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Colunista

Musk e cripto: até onde vai a manipulação do homem mais rico do mundo?

Em menos de um ano, o bilionário conseguiu influenciar três vezes o preço do Bitcoin (BTC)

Por Fabrizio Gueratto

07/10/2021 | 8:00 Atualização: 07/10/2021 | 11:01

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Elon Musk em discurso da Tesla. (Aly Song/Reuters)
Elon Musk em discurso da Tesla. (Aly Song/Reuters)

Não é de hoje que o mercado assiste Elon Musk, CEO da Tesla (TSLA34)  e o homem mais rico do mundo atualmente, com uma fortuna avaliada em US$ 200 bilhões (R$ 1,05 trilhão), usar suas redes sociais para “manipular” os preços e cotações das criptomoedas.

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O caso mais recente aconteceu com a moeda digital Shiba Inu (SHIB), que explodiu em valorização após o empresário postar uma foto de seu cachorro “Floki Frunkpuppy” no Twitter. O animal de estimação é da mesma raça que originou a estampa do criptoativo. Portanto, os seguidores ávidos de Musk acreditaram que essa seria uma dica de investimento.

Como funciona a valorização das criptomoedas?

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As criptomoedas são conhecidas por sua alta volatilidade no mercado. No entanto, nem todos investidores entendem como realmente funciona a valorização destes ativos. Basicamente, eles seguem a mesma lógica que as ações. Ou seja, dependem da lei da oferta e procura.

Quanto mais pessoas compram determinada cripto, maior é a sua valorização. Contudo, no último ano, um fator bastante decisivo para estabelecer os preços das moedas foi a interferência de Elon Musk, que possui o poder de fazer o mercado se movimentar com apenas um comentário no Twitter.

Quando tudo começou?

No dia 29 de janeiro, Elon Musk colocou pela primeira vez em sua biografia no Twitter que estava investindo em Bitcoin (BTC). Por conta disso, a criptomoeda subiu cerca de 17%. Em seguida, o empresário anunciou que a Tesla, sua empresa automotiva, estava investindo US$ 1,5 bilhão no ativo. Então, mais uma vez, os preços dispararam em quase 20%.

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Em março, o bilionário começou a destinar sua atenção para outra criptomoeda, o Dogecoin (DOGE). Criado para funcionar como uma espécie de “meme”, o ativo teve uma alta absurda após Musk anunciar que na cidade Space X, onde serão construídos os foguetes de sua empresa espacial, será aceito o Dogecoin como forma de pagamento. Após isso, o próprio CEO se intitulou o “pai do Dogecoin”.

A última cartada de mestre do empresário foi afirmar que sua empresa de automóveis iria aceitar pagamentos em Bitcoin, o que consequentemente fez o valor da moeda disparar. Porém, logo em seguida, ele reverteu sua fala e disse que a Tesla não iria mais aceitar o criptoativo por conta de sua alta demanda de energia elétrica.

Qual o objetivo de Elon Musk?

Quando Elon Musk resolveu aceitar o Bitcoin na Tesla, você acha que ele não sabia que precisava de muita energia elétrica para minerar? Óbvio que sabia. Um gênio da tecnologia como ele não tem prazer pelo dinheiro, mas sim por desenvolver produtos. Entretanto, para isso, é preciso ter uma boa renda guardada.

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Então, o empresário descobriu que com um simples tweet era possível movimentar todo o mercado de criptos, que não é regulamentado como o das ações. Com isso, ele já ganhou uma fortuna investindo nas moedas digitais e usando a reação em massa dos investidores a seu favor.

O que o investidor deve fazer?

Só porque um grande nome dos negócios afirmou algo, isso não quer dizer que ele esteja certo. Até mesmo Warren Buffett, que é considerado o maior investidor do mundo, já soltou declarações contraditórias sobre o Bitcoin e sua valorização.

O investidor inteligente desenvolve sua própria estratégia e não apenas segue o que os outros estão dizendo ou fazendo. Portanto, mesmo que os preços das criptomoedas tenham uma forte queda por conta de algum comentário de Elon Musk, é importante manter a calma e pensar com cuidado antes de tomar qualquer atitude precipitada.

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Leia mais sobre o Bitcoin em US$ 50 mil aqui.

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