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Comportamento

“Muitas mulheres têm medo de lidar com dinheiro”, diz Carol Paiffer

A trader profissional é CEO da Atom Educacional e sócia fundadora do Instituto Êxito

Por Rebeca Soares

07/03/2022 | 12:38 Atualização: 07/03/2022 | 13:01

Carol Paiffer, CEO da Atom Educacional e sócia fundadora do Instituto Êxito Foto: Divulgação Atom
Carol Paiffer, CEO da Atom Educacional e sócia fundadora do Instituto Êxito Foto: Divulgação Atom

Há 17 anos no mercado financeiro, Carol Paiffer, CEO da Atom Educacional e colunista do E-Investidor, é referência para quem deseja seguir a carreira de trader.

Leia mais:
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Integrando a programação da Semana da Mulher Investidora, Paiffer relata a experiência de ter se tornado referência em um ambiente de maioria masculina. Além de falar sobre a trajetória no mercado financeiro, ela dá dicas para quem deseja seguir na profissão.

Segundo ela, para o sucesso do investidor, a gestão de risco deve ser o principal elemento para tomada de decisão. “Investimento não é receita de bolo para repetir o mesmo modelo de outra pessoa. Idade, renda, compromissos financeiros são algumas das diferenças para identificar o tipo de investidor e, consequentemente, de risco”, destaca.

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Paiffer ainda aponta que apesar da participação de mulheres na Bolsa de Valores brasileira ser de 23,54%, segundo dados de fevereiro deste ano. Para ela, é necessário muito trabalho de incentivo para buscar a igualdade.

E-Investidor: Como iniciou na carreira de day trade?
Carol Paiffer — Comecei no mercado financeiro por um acaso. Eu iria fazer Moda, mas acabei fazendo Administração de Empresas para que tivesse o conhecimento necessário para evitar que a empresa de moda fosse à falência. Conheci a Bolsa de Valores por meio do meu irmão, que também fez a mesma graduação.

Naquele momento, via o mercado financeiro como um bicho de sete cabeças. Fiquei assustada com a quantidade de gráficos até entender que o processo se baseia em comprar barato e vender mais caro. Quanto mais eu estudava, mais dinheiro eu conseguia ganhar. Aprendi que a meritocracia do mercado financeiro se resume em: quanto mais você estuda, mais dinheiro você ganha.

No início eu não tinha grana, é claro. Comecei a ter alguns clientes depois de tirar a certificação de agente autônoma, depois montei um asset [gestora] com meu irmão, até que compramos uma empresa listada na Bolsa, a Atom. Somos o único caso de IPO reverso, colocando dentro dessa empresa algo que já fazíamos antes e que era lucrativo.

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O nosso modelo de negócio na Atom resolve um problema que eu tinha lá atrás, de conhecimento e de permitir que outras pessoas possam operar o nosso dinheiro, sem precisar que elas tenham grandes quantias para iniciar. Ao todo já são 17 anos de mercado com muitos desafios e aprendizados.

Quais foram os seus maiores desafios?
Paiffer — O primeiro grande desafio não é só o mercado. Quando você entende a técnica de comprar barato para vender caro e gerir os riscos, o mercado fica mais fácil. Acredito que o grande desafio é falar sobre o mercado para que as pessoas entendam a importância de investir na Bolsa e a importância de falar sobre dinheiro.

Tenho experiência de que as pessoas, ao ouvirem uma palestra, criticassem sem mesmo entender o que era o assunto. Então, ao longo dessa jornada, eu tive que aprender a lidar com a objeção das pessoas, sobretudo quando o on-line foi popularizado.

O resultado é que eu tive que desenvolver uma base emocional forte para saber lidar com as críticas. Estou compartilhando algo que foi importante para mim e mudou a minha vida: por que essa pessoa está me atacando?

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O que pode ser feito para proporcionar mais educação financeira aos brasileiros?
Paiffer — Eu acredito muito na mulher como agente de transformação e na importância da mulher entender sobre dinheiro e empreendedorismo, já que passa mais tempo com os filhos. Se quisermos mudar as próximas gerações, precisamos fazer com que os adultos entendam de finanças e levem esse conhecimento para dentro de casa. Pensando nisso, quanto mais mulheres entenderem sobre investimento, o que ainda é enraizado na figura do homem, passos mais largos serão dados.

Muitas mulheres participam das minhas palestras e comentam: ‘Vou falar com o meu marido’, ‘Vou falar com o meu namorado’. Mas não deve ser assim, você mesma deve aprender sobre dinheiro e levar essa discussão para dentro de casa.

Faço uma crítica que, na maioria das vezes, estamos falando bastante de educação financeira no nosso País, mas a pessoa está sendo ensinado a pensar pequeno. Não é economizar no cafezinho que vai fazer você ganhar mais dinheiro, mas é o que você vai fazer com a economia que você gerou.

Se você economizou um valor ‘X’, como você usou esse dinheiro? O que você fez para aprender, para investir e multiplicar? A educação financeira precisa ser bem feita, não só ensinar a economizar, mas é a combinação entre tomar decisões melhores sobre o dinheiro e multiplicar para ter outras fontes de renda.

