• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Comportamento

IR 2025: Super-ricos se preparam para primeira declaração com nova taxação de lucros em paraíso fiscal

Agora os rendimentos das "offshores" serão tributados em 15%. Entenda as novas regras

Por Jenne Andrade

17/03/2025 | 3:00 Atualização: 20/03/2025 | 11:01

Famílias de alta-renda terão que declarar lucros de offshores em paraísos fiscais pela primeira vez (Foto: Adobe Stock)
Famílias de alta-renda terão que declarar lucros de offshores em paraísos fiscais pela primeira vez (Foto: Adobe Stock)

As novas regras para a temporada de declaração do Imposto de Renda 2025 foram divulgadas pela Receita Federal na semana passada e impactam os investidores brasileiros, que têm até 30 de maio para enviar o documento preenchido com os rendimentos anuais. Vagner Quito, sócio e fundador da empresa de planejamento tributário 4Tax Group, acompanhou de perto essas informações para orientar, principalmente, uma categoria de clientes que cresceu 200% em menos de dois anos: famílias de alta renda que investem no exterior por meio de empresas sediadas fora do País, as chamadas “offshores”, geralmente em paraísos fiscais.

Leia mais:
  • Imposto de Renda 2025: Receita divulga prazo e regras para entrega da declaração
  • Estratégia tarifária de Trump coloca EUA no centro da turbulência econômica
  • Estes são os fundos imobiliários que saíram na frente em 2025; veja ranking
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

  • Imposto de Renda 2025: veja o passo a passo para preencher o documento

“Em 2023, eu atendia cerca de 50 famílias. Hoje, são 200, que possuem juntas mais de US$ 2 bilhões no exterior”, afirma Quito. O aumento da procura está relacionado às novas regras de tributação instituídas pela Lei 14.754, de outubro de 2023, conhecida como “Lei das Offshores”. Antes, quem fazia investimentos fora do País por meio de sociedades constituídas em paraísos fiscais só pagava imposto sobre os lucros quando transferia esses valores para os sócios – somente nesta condição ocorria a taxação, entre 7,5% a 27,5%, a depender do valor total da renda. Contudo, essa transferência dos valores poderia levar anos ou até mesmo nunca acontecer.

Já os investidores locais de renda fixa, por exemplo, pagam entre 15% e 22,5% de IR no vencimento dos títulos ou recebimento dos juros. Quem aplica em fundos também paga imposto duas vezes ao ano pelo come-cotas.

A nova tributação equacionou esse cenário e definiu uma cobrança de 15% sobre os lucros das offshores, com incidência anual do imposto de renda. Isso independentemente dos rendimentos terem sido distribuídos ou não. Na prática, a declaração de IR de 2025 para esse tipo de investimento será a primeira com essas mudanças e terá até mesmo uma ficha nova para registrar as rendas internacionais e pagar a alíquota devida. Além de offshores em paraíso fiscal, entram neste novo regimento as empresas com 40% da renda total sendo passiva. Lembrando que os rendimentos agora tributados são os financeiros, não aqueles decorrentes de imóveis e salários.

  • Leia mais: Imposto de Renda 2025: veja tudo o que mudou – e o que não mudou na declaração

Balanço financeiro é obrigatório para offshores

Quem tem offshore também precisará apresentar o balanço financeiro dessas sociedades. “A maioria dessas pessoas nunca fez balanço e a legislação traz como uma obrigatoriedade que toda empresa internacional tenha um balanço feito, seja no padrão global de contabilidade ou no padrão brasileiro de contabilidade. O padrão brasileiro é obrigatório sempre que a empresa é sediada em um paraíso fiscal”, diz Quito.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Luciano de Almeida Prado Neto, sócio do MBC advogados, também vê esse movimento. “Esses clientes estão pela primeira vez obrigados a realizar a declaração dos lucros disponibilizados, o que obriga a elaboração de balanços patrimoniais mais detalhados”, diz. “O acompanhamento por profissionais especializados se torna ainda mais importante, não apenas pela novidade dos procedimentos, mas também pela sua complexidade.”

As mudanças fizeram com que parte desses “super-ricos” mudassem as estruturas de aplicação no exterior. Quem investia por meio de offshores para atrasar a cobrança de imposto já não vê mais vantagens em manter o modelo. É isso que aponta Heitor Cesar Ribeiro, sócio da área tributária do Gaia Silva Gaede Advogados. O jurista está ajudando os clientes a se adaptarem às necessidades atuais – pessoas que não só têm aplicações financeiras no exterior, mas também utilizam a estrutura de offshores para prestação de serviços fora do País, caso de atletas e artistas.

“Algumas estruturas internacionais eram muito utilizadas para diferir a tributação do IRPF sobre os ganhos com investimentos no exterior. Ocorre que a nova legislação trouxe a desvantagem de gerar a tributação automática anual do IRPF sobre os lucros das controladas. Com isso, na maior parte dos casos, não é mais possível aplicar o diferimento da tributação”, diz Ribeiro.

