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Ana Paula Hornos, colunista do E-Investidor (Foto: Divulgação)

Mente sã em bolso são

Ana Paula Hornos é mediadora, palestrante e produtora de conteúdo sobre finanças e comportamento. Dedicada à psicologia, educação financeira e orientação profissional, com mais de 20 anos de experiência como executiva e empresária, trabalha assessorando pessoas na formulação e alcance de seus objetivos. Mestranda em psicologia e graduada em Engenharia, ambas pela USP, com MBA em finanças pelo Insper e especializações pela FGV e IMD, foi diretora de grandes empresas nacionais como o Grupo Pão de Açúcar e membro de Conselho de Administração da Essencis Ambiental. É autora da coleção ‘Educação Financeira e Valores’, de apoio didático escolar para educação financeira de crianças e adolescentes e do livro infanto-juvenil ‘Crise Financeira na Floresta’. Atualmente também professora na FGV-IDE e na Casa do Saber.

Escreve às segundas-feiras, a cada 15 dias.

Ana Paula Hornos

Saída de Simone Biles nas Olimpíadas traz um alerta para o mercado

O que a desistência da atleta olímpica tem a ver com os seus investimentos

Atleta Simone Biles
A atleta Simone Biles durante as Olimpíadas de 2021, em Tóquio (Foto: Reuters/Lindsey Wasson)
  • Não adianta buscar rendimentos extremamente elevados, concentrando toda a força em ativos de intenso risco, se a sua área de segurança é pequena
  • Se a cobrança colocada em resultados é mais forte que o preparo emocional, ou se a área de conhecimento técnica é pequena, haverá danos à saúde mental e ao bolso

Alta performance no mercado financeiro tem sido a motivação de muitos investidores dispostos a assumir riscos cada vez mais ousados em busca de altos rendimentos.

Ao desistir da final nas Olimpíadas de Tóquio para cuidar da saúde mental, Simone Biles disse: “Eu realmente sinto que às vezes eu tenho o peso do mundo sobre meus ombros. Eu sei que eu ignoro e faço parecer que a pressão não me afeta, mas às vezes, é difícil”.

Em algum momento da vida, foi ensinado que a fórmula da pressão é igual a força dividida por uma área. Desta forma, se a ação física para provocar resultados for maior que a base de sustentação, a pressão se tornará insuportável e pode causar rupturas. Mas o que aulas de física ou a desistência da ginasta olímpica tem a ver com você, investidor?

Há muitos paralelos e aprendizados aqui para a vida financeira. É possível definir a superfície de sustentação nos investimentos como a área segura da diversificação e pela formação das reservas de emergência.

Às vezes é preciso deixar os ativos andarem de lado pelo bem da própria saúde emocional

Não adianta buscar rendimentos extremamente elevados, concentrando toda a força em ativos de intenso risco, se a sua área de segurança é pequena. Não adianta também agir com intensa força, trocando o dinheiro de posição em movimentos diários, pois a pressão pode levar à quebra.

Pode-se fazer o paralelo da fórmula física sobre o equilíbrio psíquico, como no caso de Biles. Se a cobrança colocada em resultados é mais forte que o preparo emocional, ou se a área de conhecimento técnica é pequena, haverá danos à saúde mental e ao bolso. O mesmo acontece se os esforços empenhados estão roubando o seu sono, descanso e horas de lazer.

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A atleta fez uma declaração de desabafo refletindo uma fala interna, através do conselho: “Temos que proteger nossas mentes e nossos corpos e não apenas sair e fazer o que o mundo quer que façamos”. “Sou mais do que minhas realizações.”

Aqui, é de se tirar o chapéu e tomar como exemplo a escolha da ginasta pelo caminho do autoconhecimento. A saída de Biles ensina importância de estabelecer limites, zonas de proteção e segurança e a necessidade de observar quais motivações estão orientando os próprios comportamentos. Ela mostra que é indispensável saber diferenciar o que pertence a si próprio e o que pertence ao outro.

Como investidor, pode-se tirar a lição sobre ter claro seu objetivo, conhecer o próprio perfil, estabelecer travas nas operações, buscar conhecimento confiável e autoconhecer-se para saber identificar quais comportamentos e decisões podem ser prejudiciais.

“Não somos apenas atletas, somos pessoas, e às vezes é preciso dar um passo atrás. Pensei que era melhor eu dar um passo para o lado pelo bem da minha saúde mental”, disse Biles.

Há uma importante reflexão para a vida financeira sobre a experiência dolorosa da atleta em momento tão difícil de sua carreira, se sua fala for parafraseada da seguinte forma: não somos apenas investidores, somos pessoas, e às vezes é preciso deixar os ativos andarem de lado no curto prazo, pelo bem do longo prazo e da própria saúde emocional.

Em suma, a desistência de Simone Biles ensina que o olhar pela saúde física, mental e financeira como saúde integral deve ser prioridade como investimento na própria felicidade.

 

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