• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Como a educação financeira acelera o empreendedorismo na periferia

O conhecimento sobre empreendedorismo é uma ferramenta importante para jovens alcançarem a independência

Por Evandro Mello

16/10/2021 | 7:00 Atualização: 16/10/2021 | 9:04

Receba esta Coluna no seu e-mail

Apesar do termo empreendedorismo ter se popularizado nos últimos anos, a prática já é uma velha conhecida das famílias brasileiras de baixa renda. Eu ou qualquer outra pessoa que vive na periferia de São Paulo ou de qualquer outra cidade do país tem um tio que faz um “bico”, uma tia que vende doces para ajudar na renda da casa ou até um amigo que vende produtos em camelô ou no famoso “shopping trem”.

Leia mais:
  • Os 4 melhores investimentos para a aposentadoria
  • 5 lições que a série “Round 6” ensina sobre finanças
Cotações
24/05/2026 15h54 (delay 15min)
Câmbio
24/05/2026 15h54 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Existem muitos motivos para isso: a falta de empregos formais para pessoas com baixa escolaridade, os baixos salários que implicam na necessidade de renda extra, a dificuldade que muitas dessas pessoas enfrentam para atingir o mercado de trabalho simplesmente por morarem na periferia, e por aí vai. Então como utilizar o empreendedorismo como uma real ferramenta de oportunidade, e não apenas um “lero lero” meritocrata?

Existem três recursos essenciais para se montar um negócio, independente do seu tamanho:

  1. força de vontade;
  2. dinheiro;
  3. conhecimento;

O primeiro existe de monte na periferia. Convenhamos, se tem uma coisa que o povo brasileiro é, é criativo, gosta de inovar. Já o segundo recurso é mais difícil, porém pode ser resolvido se o terceiro for sólido e a pessoa souber escolher o tipo de negócio ideal para ela.

Publicidade

Engana-se quem pensa que só uma ideia inovadora e conhecimento sobre empreendedorismo é importante para o negócio prosperar. Segundo uma pesquisa realizada pelo SEBRAE (2016) feita com 2000 empresas, 65% das inativas fecharam por falta de acompanhamento das receitas e despesas. A necessidade de administrar bem as finanças vem antes do negócio. De um modo geral, nós, digo nós porque eu me incluo nesse grupo, iniciamos um empreendimento com muita fé, acreditando que tudo vai dar certo e em muito pouco tempo. Mas não é bem assim.

Segundo Isabella Paschuini, mestranda em Ciências Comportamentais na London School of Economics (LSE) e diretora de Estudos Comportamentais da Multiplicando Sonhos, podemos entender a importância de balancear a força de vontade e o conhecimento sobre negócios na hora de empreender a partir da teoria do viés do otimismo. Ela aponta que o ser humano tende a, naturalmente, ser otimista e confiante sobre aquilo ao que se dedica. “Isso é importante, mas não é tudo”, comenta.

A grande armadilha é que o otimismo faz com que olhemos apenas para aquilo que depende de nós, esquecendo todo o resto e deixando de lado algo de extrema importância: o planejamento. O sucesso de um negócio muitas vezes depende das condições do mercado, dos concorrentes que você tem, enfim, de coisas que o empreendedor não tem controle.

Convenhamos, ninguém começa um negócio achando que ele vai dar errado. Não é mesmo? No entanto, é comum casos de empresas que não atingem nem sequer o terceiro ano de vida. Isso acontece justamente porque grande parte das pessoas empreendem pelo sonho, pela empolgação (e necessidade, claro), sem ao menos saberem o básico sobre finanças e administração.

Publicidade

Estamos falando de coisas simples, como separar o dinheiro da empresa do pessoal, fazer um controle de receitas e despesas, uma análise do mercado para entender os concorrentes e a demanda das pessoas por aquele serviço ou produto. Além de definir corretamente preços e fazer planejamento contra possíveis crises. Coisas essas que infelizmente não são abarcadas pelo plano de educação básica do nosso país e que, na maioria das famílias de baixa renda, jamais chegam a ser um tema debatido.

“Na minha casa as pessoas falavam que dinheiro não trazia felicidade. O dinheiro era sempre relacionado a dívidas e brigas”, conta Karolyne Pereira, a Karol para quem a conheceu de perto, de 19 anos, que participou em 2019 do programa da Multiplicando Sonhos, que leva aulas de educação financeira para escolas públicas. Naquela época, ela vendia trufas na escola para ajudar com as despesas de casa, mas não fazia qualquer gestão do dinheiro.

Com as aulas de educação financeira e empreendedorismo da MS, ela começou a controlar suas vendas e passou a acreditar que era possível ter uma boa relação com o dinheiro. Logo conseguiu levar esse conhecimento para a sua família também. “Minha mãe viu meu caderninho de controle financeiro e me pediu para montar um para ela também”, relata.

Outra mudança de chave decisiva foi que Karol entendeu que poderia fazer do seu negócio uma ferramenta para alcançar sonhos e não apenas ajudar em casa. “Eu sempre quis fazer intercâmbio, mas achava que eu nunca conseguiria porque as pessoas da minha família eram muito simples e falavam que eu ‘sonhava demais’. Nisso, a gente vai deixando nossos sonhos de canto, por achar que não vai conseguir”, comenta.

Publicidade

Hoje, ela cursa faculdade de Administração de Empresas e é auxiliar administrativa em uma multinacional. Mora sozinha, paga suas contas e a faculdade com o seu próprio dinheiro e, claro, não deixou o empreendedorismo de lado, mas mudou de ramo. Com a pandemia, a venda de doces ficou mais difícil, então ela usou as valiosas lições das aulas de finanças pessoais e empreendedorismo para se adaptar. Agora vende lingeries pelo Instagram e visa abrir uma loja física no futuro.

“Eu consegui me organizar e fazer um capital de giro bacana, até porque eu já havia começado a trabalhar e conseguia investir na lojinha de lingerie”, conta. O intercâmbio vem ano que vem: Karol pretende fazer um curso de inglês enquanto trabalha como babá nos Estados Unidos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Dicas financeiras
  • Empreendedorismo

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Os novos hábitos da alta renda para economizar no dia a dia sem abrir mão de viagens e hotéis de luxo

  • 2

    Recuperação judicial da Estrela afeta 26 FIDCs; fundos concentram 70% da dívida

  • 3

    BOVA11 supera R$ 1 bi por dia e vira um dos ativos mais negociados da Bolsa em 2026

  • 4

    IR 2026: Receita abre consulta ao maior lote de restituição da história; veja quem entra

  • 5

    FIIs ainda têm espaço para subir, mas juros altos freiam ganhos; veja quais podem dar mais retorno

Publicidade

Quer ler as Colunas de Evandro Mello em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o MEC Livros: passo a passo para encontrar um livro gratuito na plataforma
Logo E-Investidor
MEC Livros: passo a passo para encontrar um livro gratuito na plataforma
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: quem ganha R$ 3,2 mil pode comprar casa neste valor
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: quem ganha R$ 3,2 mil pode comprar casa neste valor
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: idosos têm prioridade no atendimento para participar do programa?
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: idosos têm prioridade no atendimento para participar do programa?
Imagem principal sobre o Dívidas de pessoas falecidas: os herdeiros devem pagar as contas? Entenda
Logo E-Investidor
Dívidas de pessoas falecidas: os herdeiros devem pagar as contas? Entenda
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: famílias com estas rendas podem financiar casas de até R$ 275 mil
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: famílias com estas rendas podem financiar casas de até R$ 275 mil
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: famílias podem comprar casas de até R$ 400 mil, desde que respeitem esta faixa de renda
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: famílias podem comprar casas de até R$ 400 mil, desde que respeitem esta faixa de renda
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: casas para famílias com idosos devem ser adaptadas?
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: casas para famílias com idosos devem ser adaptadas?
Imagem principal sobre o Projeto busca endurecer multas para motoristas que dirigirem alcoolizados; entenda como funciona
Logo E-Investidor
Projeto busca endurecer multas para motoristas que dirigirem alcoolizados; entenda como funciona
Últimas: Colunas
O que o contribuinte precisa entender sobre ter investimentos no exterior e Imposto de Renda
Samir Choaib
O que o contribuinte precisa entender sobre ter investimentos no exterior e Imposto de Renda

Entenda as regras que continuam confundindo e assustando investidores brasileiros em 2026

24/05/2026 | 07h00 | Por Samir Choaib
Mercados preditivos, stablecoins e a tentação brasileira de proibir o inevitável — e ficar para trás
Fabrício Tota
Mercados preditivos, stablecoins e a tentação brasileira de proibir o inevitável — e ficar para trás

O Brasil pode liderar a nova infraestrutura financeira, mas corre o risco de expulsar usuários e empresas se exagerar na regulação das stablecoins

22/05/2026 | 17h44 | Por Fabrício Tota
Pais, não pressionem seus filhos para terem casa própria antes dos 30 anos
Fabrizio Gueratto
Pais, não pressionem seus filhos para terem casa própria antes dos 30 anos

O erro não está em comprar imóvel, mas em transformar essa compra na primeira grande meta da vida adulta

21/05/2026 | 17h18 | Por Fabrizio Gueratto
O recado de Pequim ao agro brasileiro: a festa pode estar acabando
Thiago de Aragão
O recado de Pequim ao agro brasileiro: a festa pode estar acabando

Reaproximação entre Donald Trump e Xi Jinping reacende compras agrícolas dos EUA e expõe fragilidade do protagonismo recente do Brasil no mercado chinês

20/05/2026 | 16h02 | Por Thiago de Aragão

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador