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Comportamento

Quem é Janet Yellen, a escolha pioneira de Biden para presidir o Tesouro em meio a uma crise profunda?

Conheça a história da economista que será secretária do Tesouro dos Estados Unidos

Por E-Investidor

27/11/2020 | 19:58 Atualização: 27/11/2020 | 19:59

Janet Yellen (Foto: Lexey Swall/NYT)
Janet Yellen (Foto: Lexey Swall/NYT)

(Heather Long/The Washington Post) – O presidente eleito Joe Biden escolheu a economista Janet Yellen, uma liderança testada em batalha que ajudou a nação a se recuperar da Grande Recessão, para ser a secretária do Tesouro dos Estados Unidos. Mais recentemente, Yellen se tornou uma das principais vozes instando o Congresso a aprovar mais estímulos para prevenir danos duradouros da pandemia.

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Yellen, 74 anos, teve uma longa carreira quebrando tetos de vidro para mulheres e lidando com grandes crises. Se confirmada pelo Senado, será a primeira mulher a chefiar o Departamento do Tesouro desde a fundação da instituição em 1789.

Mas quem é Yellen? Nascida no Brooklyn, Yellen é uma economista renomada que passou anos como professora antes de se aventurar na política democrata como chefe do Conselho de Consultores Econômicos do presidente Bill Clinton, no fim dos anos 1990. Depois ela assumiu uma série de funções de destaque no Federal Reserve, as quais culminaram com a nomeação do presidente Barack Obama para a presidência do Fed. Ela foi a primeira mulher a ocupar esse cargo.

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Yellen presidiu o Fed de 2014 a 2018, tornando-se uma das mulheres mais poderosas do mundo e uma das principais arquitetas da recuperação econômica. Durante sua gestão, o desemprego caiu mais do que em qualquer outra desde a Segunda Guerra Mundial. Ex-colegas costumam descrevê-la como uma Mary Poppins: firme, mas gentil, incrivelmente inteligente e sempre preparada. A pergunta que ela faz com frequência – a si mesma e à equipe – é: o que estamos deixando passar? E se estivermos erradas?

Seu questionamento constante sobre a validade de previsões e modelos econômicos a ajudou a se tornar uma das primeiras autoridades a prever a crise financeira de 2008 e os problemas profundos no mercado imobiliário. Na época, ela trabalhava como presidente do Federal Reserve Bank de São Francisco.

“Ela foi uma das pessoas que soou o alarme antes do derretimento do sistema financeiro”, disse Christina Romer, que foi a principal economista de Obama durante a crise. “Quando as coisas estavam ruins, Janet era a primeira pessoa para quem eu ligava”.

Depois de um tropeço à frente do Fed, no qual Yellen errou e o mercado de ações despencou, ela conquistou a reputação de ser a mais preparada da sala. Ela carregava um grosso fichário de anotações para as coletivas de imprensa e tinha seu próprio painel de indicadores para entender melhor a verdadeira saúde da economia. Quando muitos conservadores a pressionaram para aumentar as taxas de juros, Yellen foi devagar, acreditando que o desemprego poderia cair sem disparar inflação. Ela acabou provando que tinha razão e introduziu uma mudança radical no pensamento do Fed sobre como o desemprego poderia cair.

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A taxa de desemprego dos Estados Unidos era de 6,7% quando Yellen entrou no Fed. Quando saiu, era de 4,1%. Apesar de seu sucesso, o presidente Donald Trump quebrou a tradição, optando por não a reconduzir ao posto mais alto do Fed, em parte porque a achava baixa demais para um cargo tão alto. (Yellen tem 1,60 m de altura). Trump escolheu para seu lugar o advogado republicano Jerome Powell.

Como secretária do Tesouro, Yellen enfrentará novamente um desafio monumental agora que a nação tenta se recuperar de uma pandemia generalizada e mortal que custou mais de 250 mil vidas americanas, fez com que centenas de milhares de empresas fechassem as portas e deixou mais de 20 milhões de pessoas dependendo do auxílio-desemprego, com muitas temendo despejo.

