• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

O que aconteceu com o Tesouro Direto?

Os títulos prefixados e IPCA+ estão com retornos negativos em 2021. Entenda o motivo

Por Marilia Fontes

02/04/2021 | 7:00 Atualização: 01/04/2021 | 21:41

Receba esta Coluna no seu e-mail
Site do Tesouro Direto (Foto: Reprodução)
Site do Tesouro Direto (Foto: Reprodução)

Se você der uma surfada no site do Tesouro Direto, especificamente na página de rentabilidade acumulada, perceberá que todos os títulos prefixados e IPCA+ estão com rentabilidade negativa no ano.

Leia mais:
  • O que esperar da renda fixa para 2021?
  • Especialistas comentam alta da Selic para 2,75%
  • Schwartsman: 'Não há um risco, e sim uma certeza de problema fiscal'
  • O que é dominância fiscal e o que ela tem a ver com os seus investimentos
Cotações
02/05/2026 0h30 (delay 15min)
Câmbio
02/05/2026 0h30 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Os de vencimento mais curto estão com perdas menores e os mais longos com perdas maiores. Isso quer dizer que o investidor que comprou qualquer um desses títulos no primeiro dia do ano e quiser vender agora incorreria neste prejuízo.

Por que isso está acontecendo?

Publicidade

As taxas de juros de mercado estão subindo ao longo de toda a curva de juros. Com o início do ciclo de alta da Selic, os títulos tiveram suas taxas revisadas para cima. Além disso, com toda a piora fiscal durante a pandemia, somada com pressões por novos programas de auxílio e aumento de gastos com emendas parlamentares no orçamento de 2021, o mercado aumentou também o prêmio de risco nos juros longos.

Em outras palavras, imagine que o Brasil virou aquele seu parente que gasta mais do que ganha, fica pedindo cada vez mais dinheiro emprestado, mas nunca faz um ajuste importante de suas despesas.

Fica fácil entender que, quando o risco fiscal sobe, os investidores cobram uma taxa maior para emprestar para esse país. Funciona da mesmíssima forma que acontece na nossa vida pessoal.

Quando essas taxas de mercado sobem, os títulos públicos são reprecificados para que o investidor que comprar esses títulos, a partir de agora, pegue essa taxa maior. Ou seja, para um mesmo título que valerá R$ 1 mil no vencimento, o preço dele hoje tem de ser menor para que ele renda mais a partir de agora.

Publicidade

Por exemplo, um título que vale R$ 1 mil depois de 5 anos, tem de custar R$ 783,52 hoje para que o retorno nesses 5 anos seja de 5% ao ano.

Se as taxas de mercado desse título subirem para 10% ao ano, no dia seguinte esse título tem de passar a valer R$ 620,92, para ajustar o novo retorno.

Essa reprecificação do retorno do título faz com que o investidor que desejar vender o título comprado antes do vencimento receba apenas R$ 620,92 por ele, tendo prejuízo.

Caso o detentor do título não queira vender, ele seguirá tendo a opção de receber os mesmo R$ 1 mil depois de 5 anos. Mas se precisar vender, terá que incorrer em prejuízo.

Publicidade

Ou seja, em épocas de alta nas taxas de juros de mercado, como é a época atual, os títulos prefixados e IPCA+ tendem a sofrer marcação a mercado negativa.

Leia também: O fim dos juros baixos no mundo. A sua carteira está preparada?

Por outro lado, em épocas de taxas de juros de mercado em queda, como 2016 até 2019, temos o efeito contrário. A queda nas taxas provoca uma marcação a mercado positiva para o detentor daquele título. Desta forma, é possível ter durante um ano específico retornos bem maiores do que a taxa acordada inicialmente no Tesouro Direto, caso haja venda antecipada.

Em 2016, por exemplo, o IPCA+ 2035 rendeu incríveis 51%, por conta das quedas nas taxas. Parece retorno de bolsa, não é mesmo?

Publicidade

Saber “brincar” com essas tendências de alta ou queda das taxas de mercado pode trazer retornos bem agressivos com renda fixa.

Agora o investidor tem de pensar se essas taxas continuarão subindo ou não. Apesar dessa pergunta ser bem difícil de responder, vou dar aqui minha humilde opinião.

Ao contrário de épocas nas quais as taxas sobem por riscos infundados, políticos ou passageiros, desta vez temos um fundamento econômico suportando a alta. Esse fundamento inclui dois pilares: (1) aumento de juros no Brasil por risco fiscal e aumento de inflação; e (2) aumento das taxas de juros mundiais.

Sobre os juros brasileiros, tivemos um aumento significativo da dívida pública indo para aproximadamente 90% de dívida bruta. Além disso, a piora cambial pressionou nossa inflação antecipando e aumentando o ciclo de alta da Selic. Esse cenário fiscal negativo não melhorará enquanto não pensarmos em uma reforma capaz de reduzir de forma significativa nosso déficit. Por enquanto, não vejo nada no horizonte neste sentido. Muito pelo contrário! Vejo pressões por novos aumentos de gastos, como aconteceu na aprovação do orçamento para 2021. Além disso, estamos nos aproximando das eleições de 2022, ficando difícil imaginar a aprovação de reformas impopulares.

