

Um novo golpe digital tem atraído investidores na internet com um curso na linha “como ganhar dinheiro nas redes sociais” utilizando a imagem do casal Maíra Cardi e de Arthur Aguiar, campeão da última edição do Big Brother Brasil.
A artimanha é articulada com trocas de mensagens por WhatsApp e fotos de Cardi e Aguiar anunciando o curso. Os interessados fazem um cadastro, pagam cerca de R$ 25 e fazem um download do conteúdo.
A partir de então, duas ações ocorrem em paralelo: uma é a disponibilização de um conteúdo de cerca de uma hora com algumas considerações genéricas sobre o que é monetização, e a outra é o contato via WhatsApp de uma suposta assessora do casal, que irá guiar os clientes durante e após o curso.
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Em seguida, o cliente é direcionado para usar na prática o que aprendeu na teoria e passa a investir no programa para obter um retorno financeiro, usando a ferramenta do PIX. No primeiro dia, são cobrados R$ 50 para a realização de uma série de tarefas para realizar nas redes sociais para, ao fim do dia, receber R$ 93.

No segundo dia, o valor sobe para R$ 500 e novamente o valor é creditado corretamente. Por fim, no terceiro dia, o valor do investimento é de R$ 5 mil. Com o depósito, o golpe será consumado, já que as vítimas não recebem nenhuma devolução e o contato do WhatsApp desaparece.
O advogado e especialista em direito digital e presidente da ADDP (Associação de Defesa de Dados Pessoais e Consumidor) Francisco Gomes Júnior, defende uma das vítimas do golpe. “Ela foi convencida a realizar cinco investimentos de R$ 5 mil, tendo somente nesse dia um prejuízo de 25 mil reais. O golpe é sofisticado e requer inclusive devolução de valores nos primeiros dias para que a vítima ganhe confiança no que está sendo feito. Um golpe profissional, bem elaborado e com um roteiro e pessoas treinadas, que falam corretamente”. Como o esquema acontece principalmente utilizando o Instagram e com conversas pelo WhatsApp, milhares de pessoas podem ser fisgadas.
O advogado ressalta que existem maneiras para checar a veracidade de qualquer tipo de conteúdo oferecido pela internet, como consultar o nome da empresa que disponibiliza o curso na internet, ver sua reputação e não realizar PIX para pessoas físicas, somente para a pessoa jurídica responsável pelo curso.
Ele também recomenda a quem caiu em golpes digitais fazer um Boletim de Ocorrência (BO) para que a polícia comece a investigação e buscar orientação jurídica para verificar se há possibilidade de buscar a reparação dos danos junto ao banco que recebeu os valores ou à rede social em que foi postada a fraude.
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A assessoria de Maíra Cardi e Arthur Aguiar foi procurada, mas não houve resposta até a publicação desse texto. Júnior reforça que o casal não tem nenhum tipo de vínculo com o suposto curso e também são vítimas por terem suas imagens ligadas ao esquema.