• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Qual é o preço da crise diplomática entre Argentina e China?

No tabuleiro das relações internacionais, se vê um jogo diplomático delicado entre as nações; caso envolve Taiwan

Por Thiago de Aragão

19/01/2024 | 16:00 Atualização: 19/01/2024 | 16:00

Receba esta Coluna no seu e-mail
Nas últimas semanas, Milei percebeu como difícil é lidar com um Congresso no qual não possui maioria. (Imagem: Monster Ztudio/Adobe Stock)
Nas últimas semanas, Milei percebeu como difícil é lidar com um Congresso no qual não possui maioria. (Imagem: Monster Ztudio/Adobe Stock)

No tabuleiro de xadrez das relações internacionais, a Argentina se vê em um delicado jogo diplomático com a China, seu principal parceiro comercial. A reunião entre a ministra argentina das Relações Exteriores, Diana Mondino, com o representante de Taiwan, Miao-hung Hsie, e o posterior encontro com o embaixador chinês na Argentina, Wang Wei, sinalizam uma mudança potencial na postura do país em relação ao gigante asiático.

Leia mais:
  • A economia chinesa em 2024: desafios e incertezas
  • Geopolítica, China e BCs no centro das atenções em 2024
  • Lula está emparedado entre Maduro e Milei
Cotações
09/04/2026 17h04 (delay 15min)
Câmbio
09/04/2026 17h04 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Esses eventos ocorrem em um contexto de tensões crescentes, alimentadas pelas promessas eleitorais do presidente Javier Milei de romper laços com a China e por críticas ao governo chinês. A retórica de Milei durante sua campanha eleitoral, incluindo críticas severas à governança chinesa, levantou preocupações quanto ao futuro das relações sino-argentinas, principalmente pelo fato de a Argentina se caracterizar como um dos países da América Latina mais dependentes do comércio e do financiamento chinês.

  • Saiba mais: Como é lidar com dinheiro na Argentina com inflação astronômica

No entanto, parece haver um esforço de reconsideração da posição inicial do novo governo, enfatizando a continuidade da amizade entre as nações e reafirmando o princípio desejado por Pequim de “Uma só China”, essencial para manter as relações comerciais.

A Argentina depende fortemente de um acordo de swap monetário com a China para financiar importações e pagar dívidas internacionais e a suspensão temporária desse acordo pela segunda maior economia do mundo suscita questões sobre a capacidade do país sul-americano de cumprir suas obrigações financeiras.

Publicidade

A decisão argentina de não aderir ao BRICS (sigla que representa o bloco de países formados por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) elimina a possibilidade de obtenção de financiamento pelo Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS, o que pode ter consequências econômicas significativas.

Por outro lado, a não adesão gerou reações positivas nos Estados Unidos e no Japão, fazendo com que outras possibilidades de financiamentos (mais burocráticas do que o financiamento chinês) possam surgir.

Os fantasmas de Milei

Enquanto Milei pode buscar laços mais estreitos com o “mundo livre”, a complexa realidade da diplomacia global e da interdependência econômica pode exigir uma abordagem mais pragmática na gestão dos desafios da política externa argentina. Em pouco mais de três semanas, Milei está aprendendo que para um político de um país emergente em crise há dois fantasmas que podem levá-lo à loucura e, consequentemente, ao fracasso político: o Parlamento de seu país e a China.

Nas últimas semanas, Milei percebeu como difícil é lidar com um Congresso no qual não possui maioria. Negociar na política envolve uma arte em saber ceder. No caso argentino, envolve a coragem de ceder muito, provavelmente muito além do que pensava, sem necessariamente saber se receberá ou não o esperado. Já com a China, Milei possui a sorte de contar com a brilhante Diana Mondino, que rapidamente buscou o equilíbrio, chamando o embaixador chinês para uma conversa.

  • Veja ainda: “O caso da Argentina prova a tese do Bitcoin”, diz CEO da Foxbit

A resposta da Argentina, via Mondino, ao descontentamento da China sugere esforços para mitigar as tensões. A insistência argentina de que o encontro relatado com Taiwan foi uma má interpretação pela imprensa e mais a reafirmação do compromisso com a política de “Uma só China” refletem uma tentativa de navegar cuidadosamente nessas águas diplomáticas, como também um conhecimento de que financeiramente a Argentina está amarrada à China, independentemente de qualquer desejo de ruptura.

Essas manobras diplomáticas, porém, devem ser equilibradas com narrativas políticas domésticas e o ambiente geopolítico global. A abordagem do governo argentino nos próximos meses será crucial para determinar o futuro de suas relações com a China, o que poderá ter implicações significativas não apenas para a política externa, mas também para sua estabilidade econômica e posição internacional.

Publicidade

A tendência é que, assim como ocorreu com o ex-presidente Jair Bolsonaro no Brasil, um período de silêncio sobre a China antecipe um outro de leves elogios à medida que as dificuldades surjam.

