• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Fundos de investimento, crédito bancário e a importância das plataformas

Uma comparação simples mostra o impacto das plataformas de distribuição na desconcentração do mercado financeiro brasileiro

Por Einar Rivero

18/02/2026 | 14:21 Atualização: 18/02/2026 | 14:28

Receba esta Coluna no seu e-mail
Plataformas de distribuição de produtos ampliaram participação no mercado e ajudaram a estabilizar crescimento de concentração bancária. Foto: Adobe Stock
Plataformas de distribuição de produtos ampliaram participação no mercado e ajudaram a estabilizar crescimento de concentração bancária. Foto: Adobe Stock

As plataformas de distribuição de produtos financeiros são importantes para o Brasil? Uma comparação simples entre os fundos de investimento e o crédito mostra que sim.

Leia mais:
  • Quatro gigantes, R$ 216 bilhões e um ano fora da curva: o que os dividendos dos bancos ensinam ao investidor
  • Bradesco supera gigantes globais e lidera em pagamento de dividendos entre 2023 e 2025
  • Empresas da B3 voltam a valer R$ 5 trilhões e reacendem o debate sobre um novo ciclo no mercado brasileiro
Cotações
20/02/2026 15h32 (delay 15min)
Câmbio
20/02/2026 15h32 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O gráfico abaixo revela um ponto de inflexão relevante na indústria de fundos de investimento. Ao observar a participação dos cinco grandes bancos – Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú e Santander – no total de recursos aplicados em fundos de ações, multimercados e renda fixa, nota-se uma trajetória clara. Entre 2009 e 2016, a concentração cresceu de forma consistente. Saiu da faixa de 66% e avançou gradualmente até superar 85% em meados de 2016 e 2017. Era um movimento contínuo de centralização do mercado.

A partir de 2017, porém, a curva muda. A concentração deixa de subir. Permanece elevada, orbitando a casa de 80%, mas já não avança. O pico de 85% não se repete. O sistema passa a operar em um novo patamar estrutural. O mercado continua grande, dinâmico e rentável. Mas a fatia dos cinco maiores deixa de crescer.

Publicidade

Esse comportamento coincide com a expansão acelerada das plataformas independentes de investimentos. Empresas como a XP e o BTG Pactual ampliaram a distribuição de produtos, adotaram arquitetura aberta e passaram a oferecer fundos de dezenas de gestoras ao investidor de varejo. A barreira da prateleira fechada começou a ruir. O investidor deixou de depender exclusivamente do gerente do banco tradicional.

A mudança não foi apenas tecnológica. Foi institucional. A Resolução nº 4.035, de 2011, do Banco Central estabeleceu as bases para os arranjos de pagamento no país. Dois anos depois, a Lei nº 12.865, de 2013, consolidou esse arcabouço jurídico e regulatório, reconhecendo formalmente novas instituições de pagamento e abrindo espaço para modelos alternativos de intermediação financeira. A modernização regulatória criou o ambiente para a entrada de novos participantes.

O efeito aparece no gráfico. A indústria de fundos continua crescendo, mas o crescimento deixa de ser apropriado quase integralmente pelos cinco grandes bancos. Gestoras independentes ganham escala. Plataformas ampliam participação. A concentração permanece alta, mas sua trajetória ascendente é interrompida. Há desconcentração relativa.

Contraste com o mercado de crédito é evidente

Quando se observam os dados sobre a participação dos cinco maiores bancos no total de empréstimos do sistema financeiro, o quadro é outro. Como é possível ver no gráfico a seguir, a concentração permanece acima de 80% durante quase todo o período analisado. Em vários momentos supera 85%. Mesmo quando há recuos pontuais, o movimento não se consolida. A estrutura volta ao padrão histórico.

Publicidade

Nos ativos totais do sistema bancário, a dinâmica é semelhante. Há pequenas oscilações, mas a concentração segue elevada. A base do sistema permanece fortemente centralizada.

A diferença entre os dois mercados revela um traço estrutural do sistema financeiro brasileiro. Nos fundos de investimento, a principal barreira era a distribuição. Uma vez aberta a arquitetura e ampliado o acesso ao investidor final, a competição avançou. O produto é regulado, padronizado e comparável. A análise de risco está no portfólio do fundo, não no balanço do distribuidor.

No crédito, a lógica é distinta. Conceder empréstimos exige capital regulatório, estrutura de análise de risco, capacidade de absorver inadimplência e funding estável. E o funding continua concentrado. Os grandes bancos permanecem como os principais receptores de depósitos, inclusive por meio de instrumentos como os Certificados de Depósito Bancário (CDBs). Quem concentra depósitos concentra capacidade de emprestar.

Publicidade

Essa estrutura cria barreiras à entrada mais altas do que no mercado de fundos. Plataformas podem distribuir produtos de terceiros com relativa facilidade. Mas para competir no crédito é necessário carregar risco em balanço ou estruturar operações complexas de securitização. Exige escala. Exige capital.

O resultado é que, enquanto nos fundos a concentração parou de crescer a partir de 2017, no crédito ela se mantém elevada e resiliente. A transformação tecnológica foi suficiente para alterar a dinâmica de distribuição de investimentos. Não foi suficiente para romper a estrutura tradicional de concessão bancária.

Esse quadro tem implicações diretas sobre o spread bancário — a diferença entre os juros pagos pelos bancos na captação de recursos e os juros cobrados nos empréstimos. Em ambientes concentrados, o poder de mercado é maior. A competição é menor. O spread tende a permanecer elevado.

No Brasil, o spread bancário é historicamente alto. Parte disso se explica por fatores macroeconômicos e regulatórios. Mas a concentração é elemento relevante. Quando poucos bancos dominam a maior parte do crédito, a pressão competitiva é limitada.

Publicidade

Nos fundos de investimento, a maior concorrência pressionou taxas de administração, ampliou transparência e reduziu custos para o investidor. O investidor passou a comparar produtos em tempo real. O poder de barganha mudou de mãos. No crédito, essa dinâmica ainda não se reproduziu na mesma intensidade.

A consequência é macroeconômica. Crédito caro reduz investimento produtivo. Pequenas e médias empresas enfrentam mais dificuldade para expandir operações. O custo financeiro elevado limita geração de empregos. A economia cresce menos do que poderia.

O histórico recente mostra que mudanças regulatórias e tecnológicas podem alterar estruturas consolidadas. A Resolução nº 4.035/2011 e a posterior Lei nº 12.865/2013 abriram caminho para a inovação nos meios de pagamento e para o surgimento de novos modelos de negócio. Mais tarde, iniciativas como o Open Finance aprofundaram a integração de dados e reduziram assimetrias de informação.

Essas transformações produziram efeito concreto sobre a concentração de mercado. Não houve ruptura abrupta. Não houve queda drástica. Mas houve estabilização. E estabilizar a concentração em um mercado historicamente centralizado já representa mudança estrutural relevante.

O desafio de ampliar esse movimento para o setor de crédito

Para que a concentração bancária nos empréstimos seja efetivamente reduzida, será necessário intensificar a atuação das plataformas também na oferta de produtos de crédito. Isso significa estruturar fundos de crédito mais acessíveis ao varejo, ampliar a distribuição de debêntures, desenvolver mercados secundários de recebíveis e conectar investidores diretamente a operações produtivas.

Publicidade

Quanto maior a presença de novos intermediários no crédito, maior tende a ser a competição. E maior a competição, menor o spread bancário. A redução do spread não é apenas questão setorial. É condição para diminuir o custo do capital na economia.

Capital mais barato significa maior investimento. Maior investimento significa expansão da produção. Expansão da produção gera empregos e renda. A desconcentração financeira, portanto, não é debate restrito ao sistema bancário. É agenda de crescimento econômico.

Os dados mostram dois movimentos distintos dentro do mesmo sistema. Nos fundos de investimento, a concentração parou de crescer quando a distribuição foi aberta e a competição ampliada. No crédito, onde a estrutura de funding e capital permanece concentrada, a centralização resiste.

A pergunta inicial encontra respaldo empírico. As plataformas de distribuição são importantes para o Brasil porque alteram incentivos e ampliam concorrência. Elas demonstraram capacidade de estabilizar a concentração em um mercado historicamente dominado por grandes bancos. Replicar essa transformação no crédito é o próximo passo.

