• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Pressão no mercado: da eleição no Brasil ao pacote fiscal britânico

Cenário de inflação alta no mundo, em meio a sinais de desaceleração econômica global, pressiona o mercado

Por Dan Kawa

05/10/2022 | 13:06 Atualização: 07/10/2022 | 9:38

Receba esta Coluna no seu e-mail
(Foto: Agência Brasil)
(Foto: Agência Brasil)

O mês de setembro foi marcado por nova rodada de pressão negativa nos ativos de risco. Permanece um cenário base de inflação alta no mundo, com evidente necessidade de ajuste das condições monetárias em meio a sinais de desaceleração econômica global.

Leia mais:
  • 7 ações para investir se Lula (PT) ganhar as eleições
  • 3 cenários para a carteira de investimentos no 2º turno
  • A euforia na Bolsa vai continuar após a eleição presidencial?
Cotações
15/04/2026 8h32 (delay 15min)
Câmbio
15/04/2026 8h32 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Antes de falarmos sobre a pauta internacional, aqui vale um breve comentário sobre as eleições no Brasil.

Com erros gigantescos nas pesquisas eleitorais, estamos caminhando para uma eleição com vitórias relevantes de aliados do atual presidente para os governos estaduais e o Senado. A bancada da Câmara também apresenta uma força relevante da direita e centro-direita.

Publicidade

A eleição presidencial foi muito mais apertada do que as pesquisas apresentaram, mas ainda será um segundo turno bastante acirrado em meio a um cenário “em aberto”. Um trabalho árduo para o candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) reverter o resultado do primeiro turno, em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou na primeira colocação.

De qualquer modo, a composição do Congresso mostra que a governabilidade do próximo presidente dependerá de alianças com o dito “Centrão”. Além disso, a força dos partidos de direita na casa e nos governos estaduais sinaliza que a governabilidade de Bolsonaro seria mais tranquila. Importantes reformas poderiam ser feitas com certa celeridade assim que ele fosse reeleito.

A vitória de diversos candidatos de direita e centro-direita reduz o risco de um eventual governo de Lula ser excessivamente a esquerda, dado a enorme oposição que irá encontrar.

Hábil articulador político, Lula seria capaz de conduzir o País, caso eleito. A oposição, contudo, reduz o risco de guinadas mais à esquerda de um eventual governo petista. Este, talvez, seja o grande ponto positivo do primeiro turno.

De volta à Europa

Ao final do mês, os eventos no Reino Unido concentraram a atenção de economistas e do mercado. Após o novo governo inglês anunciar um pacote de expansão fiscal, os ativos do país começaram a perder parâmetro.

Publicidade

É importante frisar, contudo, que os eventos no Reino Unido nos parecem apenas um dos sintomas de um problema muito maior e mais espalhado pelo mundo. O contexto em que se encontra o país é de inflação alta, recessão, déficit fiscal, déficit externo, governo fraco e política fiscal frouxa.

O mercado, então, começou a pressionar, de maneira mais concreta e assertiva, por uma solução para estes problemas por meio de depreciação cambial, forte alta nas taxas de juros e queda da Bolsa.

Na ausência de políticas fiscais mais apertadas, o primeiro passo para estabilizar a economia e os mercados deveria ter sido um choque na taxa de juros e/ou um compromisso de ajuste fiscal futuro.

Depois disso, um longo e tortuoso processo de ajuste econômico seria necessário como plano de estabilização econômica. Um plano que mirasse a equalização dos déficits gêmeos (fiscal e externo), uma direção mais clara de crescimento sustentável de longo-prazo e o comprometimento com uma inflação mais baixa estruturalmente.

Publicidade

Neste momento, não parece que existe esta lucidez por parte do governo inglês e do banco central do país em relação a este caminho. Isso nos leva a crer que teremos um longo processo, com enorme reverberação ao resto do mundo.

Diante de forte pressão nos mercados ingleses nos últimos dias de setembro, com forte abertura de taxa de juros, queda da bolsa e da moeda, o Banco da Inglaterra (BoE, a autoridade monetária) decidiu por adotar uma medida pouco ortodoxa no atual momento do ciclo econômico.

Com intuito de estabilizar o mercado de juros longos, o banco central anunciou que irá comprar títulos longos em caráter pontual e limitado. Além disso, irá atrasar o seu processo de venda de ativos, o aperto quantitativo.

Em um momento de inflação alta, tentativa de controle inflacionário e aperto das condições financeiras, esta é a última medida que poderíamos imaginar ser adotadas. Ela é confusa, pois vai na direção oposta do que precisa ser feito com afinco e consistência – o controle da inflação – e arriscada, pois não atua no cerne do problema, atacando apenas uma questão pontual de mercado.

Publicidade

Existiam maneiras mais ortodoxas e eficazes de lidar com a situação. A medida tomada pode ajudar a estabilizar a curva de juros longa no curto-prazo, mas é sem dúvida alguma uma solução temporária e pouco eficaz.