Argentina é um país com pressa

Em suma, o cenário diplomático que se desenrola entre Argentina, China e Taiwan apresenta uma complexa matriz de considerações geopolíticas, econômicas e estratégicas. A Argentina é um país com pressa. Quem não tem dinheiro e possui uma inflação a 200% tem pressa no universo econômico e geopolítico.

A China, por outro lado, não tem pressa. Sabe que cedo ou tarde, a Argentina precisará de facilidade para obter crédito que outros mercados não darão. As decisões tomadas pelo governo argentino nesse contexto não apenas moldarão suas relações bilaterais com essas nações, mas também definirão sua posição no cenário internacional mais amplo.

  • Confira ainda: Viajar para a Argentina vai continuar barato após a posse de Javier Milei?

Taiwan sabe que tem uma oportunidade na mão. Essa aproximação pode ser um reinício para o processo de reposicionamento na América do Sul. Sempre correndo risco de perder mais países que reconhecem a ilha, Taiwan hoje tem no Paraguai seu grande bastião diplomático na América Latina. Com Milei, mesmo sem mudar o reconhecimento da China continental para Taiwan, só o fato de estabelecer uma comunicação frequente traz a nação insular de volta para o tabuleiro diplomático sul-americano.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • américa latina
  • argentina
  • China
  • comercio
  • Conteúdo E-Investidor
  • Economia
  • Financiamento
  • Inflação

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Após Raízen e GPA: as empresas que mais preocupam o mercado financeiro hoje

  • 2

    Cessar-fogo derruba dólar ao menor nível em quase dois anos — pode ficar abaixo de R$ 5?

  • 3

    32 fundos imobiliários de crédito estão baratos; veja como aproveitar sem cair em armadilhas

  • 4

    Ibovespa acompanha euforia global com cessar-fogo e renova recorde histórico

  • 5

    Petróleo despenca 16% com trégua — Petrobras cai mais de 4%

Publicidade

Quer ler as Colunas de Thiago de Aragão em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o FGTS: posso indicar qualquer banco no aplicativo para realizar o saque?
Logo E-Investidor
FGTS: posso indicar qualquer banco no aplicativo para realizar o saque?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que é o cashback IR?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que é o cashback IR?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que são as inconsistências em convênios médicos na pré-preenchida?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que são as inconsistências em convênios médicos na pré-preenchida?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que são as deduções indevidas ou sem comprovantes na pré-preenchida?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que são as deduções indevidas ou sem comprovantes na pré-preenchida?
Imagem principal sobre o Aplicativo do FGTS: 4 funcionalidades que você talvez não saiba que ele tem
Logo E-Investidor
Aplicativo do FGTS: 4 funcionalidades que você talvez não saiba que ele tem
Imagem principal sobre o Posso alterar o saque-aniversário para saque-rescisão a qualquer momento, após a antecipação?
Logo E-Investidor
Posso alterar o saque-aniversário para saque-rescisão a qualquer momento, após a antecipação?
Imagem principal sobre o Ressarcimento de desconto INSS: o que acontece se não for apresentada uma resposta?
Logo E-Investidor
Ressarcimento de desconto INSS: o que acontece se não for apresentada uma resposta?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: existe um prazo limite para usar o valor depositado?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: existe um prazo limite para usar o valor depositado?
Últimas: Colunas
OPINIÃO. Metade do Brasil trabalha para sustentar os benefícios sociais da outra metade
Fabrizio Gueratto
OPINIÃO. Metade do Brasil trabalha para sustentar os benefícios sociais da outra metade

Aumento de gastos públicos voltados à distribuição de dinheiro pode reduzir a capacidade de financiar setores produtivos, impactando a geração de empregos

09/04/2026 | 13h26 | Por Fabrizio Gueratto
Balanço das empresas da B3 em 2025: lucro cresce, mas concentração e eficiência dividem o diagnóstico
Einar Rivero
Balanço das empresas da B3 em 2025: lucro cresce, mas concentração e eficiência dividem o diagnóstico

Resultado das empresas revela um cenário de crescimento relevante, mas com qualidade desigual

08/04/2026 | 13h38 | Por Einar Rivero
Bilhões de dólares em jogo: setor digital vira refém de impasse em Brasília
Erich Decat
Bilhões de dólares em jogo: setor digital vira refém de impasse em Brasília

Disputa entre Palácio do Planalto e cúpula do Senado começa a produzir efeitos concretos sobre a capacidade do Brasil de atrair investimentos em tecnologia

06/04/2026 | 14h00 | Por Erich Decat
Páscoa: renovar a vida também passa pelo dinheiro
Ana Paula Hornos
Páscoa: renovar a vida também passa pelo dinheiro

Mudar de vida é um desejo comum, mudar a forma de lidar com o dinheiro, nem sempre

04/04/2026 | 06h00 | Por Ana Paula Hornos

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador