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Comportamento

Como aproveitar a Black Friday 2025 e ainda reduzir seu impacto ambiental

Especialistas explicam papel do planejamento financeiro na busca por escolhas mais éticas

Por Luísa Giraldo

11/11/2025 | 8:00 Atualização: 10/11/2025 | 19:33

Black Friday
Imagem: Adobe Stock.
Black Friday Imagem: Adobe Stock.

A Black Friday se consolidou como a data mais aguardada do varejo – sinônimo de descontos e volume recorde de vendas. Nos últimos anos, o frenesi de consumo está impulsionando crescentes reflexões sobre a possibilidade de aproveitar as ofertas sem abrir mão de um consumo consciente e sustentável. A busca por escolhas mais responsáveis é um dos principais desafios da edição de 2025 do evento, cujo início está marcado para 28 de novembro.

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O E-Investidor consultou especialistas em consumo consciente para auxiliar os consumidores a transformarem a sexta-feira de ofertas em um dia de escolhas inteligentes – como reutilizar produtos e embalagens, valorizar práticas de responsabilidade social das empresas e apostar na economia circular.

Use o dinheiro de forma consciente

Uma pesquisa conduzida pela Serasa em colaboração com o Instituto Opinion Box revelou contradições no comportamento dos brasileiros durante a Black Friday. Apesar de 72% dos consumidores planejarem suas finanças para as compras, 23% dos entrevistados já excederam o limite do cartão de crédito em ocasiões anteriores e 12% acabaram se endividando ao tentar aproveitar os descontos.

Educadora financeira da Serasa, Mônica Seabra avalia que esses dados revelam que o planejamento financeiro declarado nem sempre se traduz em disciplina, especialmente em um contexto de descontos massivos.

“Muitos consumidores têm a intenção de controlar os gastos, mas cedem ao apelo emocional das ofertas, à pressão do tempo limitado e ao marketing agressivo”, reforça.

“A atitude mais importante é estabelecer um orçamento claro e realista, baseado na própria capacidade financeira”. “A educação financeira não significa deixar de comprar, mas sim comprar com consciência”, pontua Mônica.

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Sinais de que os consumidores estão agindo por impulsos são: comprar de produtos que não estavam na lista original, tomar decisões rápidas sem comparar preços, parcelar sem fazer cálculos e pensar no impacto do orçamento futuro e sentir euforia ou ansiedade ver uma promoção, alerta Mônica.

Uso do cartão de crédito de forma consciente

O cartão de crédito é o meio de pagamento mais utilizado no Black Friday, principalmente na modalidade parcelada, segundo o estudo realizado pela Serasa e pelo Instituto Opinion Box. Cerca de 45% dos entrevistados informam que vão usá-lo de forma consciente. Ciente das dívidas que os consumidores contraem nesse contexto, a educadora financeira Mônica Seabra recomenda:

  1. Evitar ultrapassar 30% do limite do cartão e manter a margem para emergências financeiras futuras;
  2. Simular o impacto das parcelas no orçamento dos meses seguintes;
  3. Optar por parcelamentos sem juros e de curto prazo;
  4. Evitar acumular uma série de compras parceladas ao mesmo tempo.

O combate às “falsas promoções”

Mônica Seabra reconhece que a prática de inflar preços antes da Black Friday para simular descontos é comum. “Para transformar a Black Friday em uma oportunidade, não em um problema”, o consumidor deve focar em itens planejados e utilizar ferramentas de comparação de preços para saber se o desconto é real.

A especialista recomenda, portanto, que o consumidor use sites de histórico de preços, como Zoom, Buscapé e Já Cotei, e instale extensões de navegador que mostram variações de custo dos produtos. Além disso, ela sugere criar uma “planilha simples” com anotações dos preços dos produtos desejados antes do evento comercial.

“Essas práticas são essenciais para evitar cair em falsas promoções e garantir que o desconto seja real”. De acordo com a pesquisa, seis a cada dez consumidores comparam esses preços para garantir o melhor negócio.