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Como você comentou, existe uma barreira muito grande para a entrada de mulheres no mercado financeiro. Por que isso ainda acontece?
Paiffer — O mercado tradicionalmente é muito masculino e muitas mulheres acabam vendo isso como uma objeção. Como se mulher tivesse que ir para determinadas áreas como educação e saúde, enquanto homens devessem ir para profissões com mais contato com números. Historicamente e culturalmente, nós vemos essa separação.

Pegando esse histórico, já é possível ver um ambiente de preconceito. Mas se elas não conhecem, como vão saber se é uma carreira onde podem seguir ou não?

Em segundo lugar, existe um medo de lidar com dinheiro. Isso nós vemos até em situações de relacionamentos abusivos que não acabam porque as mulheres têm medo de lidar com dinheiro. Em alguns caos, não é nem a falta de capital na família, mas elas acabam continuando em uma relação para que o homem possa gerir o orçamento familiar.

Quando percebemos esses fatores, conseguimos justificar tantas barreiras para as mulheres entrarem (no mercado financeiro). Para quem não gosta de números, seja homem ou mulher, temos tecnologia suficiente para ajudar com cálculos.

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O lado bom é que essa divisão vem mudando. Quando eu entrei na Bolsa, há 17 anos, a sensação era de que a participação feminina era bem limitada. Segundo o último levantamento da B3, a taxa chega a 23,54%. Claro, a meta é 50%, mas já temos um grande avanço e cada vez mais elas entendem que mercado financeiro é para todas as pessoas.

O que é importante ter em mente na hora de fazer gestão de risco?
Paiffer — Tudo começa pelo autoconhecimento: o que você quer? Investimento não é receita de bolo para repetir o mesmo modelo de outra pessoa. Idade, renda, compromissos financeiros são algumas das diferenças para identificar o tipo de investidor e, consequentemente, de risco.

Costumo dizer que o melhor investimento é aquele que você dorme à noite, ou seja, aquele que você entendeu o risco que está tomando. Se você investe em uma startup, existe risco de perder 100% do dinheiro, ou seja, é um risco alto. Agora, se você não conhece o segmento, esse risco fica ainda maior.

Se eu invisto em uma ação da Bolsa inserida em um setor que eu não tenho conhecimento, eu viro refém daquela situação. Por isso, o investidor deve começar alocando em ativos em que ele vai entender o risco que está correndo.

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Quando entro na Bolsa, preciso estipular um limite de perdas. Até onde o meu estômago aguenta? Preciso dele no curto ou longo prazo? A gestão de risco está atrelada diretamente ao quanto você está disposto a perder. Ninguém quer perder nada, claro, mas você precisa estar disposto. O risco está relacionado ao retorno.

É importante dizer que o conhecimento liberta. Quando você entender o investimento que está fazendo, é possível montar uma estratégia.

De que forma é possível usar a volatilidade a seu favor?
Paiffer — Um ano de eleição traz muita volatilidade. Por conta disso, as operações de curtíssimo prazo, como é o day trade e o swing trade, ficam mais atrativas. Surgem mais oportunidades, mas o investidor precisa treinar e estudar para conseguir surfar na volatilidade e conseguir colocar mais dinheiro no bolso.

É um período em que muitas pessoas ficam preocupadas por conta da volatilidade, mas ela pode ser aproveitada para quem conseguir pegar as distorções.

Completamos dois anos de pandemia e, agora, a Rússia iniciou uma guerra. Quais lições os investidores devem ter em mente em situações imprevistas de crise?
Paiffer — Situações ruins vão continuar existindo, infelizmente vamos continuar tendo períodos de crise, seja pandemia, guerra e outras surpresas. Tudo isso gera euforia no mercado.

Por conta disso, existem três investimentos que cada um deve ter. O primeiro deles é o position trade, focando no longo prazo. Nessa situação, você compra pedacinhos de empresas que pagam bons dividendos. Essas devem ser companhias com bons fundamentos porque contra números não há argumentos. As crises e distorções vão vir, mas as empresas vão se recuperar porque são saudáveis.

Em segundo lugar, é o swing trade. Para isso, é necessário que o investidor tenha caixa disponível para aproveitar bons momentos. Quando veio a pandemia, conseguimos ir às compras e surfar nas distorções de preços.

Por fim, um terceiro tipo de investimento que precisa de estudo e atenção é o mercado de curtíssimo prazo, o chamado day trade. Como já citamos, essa euforia traz volatilidade, que pode fazer você ganhar pequenos valores diariamente para alcançar um montante e construir um patrimônio. O curto prazo ajuda você a juntar dinheiro para investir no longo prazo.

Qual conselho sobre a carreira de trader você queria ter ouvido quando começou?
Paiffer — Eu tive grandes mentores de 50, 60 e 70 anos de idade com muita experiência, inclusive em crises. Um deles, falava para mim: ‘fique rouco de tanto ouvir’.

Uma das coisas que aprendi é ter a humildade para entender que o mercado é maior que você e que o mercado não aceita arrogância. É preciso controlar a ansiedade, ter paciência e não atropelar etapas.

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