Yellen testemunhou perante o Congresso neste verão, pedindo mais estímulos. Ela continuou falando publicamente sobre seus temores de um “golpe significativo” para a economia devido ao aumento dos casos de coronavírus e à queda da demanda doméstica.

“É urgente” aprovar medidas de alívio, Yellen disse ao Washington Post em agosto. “Estou particularmente preocupada com o fato de que muitos poucos, especialmente os trabalhadores de baixa renda, conseguiriam aguentar perdas permanentes de empregos”.

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Quem conhece Yellen há anos diz que, além da experiência, sua maior habilidade é a capacidade de construir consenso. Republicanos e democratas continuam profundamente divididos sobre a melhor maneira de ajudar a economia. Yellen pode intermediar um acordo – e trabalhar lado a lado com o Fed na ajuda.

Embora seja democrata há muito tempo – este ano ela doou US$ 2.800 para Biden e US$ 25.000 para o Partido Democrata – ela é respeitada por todo o espectro político e em Wall Street. Ela continua próxima a Powell e a outros banqueiros centrais de todo o mundo.

“As pessoas a chamam não apenas porque ela é inteligente, mas porque ela está sempre pensando nas pessoas – as pessoas a quem servimos”, disse Mary Daly, presidente do Fed de São Francisco, que considera Yellen uma mentora. “As pessoas se sentem parte do processo. As pessoas sentem que foram ouvidas”.

Yellen também cruzou a linha entre liberais e moderados no Partido Democrata, ganhando o respeito de ambas as alas do partido, algo que Biden observou quando a escolheu para o cargo do Tesouro.

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“Eu me considero uma economista pragmática e convencional, com uma forte orientação política”, disse Yellen em uma entrevista em 1995. De muitas maneiras, este ainda é seu estilo.

Além da crise atual, o governo Biden terá de se esforçar para reconstruir uma economia que seja melhor para o meio ambiente e ofereça mais oportunidades iguais, independentemente de onde a pessoa nasceu.

Yellen tem experiência em lidar com problemas difíceis como desigualdade, racismo, mudanças climáticas e regulamentação financeira. Ela vem conclamando uma “mudança de cultura” na economia para tornar o campo menos hostil às pessoas que não são homens brancos. Como presidente da Associação de Economia Americana, ela ajudou a supervisionar uma pesquisa com milhares de economistas a qual encontrou discriminação generalizada e assédio sexual. Ela pressionou por mudanças concretas.

Para combater a mudança climática, Yellen liderou um grupo bipartidário de economistas para assinar uma carta endossando um imposto sobre o carbono. E, mesmo que defenda o capitalismo, ela acredita fortemente na regulamentação do governo. Em seus últimos dias como presidente do Fed, ela impôs uma das penalidades mais severas ao Wells Fargo após o escândalo do banco envolvendo contas falsas.

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“Ela tem mostrado consistentemente que está disposta a enfrentar Wall Street”, disse Joseph Stiglitz, economista ganhador do Prêmio Nobel que foi professor de Yellen na pós-graduação e continua sendo um amigo. “Ela não acredita na magia da autorregulação”.

Alguns na esquerda a culpam por não ter feito o suficiente a respeito das regulamentações climáticas, dos grandes bancos ou da desigualdade racial. Durante seu mandato como presidente do Fed, as pessoas começaram a protestar contra suas decisões de aumentar as taxas de juros, argumentando que isto prejudicava as comunidades minoritárias que ainda não haviam se recuperado.

“O Fed está falando em aumentar as taxas de juros. E eles disseram que a economia está estável o suficiente para se lidar com isso”, disse Dawn O’Neal ao Post em 2015, enquanto ela protestava na conferência anual do Fed em Jackson Hole, Wyoming. “Não vejo essa estabilidade econômica. Ainda vejo as pessoas sofrendo”.

A recessão pandêmica já é a mais desigual na história moderna dos Estados Unidos. Mais uma vez, Yellen terá de pensar em maneiras de garantir que negros, hispânicos e mulheres não sejam deixados para trás.

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Por outro lado, alguns parlamentares republicanos a acusam de ser muito severa com os regulamentos e muito rápida em injetar mais estímulo na economia. O senador Patrick Toomey, republicano da Pensilvânia, provável próximo presidente do Comitê Bancário do Senado, tuitou na terça-feira para alertá-la a não reiniciar certas linhas financeiras fundamentais para empresas e municípios.

A vida de Yellen tem sido uma série de testes que muitos dizem que a tornam bem preparada para assumir esse papel. Ela se formou em primeiro lugar de sua turma no ensino médio e foi editora do jornal da escola. Descobriu a economia na Brown University e obteve um PhD em economia na Universidade de Yale em 1971, a única mulher de sua classe. Suas anotações em Yale foram utilizadas durante anos por outros alunos porque eram muito completas.

Ela lecionou na Universidade de Harvard por vários anos, inicialmente como a única professora de economia, durante um período que ela descreveu como “muito solitário e desanimador”. Harvard não ofereceu a ela um caminho para a estabilidade. Então ela acabou como economista pesquisadora no Fed e conheceu o marido, George Akerlof, no refeitório do banco central. Yellen e Akerlof coescreveram muitos artigos de pesquisa juntos e têm um filho, que também é economista.

Como vice-presidente do Fed de 2010 a 2014 e depois presidente até 2018, Yellen almoçava quase todos os dias no refeitório do Fed. Os funcionários dizem que ela muitas vezes os interrompia para perguntar sobre uma previsão – ou sobre seus filhos.

“Ela queria falar de economia num nível muito, muito profundo”, disse Seth Carpenter, ex-economista do Fed que agora é economista-chefe dos Estados Unidos no UBS. Mas ele também lembrou: “quando voltei da licença-paternidade, ela teve tempo para me parar no corredor e perguntar como as coisas estavam indo e ver fotos no meu celular”.

Quando questionada sobre seus hobbies, Yellen costuma dizer que as pessoas ficariam entediadas se a acompanhassem para jantar, já que sua família costuma ter discussões profundas sobre economia. Seu marido ganhou o Prêmio Nobel em 2001.

Ela quase sempre bebe uma Diet Coke nas reuniões e usa um colar sob seus terninhos, uma escolha da moda que se tornou tão icônica nos círculos econômicos quanto os colarinhos da falecida juíza da Suprema Corte Ruth Bader Ginsburg eram no meio jurídico.

Embora Yellen tentasse minimizar seu gênero –solicitando até mesmo que as pessoas se referissem a ela como presidente do Fed, não “presidenta” – ela se tornou uma inspiração para muitas mulheres nas finanças e na economia. Na segunda-feira, com a notícia de sua nomeação, as redes sociais se derramaram de homenagens.

Não é a primeira vez de Yellen sob os holofotes.

Daly, presidente do Fed de São Francisco, lembra de ter tomado café da manhã com Yellen quase uma década atrás, em uma lanchonete em Berkeley, Califórnia, quando uma mulher mais velha se aproximou de Yellen para agradecê-la por seu serviço ao país e dizer como ela se sentiu inspirada por Yellen, que à época era vice-presidente do Fed. Yellen ouviu com atenção, segurando a mão da mulher e perguntando sobre sua vida.

Yellen é conhecida por ser sempre calma, mas uma das poucas pessoas que a irritou foi Trump. Ela disse à Rádio Marketplace em 2019 que Trump tinha uma “falta de compreensão” sobre o Fed e a política econômica.

Embora Trump tenha nomeado Powell para presidente do Fed, ele disse a seus conselheiros que estava impressionado com Yellen e a chamou de “mulher maravilhosa que fez um trabalho excelente”.

No Fed, Yellen supervisionou 2.800 funcionários e um orçamento de cerca de US$ 750 milhões. Como secretária do Tesouro, Yellen supervisionará quase 87 mil funcionários e um orçamento de quase US$ 20 bilhões. O Tesouro é responsável por arrecadar impostos, emitir dívidas, imprimir dinheiro, supervisionar bancos e aconselhar o presidente sobre a política econômica e financeira.

TRADUÇÃO DE RENATO PRELORENTZOU

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