A diretora de Assuntos Jurídicos do Procon-SP, Patrícia Dias, reforça a orientação, afirmando que a “maquiagem de desconto” esteve entre as queixas de consumidores na Black Friday do ano passado. O Procon-SP recomenda que o consumidor “comece a monitorar com antecedência o preço do produto ou serviço que deseja comprar”.

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“Esta prática é importante para verificar se o preço do produto/serviço está realmente reduzido e não confiar apenas no percentual de desconto anunciado”, pontua a diretora.

O presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), Claudio Felisoni, concorda com a necessidade de cuidado. “O consumidor deve se preparar fazendo uma coleta de preços antecipada e acompanhar isso ao longo do início de novembro”. A prática de inflar preços tem diminuído significativamente, porém ainda requer atenção, segundo ele.

A importância da durabilidade e o ciclo da economia circular

Além do preço, é crucial considerar a qualidade e a durabilidade dos produtos. O Instituto Akatu argumenta que, embora um produto mais caro e durável possua um custo inicial mais elevado, ele retorna o investimento ao longo do tempo, evitando a necessidade de aquisições sucessivas.

Comprar um produto não necessário sai caro mesmo com desconto. Todo ato de consumo gera impacto para o comprador, para o meio ambiente e para a sociedade em geral, segundo o instituto.

Para o consumidor, essa escolha “beneficia o meio ambiente, uma vez que reduz o consumo de recursos naturais para a fabricação de novos itens”. É recomendado identificar se o item pode ser reparado, consertado ou recondicionado.

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Nesse contexto, a economia circular ganha destaque. A vice-presidente de marketing do Grupo OLX, Florence Scappini, afirma que a Black Friday está se tornando um catalisador desse modelo, sobretudo para eletrodomésticos e eletrônicos.

A plataforma incentiva uma prática de “consumo circular inteligente”: a reutilização de produtos e a venda de itens em desuso, o que gera renda extra para o consumidor e contribui com a sustentabilidade. “Nossa recomendação para quem deseja adquirir um eletrônico mais caro na Black Friday é simples: comece vendendo o que você já tem parado em casa”, explica Florence.

Para garantir um bom valor de revenda de eletrônicos no futuro, a OLX sugere:

  • Investir em marcas consolidadas e modelos populares.
  • Priorizar produtos em bom estado, com caixa original, manuais e acessórios.
  • Considerar o timing de lançamento, pois produtos de um ou dois anos atrás oferecem melhor custo-benefício, já que passaram pela maior desvalorização inicial.
  • Pesquisar os preços na própria OLX para ter uma previsão realista do valor futuro.

O Contraponto Consciente: Empresas B e a Redefinição de Sucesso

Ao certificar empresas com alto desempenho social e ambiental, o Movimento B propõe um modelo alternativo para a Black Friday. A instituição destaca a necessidade de redefinir o significado de sucesso nos negócios com a transformação da data em um espaço de reflexão e ação consciente.

Para além do lucro, o desempenho corporativo é avaliado pelos benefícios compartilhados que geram impacto positivo para pessoas, comunidades e o planeta. Distante do ciclo de consumo por impulso, as Empresas B incentivam o conserto e o reuso, oferecem produtos de menor impacto ambiental e, em alguns casos, optam por se abster da data promocional.

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O caso da empresa norte-americana Patagonia se tornou emblemático devido à campanha “Don’t Buy This Jacket” (Não Compre Esta Jaqueta, em português), realizada em meados de 2011. A marca utilizou a data para convidar o público a uma reflexão direta sobre o consumo excessivo e sugerir novas possibilidades, como priorizar o conserto, reutilizar ou comprar itens estritamente necessários.

No cenário nacional, a Positiv.a lançou o “Novembro Consciente”, na qual cada compra em seu site foi convertida no plantio de uma árvore nativa em áreas degradadas da Mata Atlântica. Essa postura sinaliza um amadurecimento do varejo e uma resposta direta à demanda dos consumidores por um sistema econômico mais ético, transparente e regenerativo.

Princípios para o consumo consciente

Para além do período de Black Friday, o Instituto Akatu indica 12 princípios para o consumo consciente, sustentável e ético:

  1. Planeje suas compras: não seja impulsivo. A impulsividade é inimiga do consumo consciente. Planeje antecipadamente e, com isso, compre menos e melhor.
  2. Avalie os impactos do consumo: leve em consideração o meio ambiente e a sociedade em suas escolhas de consumo.
  3. Consuma apenas o necessário: reflita sobre suas reais necessidades e procure viver com menos.
  4. Reutilize produtos e embalagens: não compre outra vez o que pode ser consertado, transformado e reutilizado.
  5. Separe seu lixo: recicle e contribua para a economia de recursos naturais, a redução da degradação ambiental e a geração de empregos.
  6. Use crédito conscientemente: pense bem se o que vai comprar a crédito não pode esperar e esteja certo de que poderá pagar as prestações.
  7. Conheça e valorize as práticas de responsabilidade social das empresas: nas escolhas de consumo, não olhe apenas preço e qualidade do produto. Valorize os empreendimentos em função da responsabilidade com os funcionários, a sociedade e o meio ambiente.
  8. Não compre produtos piratas ou contrabandeados: consuma sempre do comércio legalizado e, dessa forma, contribua para gerar empregos estáveis e para combater o crime organizado e a violência.
  9. Contribua para a melhoria de produtos e serviços: adote uma postura ativa. Envie às empresas sugestões e críticas construtivas sobre seus produtos e serviços.
  10. Divulgue o consumo consciente: seja um militante da causa ao sensibilizar outros consumidores e dissemine informações, valores e práticas do consumo consciente. Monte grupos para mobilizar familiares, amigos e pessoas mais próximas.
  11. Cobre dos políticos: exija de partidos, candidatos e governantes propostas e ações que viabilizem e aprofundem a prática de consumo consciente.
  12. Reflita sobre seus valores: avalie constantemente os princípios que guiam suas escolhas e seus hábitos de consumo.

Para diferenciar um item “necessário” de um “desejável”, o instituto sugere fazer perguntas como “Por que comprar?” (reflita se realmente precisa ou se pode fazer uma troca, reutilizar ou pegar emprestado) e “O que comprar?” (pense sobre as características do produto que atenderão à necessidade e considere os impactos associados a ele).

Quando tem Black Friday 2025?

A edição da Black Friday de 2025 será realizada no dia 28 de novembro. Tradicionalmente celebrada na última sexta-feira desse mês, a data é uma das mais importantes para o varejo.

Black Friday no Brasil é uma farsa?

Em meados de 2010, durante os primeiros anos da Black Friday no Brasil, a expressão “metade do dobro” ganhou força para se referir às ofertas da data. Na ocasião, muitos lojistas inflavam preços dias antes das promoções para simular grandes descontos. Apesar de o problema ter diminuído com a atuação dos órgãos de defesa do consumidor, a prática ainda ocorre, segundo Patrícia Álvares Dias, diretora de Assuntos Jurídicos do Procon-SP.

Contudo, o presidente do Ibevar, Claudio Felisoni, afirma que o varejo em 2025 está “mais maduro e transparente”, e a prática de inflar preços tem diminuído significativamente, sendo um resultado da fiscalização por parte, principalmente, do público consumidor.

O que é mais procurado na Black Friday?

Entre os itens mais procurados e com maior expectativa de desconto durante a Black Friday estão eletrônicos, eletrodomésticos e roupas.

Quando vai ser a Black Friday da Amazon 2025?

A edição da Black Friday de 2025 da Amazon está marcada para 28 de novembro, data em que o e-commerce vai fazer promoções, como nos anos anteriores.

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