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Comportamento

60% pretendem gastar metade ou menos em dezembro, diz pesquisa

Levantamento da fintech BLU365 aponta que 38% avaliam que entrarão em 2021 'no vermelho'

Por Isaac de Oliveira

16/10/2020 | 12:08 Atualização: 08/12/2023 | 17:35

Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

Os efeitos da pandemia ainda deverão se manifestar na vida das pessoas por algum tempo. E o bolso, ou melhor, as dívidas são um dos indicativos do aperto que a crise provocou no orçamento das famílias. Resultado disso é que os consumidores estão mais cautelosos e planejam gastar menos em dezembro, se comparado ao mesmo mês do ano passado.

Leia mais:
  • Como renegociar a dívida do financiamento do seu carro
  • Como negociar as dívidas com os bancos
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Conforme pesquisa da BLU365, fintech especializada na recuperação de crédito com mais de 15 milhões de clientes, 34% dos entrevistados pretendem cortar pela metade os gastos em dezembro e 26% para menos da metade. Já para 24% do público a meta é economizar até 25%, ao passo que 14% das pessoas consultadas querem gastar até 10% a menos do que tinham com despesas no último mês de 2019.

Em relação às dívidas, o estudo mostrou que mais da metade da população está otimista quanto à regularização financeira, de modo que 60% dos entrevistados esperam quitar os débitos até o fim do ano, sendo que 31% dizem ter atrasos, mas esperam resolvê-los, e 29% já estão com tudo em dia e assim querem ficar.

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Já 32% das pessoas consultadas estão com as contas atrasadas e assim devem continuar. E 6% dizem estar “no azul” no momento, mas avaliam que encerrarão o ano com dívidas.

“Temos evidências de que, apesar do otimismo para 2021, ainda existe uma parcela relevante da população em dificuldades financeiras e que, mesmo com a ajuda do auxílio emergencial estendido até dezembro deste ano, não conseguirá fazer frente às suas despesas correntes e dívidas passadas”, afirma João Netto, líder de Ciência de Dados da BLU365.

No início de setembro, o governo confirmou a prorrogação do auxílio emergencial até dezembro deste ano, totalizando mais quatro parcelas de R$ 300 reais.

Em um terceiro cenário, a pesquisa também mostrou que 41% dos entrevistados esperam que o orçamento de novembro e dezembro seja melhor do que o de janeiro e fevereiro deste ano. Contudo, 28% esperam uma piora na condição financeira nos dois últimos meses do ano, se comparado aos dois primeiros, e 29% acreditam que estarão com as contas na mesma situação.

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Além das expectativas das pessoas, é preciso também acompanhar como o País criará as condições necessárias para a recuperação da economia e, na ponta, a situação das famílias.

No último mês de setembro, por exemplo, o País tinha 67,2% dos brasileiros com dívidas em cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal e prestação de carro e de casa, conforme a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O resultado foi 0,3 ponto porcentual menor do que o recorde da série histórica, registrado em agosto (67,5%).

Mas a situação econômica brasileira é delicada, segundo projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI) na última quarta-feira (14). Para o fundo, o País deverá sofrer um salto da dívida pública brasileira de 89,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, para 101,4% neste ano. Até 2025, a estimativa é que a relação entre a dívida pública e o PIB chegue aos 104,4%.

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