Seria muito mais eficiente uma alta de juros acentuada e uma sinalização de política monetária mais apertada no curto-prazo, como sugeriu um ex-integrante do banco central do país, Adam Posen, ontem.

Uma outra solução seria uma sinalização de compromisso fiscal de longo-prazo por parte do governo.

As economias desenvolvidas estão “between a rock and a hard place”, expressão em inglês que indica que a escolha ocorrerá entre duas opções difíceis. Não há “bala de prata” para resolver todos os problemas e os riscos do cenário. Não existem soluções perfeitas. Contudo, a opção escolhida pela Inglaterra parece uma tentativa desesperada de ganhar tempo antes de adotar medidas fiscais e monetárias mais austeras.

Publicidade

Talvez, o mercado venha a pressionar os ingleses até que essas medidas sejam adotadas. Infelizmente, há riscos e problemas semelhantes ao redor do mundo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • eleição
  • Jair Bolsonaro
  • Lula
  • mercado
  • Mercado de capitais
  • Mercado financeiro

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Sem IOF, cartões com criptos avançam no Brasil e prometem taxa de câmbio menor

  • 2

    Resgates de crédito privado somam R$ 12,3 bi em 3 semanas — e acendem alerta no mercado

  • 3

    Ibovespa bate novo recorde com falas de Trump, dólar abaixo de R$ 5 e petróleo perto de US$ 100

  • 4

    Ibovespa ronda os 200 mil pontos: com rali em 2026, é hora de olhar mais para renda variável?

  • 5

    Ibovespa bate 18º recorde do ano e se aproxima dos 200 mil pontos

Publicidade

Quer ler as Colunas de Dan Kawa em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o FGTS: passo a passo para solicitar a retirada de valores esquecidos pelo celular
Logo E-Investidor
FGTS: passo a passo para solicitar a retirada de valores esquecidos pelo celular
Imagem principal sobre o FGTS: aderi ao saque-aniversário e não contratei a antecipação, posso voltar ao saque-rescisão?
Logo E-Investidor
FGTS: aderi ao saque-aniversário e não contratei a antecipação, posso voltar ao saque-rescisão?
Imagem principal sobre o 8 dívidas que idosos podem renegociar e aliviar o bolso no final do mês
Logo E-Investidor
8 dívidas que idosos podem renegociar e aliviar o bolso no final do mês
Imagem principal sobre o Starlink mini para viagem: o que está incluso para quem viaja?
Logo E-Investidor
Starlink mini para viagem: o que está incluso para quem viaja?
Imagem principal sobre o Starlink mini para viagem: quanto custa o plano ilimitado?
Logo E-Investidor
Starlink mini para viagem: quanto custa o plano ilimitado?
Imagem principal sobre o FGTS: veja como cadastrar uma conta bancária para receber o benefício
Logo E-Investidor
FGTS: veja como cadastrar uma conta bancária para receber o benefício
Imagem principal sobre o Gás do Povo: passo a passo para consultar a situação do vale pelo celular
Logo E-Investidor
Gás do Povo: passo a passo para consultar a situação do vale pelo celular
Imagem principal sobre o Feriados no Rio de Janeiro: veja os dias e se podem emendar em 2026
Logo E-Investidor
Feriados no Rio de Janeiro: veja os dias e se podem emendar em 2026
Últimas: Colunas
Bets travestidas de previsões invadiram o mercado financeiro
Vitor Miziara
Bets travestidas de previsões invadiram o mercado financeiro

Popular no exterior, o mercado de revisões começa a ganhar espaço no Brasil, mas levanta preocupações sobre o risco de estimular apostas disfarçadas de investimentos

14/04/2026 | 14h18 | Por Vitor Miziara
Estrangeiro compra Bolsa; brasileiro foge para a renda fixa — o que explica essa divisão
Marco Saravalle
Estrangeiro compra Bolsa; brasileiro foge para a renda fixa — o que explica essa divisão

Juros elevados travam o capital doméstico, enquanto estrangeiros usam o Brasil como proteção em meio ao choque global de commodities

13/04/2026 | 14h43 | Por Marco Saravalle
Autocuratela: quem decide quando você não pode mais decidir?
Samir Choaib
Autocuratela: quem decide quando você não pode mais decidir?

O caso envolvendo herdeira das Casas Pernambucanas reacende um ponto ignorado por famílias ricas: quem decide quando você não pode mais decidir?

11/04/2026 | 06h00 | Por Samir Choaib
Entre mísseis e commodities: Brasil resiste — mas não está imune ao mundo fragmentado
Eduardo Mira
Entre mísseis e commodities: Brasil resiste — mas não está imune ao mundo fragmentado

Choque geopolítico mexe com petróleo, inflação e juros, enquanto o país se beneficia de commodities e diferencial de taxas — mas segue exposto aos efeitos indiretos da crise

10/04/2026 | 14h50 | Por Eduardo Mira

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador