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Guerra Israel/Hamas traz consequências imediatas ao mercado financeiro

A guerra entre Israel e o Hamas traz algumas consequências imediatas para o mercado financeiro.

Por Marco Saravalle

16/10/2023 | 14:58 Atualização: 16/10/2023 | 14:58

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Foto: Envato Elements
Foto: Envato Elements

A guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas traz algumas consequências imediatas para o mercado financeiro, como aumento do preço do petróleo, queda geral nos ativos de maior risco e elevação do dólar.

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Uma das principais preocupações é o comportamento do dólar em relação à diversas moedas mas sobretudo em relação às moedas emergentes, que pode apresentar um movimento de alta no curto prazo. Em tempos de incertezas, há uma corrida dos investidores por ativos de qualidade (títulos da dívida norte americana) e posições em caixa em moeda forte.

Logo na segunda-feira passada vimos como o destaque de alta a forte valorização nas ações de companhias do setor de petróleo aqui na B3. E não é por menos, o petróleo que já estava em patamar elevado e chegou a se aproximar de quase US$ 90 o barril no começo da semana. A guerra envolve indiretamente grandes produtores de petróleo como Arábia Saudita e Irã. Tensões geopolíticas vão para preço.

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Petróleo em alta significa inflação elevada por mais tempo, taxas de juros pressionadas e perda de atividade econômica. Já para as companhias, é o cenário perfeito para apresentar uma forte expansão da sua geração de caixa e da lucratividade. Em conflitos geopolíticos anteriores o petróleo subiu 93% de agosto a outubro de 1990 na guerra do golfo e cerca de 50% na guerra do Iraque, mais especificamente entre novembro de 2002 até março de 2003. Portanto, é de se esperar maior preocupação em relação ao tema.

Já as taxas de juros dos títulos americanos devem seguir elevadas, refletindo piora nas expectativas inflacionárias (elevação do petróleo) e risco. Consequentemente a taxa dos títulos públicos americanos vão puxar como um todo os yields dos Bonds para cima ou, ao menos, não deveriam aliviar.

Renda fixa em alta nos EUA significa bolsa apanhando por lá e por aqui. Empresas ligadas ao setor de aviação e turismo podem continuar sofrendo. Empresas de energia devem seguir no radar. Nesses momentos de incerteza, setores menos cíclicos, com beta abaixo de 1 (quanto mais próximo de zero, melhor), são uma boa opção.

Para termos alguma proteção no curto prazo, a exposição ao setor de petróleo pode até garantir retornos positivos, sendo algumas das melhores alterativas as ações da Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3), destaques de alta na última sexta-feira. O petróleo tipo Brent acumula alta de cerca de 6% desde o início dos conflitos nestes últimos dias, querendo sinalizar um cenário um tanto quanto otimista.

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Tivemos alguns dias positivos ao longo da semana passada e a única esperança é o mercado continuar de certa forma “ingênuo”, dando pouco peso ao risco geopolítico de curto prazo. Com algumas sinalizações mais otimistas da curva de juros americana, o mercado quer encontrar algum otimismo no meio de tantas notícias ruins.

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