• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Fim da farra dos dividendos força “americanização” do mercado brasileiro

Como o investidor vai ganhar dinheiro em 2026 sem depender do dividendo em dinheiro

Por Vitor Miziara

23/12/2025 | 14:22 Atualização: 23/12/2025 | 14:57

Receba esta Coluna no seu e-mail
Explosão de dividendos em 2025 não foi generosidade, mas antecipação para fugir da nova taxação. Em 2026, buybacks e bonificação em ações ganham protagonismo e mudam a estratégia do investidor. (Imagem: Adobe Stock)
Explosão de dividendos em 2025 não foi generosidade, mas antecipação para fugir da nova taxação. Em 2026, buybacks e bonificação em ações ganham protagonismo e mudam a estratégia do investidor. (Imagem: Adobe Stock)

Se você olhou para o extrato da sua conta em 2025, provavelmente teve a sensação de que as empresas brasileiras viraram as mais generosas do mundo. Foram mais de R$ 125 bilhões distribuídos apenas nas últimas semanas, com anúncios de dividendos extraordinários pipocando a todo momento e uma euforia de proventos que fez muita gente acreditar que a Bolsa brasileira tinha, enfim, se transformado em um paraíso de renda passiva.

Leia mais:
  • Trade “Eleições 26”? Juros Brasil? Veja quais os drivers de alta para 2026
  • OPINIÃO: Mentiram para você. O Ibovespa não está subindo em 2025
  • Você não precisa ter ouro na carteira!
Cotações
13/04/2026 1h16 (delay 15min)
Câmbio
13/04/2026 1h16 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Sinto ser o portador das más notícias, mas é preciso jogar um balde de água fria: isso não foi generosidade — foi pânico.

O que assistimos em 2025 foi uma verdadeira “queima de estoque” fiscal. Com a nova lei (nº 15.270), que passa a tributar dividendos em 10% a partir de 1º de janeiro de 2026, as empresas rasparam o tacho, esvaziaram reservas de lucro e anteciparam tudo o que podiam para entregar o dinheiro ao acionista antes que o “sócio oculto” — o governo — mordesse sua fatia.

Publicidade

Foi uma festa de despedida.

No Instagram é direto: “Vitor, e agora? A fonte secou?”

A resposta é não. O dinheiro continua lá. O que muda — drasticamente — é a forma como ele vai chegar ao seu bolso. Estamos prestes a viver uma americanização forçada do mercado de capitais brasileiro. O investidor viciado no barulhinho da notificação de provento caindo na conta vai sofrer. Já o investidor que entende geração de valor e eficiência tributária pode ganhar ainda mais.

O “cardápio da despedida”: engenharia financeira ou vale-tudo fiscal?

Não se engane achando que tudo o que caiu na conta foi lucro líquido tradicional gerado no trimestre. Ao analisar os dados levantados pelo Valor Econômico sobre as operações anunciadas, fica claro que departamentos jurídicos e contábeis trabalharam dobrado para montar o que chamo de “cardápio da despedida”.

A pressa foi tamanha que nem o ano precisou acabar.

Publicidade

Houve de tudo para escapar da mordida de 10% do leão a partir de 2026, mas principalmente uma distribuição fora do comum de dividendos ainda no ano de 2025 – até de lucros ainda não realizados.

Empresas como a Rede D’Or (RDOR3) recorreram a dividendos intercalares (com base no lucro do exercício em curso) e intermediários (trimestres já encerrados) para antecipar bilhões. Somadas as duas modalidades, quase R$ 8 bilhões foram colocados à mesa.

O recado foi claro: em 2025, o foco foi limpar o balanço e entregar caixa — muitas vezes à custa da liquidez futura.

2026: a morte do “yield” e o nascimento do buyback

Passada a euforia, entramos na nova realidade. Nos Estados Unidos, pagar dividendos elevados em dinheiro é frequentemente visto como ineficiência tributária. A lógica é simples: por que pagar imposto se existe uma forma mais inteligente de gerar valor?

Lá fora, gigantes como Apple e Berkshire Hathaway remuneram seus acionistas via recompra de ações (buyback). No Brasil, ignoramos esse mecanismo por anos porque a isenção dos dividendos nos deixou mal acostumados. Com a taxação batendo à porta, a matemática mudou.

Publicidade

Pense no seguinte: se uma empresa paga R$ 100 em dividendos em 2026, o governo leva R$ 10. Você recebe R$ 90. O dinheiro saiu do caixa da companhia e encolheu no caminho até o seu bolso.

Agora, imagine o buyback. A empresa usa esses mesmos R$ 100 para recomprar suas próprias ações no mercado e, depois, cancela esses papéis.

Se havia 1.000 ações em circulação e o lucro era de R$ 1.000, o lucro por ação era R$ 1,00. Após a recompra e o cancelamento de 100 ações, restam 900. O lucro total é o mesmo, mas o lucro por ação sobe automaticamente para R$ 1,11.

Sua participação na empresa aumentou sem você tirar um centavo do bolso — e, o mais importante, sem pagar imposto. Em 2026, esqueça o dividend yield isolado. O indicador que realmente importa será o shareholder yield (dividendos + recompras).

O pulo do gato fiscal: a bonificação em ações

Aqui entra a segunda ferramenta que já começou a ser usada por Itaúsa – ITSA4 (R$ 2,5 bilhões) e Metalúrgica Gerdau – GOAU4 (R$ 2,74 bilhões) — e que tende a se popularizar.

Publicidade

Em vez de distribuir dinheiro, muitas empresas vão incorporar reservas de lucro ao capital social, emitindo novas ações e distribuindo gratuitamente aos acionistas.