Publicidade

Se isso ocorrer, o impacto poderá ser profundo: spreads menores, crédito mais acessível, ambiente de negócios mais dinâmico e crescimento econômico mais robusto. A experiência dos fundos indica que a mudança é possível. O desafio está em levar essa lógica para o coração da intermediação financeira brasileira.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Crédito
  • Fundos de investimento
  • plataformas de investimento
  • spread bancário

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Como comprar dólar e pagar menos no exterior

  • 2

    O ouro está se tornando o “novo dólar”, diz um dos gestores de fundos de hedge mais temidos de Wall Street

  • 3

    NYT: crises estão por toda parte, mas os mercados parecem não se importar

  • 4

    BC decreta liquidação do Banco Pleno, de ex-sócio do Master; veja o que fazer se você tem CDB ou dinheiro na instituição

  • 5

    Ibovespa hoje fecha em queda em dia de liquidação do Banco Pleno, pressão sobre Vale e ata do Fed

Publicidade

Quer ler as Colunas de Einar Rivero em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Rolex 6 Horas de São Paulo: veja o valor dos ingressos e pacotes
Logo E-Investidor
Rolex 6 Horas de São Paulo: veja o valor dos ingressos e pacotes
Imagem principal sobre o IPVA São Paulo 2026: como funciona a multa em caso de atraso?
Logo E-Investidor
IPVA São Paulo 2026: como funciona a multa em caso de atraso?
Imagem principal sobre o IPVA São Paulo 2026: calendário de vencimentos de fevereiro de 2026
Logo E-Investidor
IPVA São Paulo 2026: calendário de vencimentos de fevereiro de 2026
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: a isenção entra em vigor ainda neste ano?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: a isenção entra em vigor ainda neste ano?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda: a tabela de 2025 foi alterada?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda: a tabela de 2025 foi alterada?
Imagem principal sobre o Harry Styles no Brasil 2026: todos os setores já esgotaram? Veja o valor dos ingressos
Logo E-Investidor
Harry Styles no Brasil 2026: todos os setores já esgotaram? Veja o valor dos ingressos
Imagem principal sobre o IPVA São Paulo 2026: como efetuar o pagamento do tributo?
Logo E-Investidor
IPVA São Paulo 2026: como efetuar o pagamento do tributo?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda: o que são as despesas dedutíveis?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda: o que são as despesas dedutíveis?
Últimas: Colunas
Agora o ano começou de verdade. E a sua estratégia já começou?
Carol Paiffer
Agora o ano começou de verdade. E a sua estratégia já começou?

Com um calendário fragmentado e mais feriados prolongados, 2026 exige planejamento tático, metas fracionadas e execução disciplinada para transformar energia em resultado

20/02/2026 | 15h26 | Por Carol Paiffer
OPINIÃO. Banco Master e as lições para o modelo de supervisão do Banco Central
Fabrizio Gueratto
OPINIÃO. Banco Master e as lições para o modelo de supervisão do Banco Central

As liquidações recentes expõem fragilidades na supervisão bancária e levantam a necessidade de revisão permanente dos mecanismos de controle

19/02/2026 | 15h32 | Por Fabrizio Gueratto
Seis carnavais depois, o mapa da recuperação global pós-pandemia expõe vencedores, retardatários e uma lição em dólares
Einar Rivero
Seis carnavais depois, o mapa da recuperação global pós-pandemia expõe vencedores, retardatários e uma lição em dólares

Ibovespa despencou 52,09% em dólares em 2020. Mas avançou 185% desde então, rebote vigoroso mas insuficiente para recolocá-lo entre líderes globais

17/02/2026 | 13h28 | Por Einar Rivero
O paradoxo de 2026: investidor estrangeiro toma risco, local busca proteção e a curva longa fecha
Marco Saravalle
O paradoxo de 2026: investidor estrangeiro toma risco, local busca proteção e a curva longa fecha

Enquanto o investidor local mantém postura defensiva e privilegia o CDI, o capital estrangeiro entra com força na B3, apostando no fechamento da curva de juros e na compressão dos prêmios de risco no Brasil

16/02/2026 | 11h00 | Por Marco Saravalle

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador