 -2,92% VALE3 R$ 109,10 -5,60%
DÓLAR R$ 5,21 +2,61% MGLU3 R$ 20,56 -5,34% ITUB4 R$ 30,29 -1,11% EURO R$ 6,19 +2,44% BBDC4 R$ 24,26 -1,66% PETR4 R$ 26,85 -3,45% IBOVESPA 121.800,79 pts -3,08% GGBR4 R$ 30,80 -1,91% ABEV3 R$ 16,63 -2,92% VALE3 R$ 109,10 -5,60%
Delay: 15 min
Ana Paula Hornos, colunista do E-Investidor (Foto: Divulgação)

Mente sã em bolso são

Ana Paula Hornos é mediadora, palestrante e produtora de conteúdo sobre finanças e comportamento. Dedicada à psicologia, educação financeira e orientação profissional, com mais de 20 anos de experiência como executiva e empresária, trabalha assessorando pessoas na formulação e alcance de seus objetivos. Mestranda em psicologia e graduada em Engenharia, ambas pela USP, com MBA em finanças pelo Insper e especializações pela FGV e IMD, foi diretora de grandes empresas nacionais como o Grupo Pão de Açúcar e membro de Conselho de Administração da Essencis Ambiental. É autora da coleção ‘Educação Financeira e Valores’, de apoio didático escolar para educação financeira de crianças e adolescentes e do livro infanto-juvenil ‘Crise Financeira na Floresta’. Atualmente também professora na FGV-IDE e na Casa do Saber.

Escreve às segundas-feiras, a cada 15 dias.

Ana Paula Hornos

Empreendedorismo na pandemia? Decifre o medo e lucre com isso

Mesmo que o ambiente externo não favoreça, temos recursos internos para virar o jogo

Se não há sonho, se não há confiança, como manter acesa a chama do DNA empreendedor? Foto: Envato Elements
  • Segundo pesquisa mundial do GEM (Global Entrepreneurship Monitor) divulgada pelo Sebrae em 2019, o Brasil ocupa a primeira posição em empreendedorismo no mundo
  • Mas sem observar a necessidade do outro, sem abertura para a empatia, não há como empreender

O que eu quero fazer antes de morrer? Em 2009, a artista Candy Chang criou nos Estados Unidos uma lousa gigante em parede pública para as pessoas completarem a frase “antes de morrer, eu quero…” e assim registrarem seus desejos mais importantes. Nunca, neste último século, a humanidade esteve tão intensamente em luto coletivo como na atual pandemia. Todos nós tivemos, de certa forma, perdas profundas.

O contato com a morte gera medo, tristeza e dor, mas também pode ser uma oportunidade única de reflexão com a essência e o propósito da vida. Lancei a mesma pergunta de Chang recentemente em minhas redes sociais e me chamou a atenção a carência de sonhos e a falta de clareza nos objetivos de vida através das respostas recebidas.

O brasileiro parou de sonhar?

Segundo pesquisa mundial do GEM (Global Entrepreneurship Monitor), divulgada pelo Sebrae em 2019, o Brasil ocupa a primeira posição em empreendedorismo no mundo. Empreender é a arte de transformar uma ideia em ação. Mas se não há sonho, se não há confiança, como manter acesa a chama do DNA empreendedor?

O cenário de pandemia despertou intenso medo e ansiedade, sentimentos que preparam o cérebro para reações de luta e fuga. Por ser uma situação de extrema incerteza, cada indivíduo, reagindo a seu modo, pode passar por paralisia, pela negação, por narrativas de autoengano e por depressão. Ao ser lançado ao instinto mais primitivo da sobrevivência, é desperto em si o individualismo e o egocentrismo, como estratégias de proteção pessoal.

Muito embora, infelizmente, ao longo da história econômica de nosso país, estejamos treinados a conviver com a instabilidades e obstáculos, o contexto atual despertou um fechamento psicológico nas relações e disparou com força conflito dos extremos, polarização, com sérios riscos para a criatividade e inovação.

Onde há então oportunidade e esperança nesse cenário?

Mesmo que o ambiente externo não favoreça, a boa notícia é que temos recursos internos em nosso cérebro para virar o jogo, como os sistemas límbico e cortical. No entanto, para acioná-los, é necessário virar a câmera frontal do modo “self” para a observação do entorno e da necessidade do outro.

O empreendedorismo começa a partir de uma ideia que só pode existir como solução da dor e do problema do próximo. Sem observar a necessidade do outro, sem abertura para a empatia, não há como empreender.

A proximidade da morte é uma oportunidade única para a percepção do valor e do propósito da vida. Se tivermos a capacidade de ressignificar o medo e o apego à própria defesa, para ligar o radar da compaixão, da empatia e do altruísmo, seremos capazes de agarrar a esperança, identificar oportunidades para novos negócios, projetos e retomar a construção de uma sociedade novamente colaborativa, criativa e produtiva.

Medo ou esperança? Paralisia ou ação? Autoconhecimento ou insegurança? Egoísmo ou altruísmo? Polarização ou cooperação? Segundo semestre de 2021 está aí. Você pode escolher de que lado quer ficar.

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Abra sua conta na Ágora Investimentos

Informe seu e-mail

Faça com que esse conteúdo ajude mais investidores. Compartilhe com os seus contatos