“Mas isso não é trocar seis por meia dúzia? A cotação não cai na mesma proporção?”

Calma. O ganho aqui não está no preço de tela imediato, mas na eficiência fiscal.

Na bonificação, a empresa atribui um custo às novas ações — normalmente baseado no valor patrimonial ou de mercado, geralmente acima do preço médio histórico da carteira. Ao incorporar esses papéis com um valor atribuído mais alto, o seu preço médio de aquisição sobe.

Publicidade

Se o preço médio sobe, o lucro contábil na venda futura diminui. Se o lucro diminui, o imposto sobre ganho de capital também cai.

A empresa não te deu dinheiro — que seria tributado em 10%. Ela te deu um ativo que reduz seu imposto no futuro. É elisão fiscal lícita, simples e eficiente.

(No meu Instagram, fiz uma simulação completa em planilha mostrando como a bonificação preserva a rentabilidade real de uma carteira de longo prazo.)

Conclusão: mude — ou perca dinheiro

O ano de 2025 foi o grande final da era da isenção. Foi bonito, encheu o bolso, mas acabou.

Em 2026, o jogo muda. Quem continuar montando carteira olhando apenas para o dividend yield dos últimos 12 meses cairá em armadilhas. Vai comprar empresas que se descapitalizaram em 2025 e que agora enfrentarão tributação.

Publicidade

O novo jogo se chama eficiência de capital. Busque empresas que:

  • mantenham programas de recompra ativos e comprem ações baratas;
  • usem bonificações para reduzir o imposto do acionista no longo prazo;
  • tenham projetos com retorno sobre capital (ROIC) acima do custo da dívida, justificando a retenção de lucros.

O governo mudou a regra? Ótimo. A estratégia se ajusta. O mercado financeiro é darwinista: não sobrevive o mais forte, nem o que torce mais — mas o que se adapta mais rápido.

Não espere o dividendo cair para descobrir que o leão comeu 10%. Antecipe-se.

Um abraço.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • dividend yield
  • Dividendos
  • tributação de dividendos

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    A última janela para doar bens em vida e reduzir impostos sobre herança em São Paulo

  • 2

    Imposto de Renda 2026: veja o calendário de restituição, quem recebe primeiro e como ter prioridade

  • 3

    Gestoras de “special sits” avançam no Brasil e entregam retornos de até 40% ao ano

  • 4

    ISE da B3: como o índice funciona e o que muda quando uma empresa entra ou sai do índice de sustentabilidade

  • 5

    Ibovespa hoje renova recorde aos 197 mil pontos e dólar cai a R$ 5 pela primeira vez em dois anos

Publicidade

Quer ler as Colunas de Vitor Miziara em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: recebi o FGTS, preciso declarar?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: recebi o FGTS, preciso declarar?
Imagem principal sobre o Saque-aniversário: perdeu o prazo do saque? Entenda o que acontece com o seu dinheiro
Logo E-Investidor
Saque-aniversário: perdeu o prazo do saque? Entenda o que acontece com o seu dinheiro
Imagem principal sobre o Quer migrar do saque-aniversário para o saque rescisão? Atente-se ao prazo de carência
Logo E-Investidor
Quer migrar do saque-aniversário para o saque rescisão? Atente-se ao prazo de carência
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: quem tem direito ao cashback do IR?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: quem tem direito ao cashback do IR?
Imagem principal sobre o Idosos com mais de 80 anos recebem a restituição em 2026?
Logo E-Investidor
Idosos com mais de 80 anos recebem a restituição em 2026?
Imagem principal sobre o O que é o Regime Geral da Previdência Social (RGPS)?
Logo E-Investidor
O que é o Regime Geral da Previdência Social (RGPS)?
Imagem principal sobre o 15 doenças que dão direito à aposentadoria
Logo E-Investidor
15 doenças que dão direito à aposentadoria
Imagem principal sobre o Gás do Povo: veja a duração do vale para família com quatro integrantes
Logo E-Investidor
Gás do Povo: veja a duração do vale para família com quatro integrantes
Últimas: Colunas
Autocuratela: quem decide quando você não pode mais decidir?
Samir Choaib
Autocuratela: quem decide quando você não pode mais decidir?

O caso envolvendo herdeira das Casas Pernambucanas reacende um ponto ignorado por famílias ricas: quem decide quando você não pode mais decidir?

11/04/2026 | 06h00 | Por Samir Choaib
Entre mísseis e commodities: Brasil resiste — mas não está imune ao mundo fragmentado
Eduardo Mira
Entre mísseis e commodities: Brasil resiste — mas não está imune ao mundo fragmentado

Choque geopolítico mexe com petróleo, inflação e juros, enquanto o país se beneficia de commodities e diferencial de taxas — mas segue exposto aos efeitos indiretos da crise

10/04/2026 | 14h50 | Por Eduardo Mira
OPINIÃO. Metade do Brasil trabalha para sustentar os benefícios sociais da outra metade
Fabrizio Gueratto
OPINIÃO. Metade do Brasil trabalha para sustentar os benefícios sociais da outra metade

Aumento de gastos públicos voltados à distribuição de dinheiro pode reduzir a capacidade de financiar setores produtivos, impactando a geração de empregos

09/04/2026 | 13h26 | Por Fabrizio Gueratto
Balanço das empresas da B3 em 2025: lucro cresce, mas concentração e eficiência dividem o diagnóstico
Einar Rivero
Balanço das empresas da B3 em 2025: lucro cresce, mas concentração e eficiência dividem o diagnóstico

Resultado das empresas revela um cenário de crescimento relevante, mas com qualidade desigual

08/04/2026 | 13h38 | Por Einar Rivero

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador