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Colunista

Será que é hora de investir no exterior? Veja se é momento ideal de olhar para os EUA

Precisamos sempre pensar no que estamos deixando para trás quando pensamos em investir lá fora

Por Vitor Miziara

26/11/2024 | 14:59 Atualização: 26/11/2024 | 14:59

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Mercado financeiro (Foto: Adobe Stock)
Mercado financeiro (Foto: Adobe Stock)

É impressionante que quando o mercado está barato, o dólar em níveis aceitáveis, ninguém quer investir fora. Basta o dólar chegar perto dos R$ 6 – o Trump se consagrar vencedor das eleições para que minhas redes sociais sejam bombardeadas de propagandas para se investir no exterior.

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Não me entenda errado, eu sempre sou a favor da diversificação e principalmente da dolarização de parte do patrimônio, já que o dólar provavelmente será uma moeda forte para sempre, principalmente quando comparada ao real. Meu ponto aqui é que precisamos sempre pensar no que estamos deixando para trás quando decidimos investir lá fora, pois aqui no Brasil a conta sempre parece sair cara logo no início.

Enquanto escrevo esse artigo temos os seguintes dados como base:

  • Selic 11,25% com tendência de subir para 12% segundo o relatório Focus;
  • Juros americanos em 4,25% com tendência de queda;
  • O dólar real está em R$ 5,80;
  • O Ibovespa em 129 mil pontos;
  • O S&P 500 (índice das 500 maiores empresas dos EUA) em 6 mil pontos.

Considerando que vamos investir lá fora, precisamos seguir sempre o seguinte roteiro:

  1. Vender o que temos em ações ou resgatar a renda fixa;
  2. Trocar real por dólar;
  3. Enviar o dinheiro para fora;
  4. Comprar ações ou juros americanos;

Ou seja, a gente teria que sair da nossa renda fixa rendendo 11,25% e com potencia de buscar os 12% ou vender as ações em números baratos ao olhar os múltiplos do Ibovespa (vamos falar isso mais à frente) e comprar bolsa nos EUA na máxima histórica ou investir nos títulos de juros americanos que tem tendência de render menos, pagando um dólar relativamente caro.

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Juros por juros vamos trocar 12% (esperado para o fim desse ano) por 4,75% nos EUA (com tendência de fechar em 4,5%). Ou seja, deixaríamos de ganhar arredondando 7% a.a. (12%-5%). Será que o dólar vai subir essa diferença em um ano para valer a troca do nosso dinheiro de renda fixa do Brasil para os Estados Unidos? E se os juros subirem aqui para 13% e lá fora cair para 4% no ano que vem (que é o projetado) e essa diferença ser de 9% ao ano? É muito dinheiro para deixar de lado certo?

Agora vamos olhar pelo lado das ações…

Lá nos EUA os ativos agora estão na máxima histórica e com tendência sim de continuar subindo. Mas quando olhamos pelo múltiplo de Lucro/Preço da Ação em anos, ou seja, em quantos anos o seu investimento retorna via lucro das ações – esse número está em 23 anos – maior múltiplo da história contra uma média histórica de 16 a 17 anos. Ou seja, uns 30% de queda caso volte para a média. Sabe o tal compre na baixa e venda na alta?

Aqui no Brasil a conta é bem diferente. Enquanto a média histórica é de 12 anos, o índice nesse momento tem um múltiplo de quase 7 anos apenas ou seja, precisaria subir 50% para chegar perto da média histórica.

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Apesar disso tudo, o mercado aqui pode continuar barato por muito tempo, o juros pode subir e cair para estimular depois a economia e o dólar pode continuar subindo de acordo com a dívida/pib que tem projeção de alta para os próximos anos.

Dito isso, acho que o risco Brasil aproveitando juros + bolsa é muito interessante!

Vou detalhar mais esse assunto e métricas no grupo do whatsapp (entre clicando aqui).

Timing pode fazer muita diferença nos seus investimentos e essa conta de comparação ou conta de “custo de oportunidade como eu gosto de considerar) é sempre muito muito relevante.

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Um abraço!

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