Para outros casos, ainda há vantagens para se manter a estrutura original, principalmente para as offshores que já distribuíam os dividendos aos sócios no Brasil regularmente, não diferindo a tributação do IRPF.

Prós e contras

A cobrança fixa de 15% de imposto sobre os lucros de offshore não foi o maior motivo que gerou desconforto nos clientes, mas sim a cobrança anual obrigatória desse percentual sobre lucros que, por vezes, ainda não se materializaram. “É uníssono o descontentamento com a tributação anual de um resultado que ainda não se materializou, o que reduz de certa forma os ganhos nos investimentos”, diz Almeida, Sócio do MBC advogados.

Publicidade

Já Quito, sócio e fundador da empresa de planejamento tributário 4Tax Group, vê alguns benefícios trazidos pela novo modelo de tributação. Será possível, por exemplo, compensar os prejuízos financeiros registrados nos investimentos com os lucros. Ou seja, a alíquota de 15% cairá sobre a soma dos ganhos e das perdas em diferentes ativos financeiros.

“Eu diria que é melhor do que o regime dos investimentos locais. No Brasil, você só compensa a renda variável com a renda variável. Se você perde numa ação e ganha num fundo, o lucro do fundo vai ser tributado em 15%”, ressalta Quito. Outro benefício é que a variação cambial não deve impactar a taxação, pois o lucro é apurado na moeda local da empresa e convertido para um único câmbio.

“É bom pagar imposto? Não, mas tem outros benefícios que antes não se tinha. Pensando de maneira racional, ter imposto não é um problema. O problema seria pagar mais do que é devido”, afirma o sócio da 4Tax Group.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • IR 2025
  • offshore
  • paraísos fiscais
Cotações
12/03/2026 20h19 (delay 15min)
Câmbio
12/03/2026 20h19 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    GPA pede recuperação extrajudicial: lojas do Pão de Açúcar podem fechar? Entenda o que muda

  • 2

    CDBs de até 230% do CDI: como funcionam as ofertas promocionais e os cuidados antes de investir

  • 3

    Qual “caixinha” rende mais? Comparamos 7 bancos

  • 4

    FGC não é escudo total: 6 sinais de alerta antes de investir em CDB

  • 5

    Petróleo acima de US$ 70 pode turbinar dividendos de Petrobras e outras petroleiras; mas preço se sustenta?

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: onde registrar as apostas?
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: onde registrar as apostas?
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: qual a data do sorteio?
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: qual a data do sorteio?
Imagem principal sobre o FGTS: saiba como receber atualizações do saldo via SMS
Logo E-Investidor
FGTS: saiba como receber atualizações do saldo via SMS
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: qual o formato do jogo?
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: qual o formato do jogo?
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: por onde acompanhar o sorteio sem sair de casa?
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: por onde acompanhar o sorteio sem sair de casa?
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: quem pode participar das apostas?
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: quem pode participar das apostas?
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: as vendas paralelas já começaram?
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: as vendas paralelas já começaram?
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: saiba qual é o concurso da vez
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: saiba qual é o concurso da vez
Últimas: Comportamento
Empresas de tecnologia preferem ficar fora da bolsa, e não é pelo motivo que você imagina, diz Shlomo Kramer
Comportamento
Empresas de tecnologia preferem ficar fora da bolsa, e não é pelo motivo que você imagina, diz Shlomo Kramer

Empresário do setor aponta distorção que afeta não apenas o mercado financeiro, mas também impede que a maioria dos investidores tenha acesso a oportunidades

12/03/2026 | 17h57 | Por Shlomo Kramer, empreendedor bilionário do setor tecnológico
Mercados de previsão avançam no Brasil e reacendem debate entre bets e o setor financeiro
Comportamento
Mercados de previsão avançam no Brasil e reacendem debate entre bets e o setor financeiro

XP Investimentos e até a própria Bolsa, a B3, começam a explorar um modelo que já cresce nos Estados Unidos, mas ainda enfrenta dúvidas regulatórias

12/03/2026 | 05h30 | Por Beatriz Rocha
Salários das mulheres param de crescer aos 30 anos – os dos homens continuam subindo
Comportamento
Salários das mulheres param de crescer aos 30 anos – os dos homens continuam subindo

Estudo com milhões de salários analisados pelo Glassdoor mostra que os rendimentos das mulheres tendem a estagnar no fim dos 30 anos, ampliando a diferença salarial para até 25% ao longo da carreira

11/03/2026 | 16h41 | Por Nick Lichtenberg, da Fortune
‘Cenário de pesadelo’: mercado teme maior interrupção do petróleo da história
Comportamento
‘Cenário de pesadelo’: mercado teme maior interrupção do petróleo da história

Fechamento do Estreito de Ormuz pode forçar cortes de produção no Golfo e provocar choque global de energia; em Wall Street, cresce o ceticismo sobre solução rápida para a crise

10/03/2026 | 18h07 | Por Jason Ma, da Fortune

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador