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Colunista

“A casa sempre ganha”. Será? Por que os bancos quebram?

Problemas com liquidez e crédito têm acarretado em dificuldades para bancos na Europa e nos EUA

Por Vitor Miziara

21/03/2023 | 7:58 Atualização: 21/03/2023 | 7:58

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Há basicamente quatro principais riscos para um banco: crédito, operacional, mercado e liquidez. (Foto: Envato Elements)
Há basicamente quatro principais riscos para um banco: crédito, operacional, mercado e liquidez. (Foto: Envato Elements)

Na semana passada todo mundo ficou chocado com a quebra do SVB (Silicon Valley Bank), o maior a quebrar desde 2008 e com cerca de US$ 209 bilhões em ativos. Incrível também pensar que é o segundo maior banco a quebrar, atrás apenas do Washington Mutal, no auge da crise financeira de 2008.

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Desde que comecei a entender o que era dinheiro me foi ensinado que os bancos, assim como o cassino, sempre ganham dinheiro. A expressão “A casa sempre ganha” foi uma das primeiras lições que aprendi e por isso sempre coloquei dinheiro em banco, e fugia de apostar contra os cassinos.

Há basicamente quatro principais riscos para um banco: crédito, operacional, mercado e liquidez. A crise atual se dá por dois deles: crédito e liquidez, nosso foco de hoje.

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A turbulência já começou no ano passado, quando a inflação tomou conta do mundo. As pessoas voltaram da pandemia com apetite por compras, aproveitar o tempo e o dinheiro que ficou guardado enquanto estavam em casa, mas a indústria e a logística não estavam preparadas. Houve um gap muito grande entre a oferta e demanda, e o resultado sabemos, alta de preços em praticamente todos os produtos e serviços.

O aumento da inflação forçou os Bancos Centrais a aumentarem os juros em ritmos quase nunca vistos como uma guerra contra a inflação, tentando forçar o consumidor a guardar o dinheiro e segurar o desejo de compra. Essa decisão, acertada para conter a inflação, veio de forma rápida e não esperada pelo mercado, o que resultou no problema atual: crise de crédito e, consequentemente, liquidez.

A crise de crédito tem dois lados nessa história, o cliente que pegou crédito do banco e o próprio crédito futuro por parte do banco. Com a taxa de juros subindo sem parar, diversos clientes tiveram os reajustes feitos em suas parcelas de hipotecas e outros financiamentos e o número de calotes disparou, já que na falta de dinheiro a primeira coisa que todo mundo corta são as dívidas financeiras (educação, saúde e alimentos estão por último).

Diante deste cenário negativo, os bancos começaram a apresentar resultados negativos com o PDD (Provisão de Débito Duvidoso) aumentando consideravelmente.

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O outro lado é o que ele faz com seu dinheiro, que também é um crédito. Os bancos precisam respeitar (cada um em seu país) um mínimo do que ele é obrigado a guardar do seu dinheiro e o quanto ele pode emprestar, aumentando assim sua alavancagem financeira e dando mais liquidez para o mercado.

Essa obrigação se chama “depósito compulsório” que aqui no Brasil está em 20%. Vamos a um exemplo:
Você depositou R$ 100 mil no Banco Y. Ele é obrigado a guardar R$ 20 mil seus (20%) e o resto ele pode emprestar para um terceiro e assim por diante com todos os depósitos, devolvendo uma boa parte do dinheiro à economia, mas se alavancando ao mesmo tempo. E daqui sai um grande problema: a alavancagem.

Parte do dinheiro de curto prazo que o banco recebe, ele usa na compra títulos de longo prazo no mercado, travando o ganho na taxa de juros e assim tentando ter um ganho de operação financeira maior. O grande problema disso é quando há um movimento de maior na taxa de juros.

Se um banco leva um título de dívida até o final, tudo certo, ele vai receber a taxa contratada. Mas quando há um movimento de resgate em massa, pois as pessoas estão precisando de dinheiro, como no caso já que a inflação deixou tudo mais caro, o banco é obrigado a vender os títulos, muitas vezes com rendimentos negativos e assim acumulando prejuízos. Guarde esse parágrafo na cabeça.

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Lembra do segundo problema, a liquidez? Vamos supor que há rumores no mercado que o Banco Y está indo mal das pernas e você tem dinheiro lá, o que faria? Sem dúvida nenhuma você iria correndo no primeiro horário possível pedir o resgate de todos os seus investimentos, lembrando que títulos do próprio banco e valores em conta corrente serão perdidos se o banco quebrar.

E se todo mundo ficar sabendo desse rumor, o que acontece? De fato o rumor acaba virando realidade já que todos vão correr para sacar seus investimentos. Agora lembra do primeiro problema, aquele que o banco é obrigado a vender títulos com prejuízo em caso de necessidade de resgate? Soma-se isso à alavancagem e no fim temos uma situação onde além de não ter dinheiro disponível total para honrar todos os resgates, os títulos de longo prazo são liquidados com prejuízo.

No caso do SVB, houve um problema de má gestão de risco. O banco comprou títulos com vencimentos longos a taxas relativamente baixas de 1,60% na média achando que o Banco Central dos EUA não subiria tanto os juros. Hoje a taxa de juros já está em quase 5% e o resultado foi um prejuízo absurdo na marcação desses títulos que tiveram que ser vendidos quando houve o movimento de resgate por parte dos clientes.

Eu continuo investindo em bancos, mas sempre com um olho nos ratings e na situação de alavancagem e imobilização de ativo dos bancos, inclusive vou colocar uma tabela com dados de todos no meu Instagram @vmiziara

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Pelo menos em relação ao mercado eu tenho dados e posso avaliar se mantenho minha posição ou não. Já  em relação ao cassino eu continuo de fora, afinal a casa sempre ganha.

Ah, hoje estima-se que existam mais de 70 bilhões de dólares em títulos “negativos” que só não foram dados como prejuízo ainda porque não houve resgate por parte dos clientes de recursos dos bancos, mas esse é um assunto para o próximo texto.

Um abraço!

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