Publicidade

Sobre o juro mundial, estamos vendo aumento de taxa de juros nos vencimentos mais longos no mundo inteiro – nos EUA até em países emergentes. Essa alta está ligada à forte recuperação econômica em curso com os estímulos fiscais infinitos promovidos pelos EUA. Como os juros americanos estão muito próximos da mínima histórica, vejo pouquíssimo espaço para eles caírem. Na verdade, o contrário! Com esse fundamento de excesso de estímulos, só vejo espaço para subirem bem.

Com todo esse fundamento ruim, vale a pena o investidor pensar duas vezes antes de entrar nesses títulos. Entrar no momento certo ajuda muito o retorno da sua carteira, caso você precise vender seus títulos antecipadamente.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Juros
  • Taxa Selic
  • Tesouro Direto
  • Tesouro IPCA
  • Tesouro Prefixado
  • Tesouro Selic

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Dólar cai ao menor nível desde 2024, mas cenário é frágil; veja o que esperar para maio

  • 2

    Copom confirma Selic a 14,5%: onde investir com segurança agora

  • 3

    Ibovespa hoje sobe 1,39% com Vale (VALE3) em alta e dólar fecha no menor valor desde março de 2024

  • 4

    FIIs voltam ao radar e gestor vê fundos diversificados como aposta em nova fase do mercado

  • 5

    Banco do Brasil entra na disputa pela alta renda no aeroporto de Guarulhos e inaugura sala vip própria

Publicidade

Quer ler as Colunas de Marilia Fontes em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Gás do Povo: quem deseja ser beneficiário deve ter este limite de renda
Logo E-Investidor
Gás do Povo: quem deseja ser beneficiário deve ter este limite de renda
Imagem principal sobre o BTS: ainda tem ingressos para os shows no Brasil? Entenda se há entrada disponível
Logo E-Investidor
BTS: ainda tem ingressos para os shows no Brasil? Entenda se há entrada disponível
Imagem principal sobre o Álbum da Copa do Mundo 2026: veja quanto custam os modelos na pré-venda
Logo E-Investidor
Álbum da Copa do Mundo 2026: veja quanto custam os modelos na pré-venda
Imagem principal sobre o Restituição do IR 2026: por que idosos com 80 anos devem ficar atentos à ordem de prioridade?
Logo E-Investidor
Restituição do IR 2026: por que idosos com 80 anos devem ficar atentos à ordem de prioridade?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: os alunos conseguem solicitar o cartão do programa pelo Caixa Tem?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: os alunos conseguem solicitar o cartão do programa pelo Caixa Tem?
Imagem principal sobre o IR 2026: este grupo de pessoas tem grandes chances de receber a restituição no 1º lote
Logo E-Investidor
IR 2026: este grupo de pessoas tem grandes chances de receber a restituição no 1º lote
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: é possível consultar se o dinheiro está rendendo pelo Caixa Tem?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: é possível consultar se o dinheiro está rendendo pelo Caixa Tem?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: é possível retornar ao programa depois de cancelar o benefício?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: é possível retornar ao programa depois de cancelar o benefício?
Últimas: Colunas
O ano já está (quase) na metade. E agora?
Carol Paiffer
O ano já está (quase) na metade. E agora?

Com o ano avançando rapidamente, empresas ainda operam como se estivessem no início — e podem pagar caro por isso

01/05/2026 | 07h30 | Por Carol Paiffer
Por que só os FIDCs de primeira linha sobreviverão nos próximos 10 anos
Fabrizio Gueratto
Por que só os FIDCs de primeira linha sobreviverão nos próximos 10 anos

O avanço dos FIDCs para R$ 800 bilhões marca o fim do amadorismo e exige tecnologia para enfrentar a alta inadimplência

30/04/2026 | 14h34 | Por Fabrizio Gueratto
ETFs no Brasil: crescimento consistente e uma alternativa eficiente para o investidor
Einar Rivero
ETFs no Brasil: crescimento consistente e uma alternativa eficiente para o investidor

Patrimônio mais que dobra em dois anos, base de investidores avança e diversificação consolida ativo como peça cada vez mais relevante na carteira do brasileiro

29/04/2026 | 14h22 | Por Einar Rivero
Ibovespa sobe no ano com dinheiro de fora — mas o barato já ficou para trás?
Vitor Miziara
Ibovespa sobe no ano com dinheiro de fora — mas o barato já ficou para trás?

Fluxo estrangeiro explica a alta do ano, não os fundamentos. Com o valuation já acima da média, o investidor precisa recalcular o jogo

28/04/2026 | 17h45 | Por Vitor Miziara

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador