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Educação Financeira

BOVA11, o que é? Entenda este produto de investimento negociado na Bolsa

Saiba como funciona este ativo do mercado financeiro antes de pensar em investir

Por Isabela Ortiz

19/11/2024 | 10:33 Atualização: 19/11/2024 | 14:03

Ibovespa (Foto: Adobe Stock)
Ibovespa (Foto: Adobe Stock)

O BOVA11 é um ETF, sigla para o termo em inglês Exchange Traded Fund, que busca replicar o desempenho do índice Ibovespa, o principal indicador do mercado de ações brasileiro. Um ETF é um tipo de fundo de investimento negociado na própria bolsa de valores brasileira, ou seja, é um fundo listado e negociado como se fosse uma ação comum.

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Segundo a B3 (B3SA3), a dona da Bolsa doméstica, o principal objetivo de um ETF é replicar o desempenho de um índice de mercado, como o Ibovespa no caso do BOVA11, ou de um conjunto específico de ativos, como commodities, títulos ou setores econômicos. Vale ressaltar que o BOVA11 não paga dividendos e não possui isenção tributária até os R$ 20 mil.

Como funciona um ETF?

Um ETF pode ser composto por ações, títulos, commodities ou até uma combinação de ativos. No caso do BOVA11, ele é composto pelas ações que fazem parte do índice Ibovespa, como Petrobras (PETR3; PETR4), Vale (VALE3), Itaú (ITUB3; ITUB4), Bradesco (BBDC3; BBDC4) e outras empresas líderes da Bolsa Brasileira.

Os ETFs oferecem vantagens em relação aos fundos cambiais tradicionais, como taxas de administração mais baixas e cobrança proporcional apenas pelos dias em que o investidor mantiver as cotas em sua carteira.

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Com uma única transação, o investidor adquire uma carteira diversificada de ativos, reduzindo o risco de concentração, e pode comprar e vender cotas facilmente no mercado secundário, assim como acontece com as ações. Além disso, os ETFs permitem que o investidor acompanhe a composição do fundo e compare seu desempenho com o índice de referência a qualquer momento.

Essas características tornam os ETFs uma opção eficiente e flexível para quem busca diversificação e baixo custo.

A B3 explica que oferece um ambiente para emissão e resgate das cotas de ETFs, configurando o mercado primário desses fundos. Esse processo permite que o patrimônio do ETF seja ajustado por meio da emissão de novas cotas ou do resgate das existentes, conforme solicitado pelo administrador do fundo.

O valor de emissão ou resgate é baseado no valor patrimonial da cota, calculado pela divisão do patrimônio líquido do fundo pelo número de cotas existentes no fechamento do dia. Para realizar essas operações no mercado primário, o investidor deve utilizar agentes autorizados (corretoras ou distribuidoras), sendo possível tanto a entrega de ativos (modelo In Kind) quanto o pagamento em moeda corrente (modelo In Cash) para integralização ou resgate das cotas.

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As cotas do ETF são, então, negociadas na B3 como ações, permitindo ao investidor diversificar seus investimentos de forma eficiente, sem a necessidade de adquirir os ativos individuais no mercado externo, especialmente no caso de ativos estrangeiros.

As vantagens do BOVA11

Quando um investidor compra cotas do BOVA11, ele está indiretamente adquirindo uma carteira diversificada de ações das empresas que compõem o índice Ibovespa, sem precisar comprar cada ação individualmente.

O processo de emissão e resgate das cotas do BOVA11 ocorre no mercado primário da B3, onde o administrador do fundo pode emitir novas cotas ou resgatar as existentes, conforme a demanda do mercado. Para isso, o investidor ou o agente autorizado pode utilizar modelos In Kind ou In Cash, de acordo com a solicitação de integralização ou resgate.

Uma vez no mercado, as cotas do BOVA11 são negociadas como ações, oferecendo aos investidores liquidez e a possibilidade de diversificação no mercado de ações brasileiro. Assim, o BOVA11 facilita o acesso aos ativos que compõem o Ibovespa, com a flexibilidade de comprar e vender cotas em tempo real, como se fossem ações individuais.

Quais os principais riscos de um ETF?

Dentre os principais riscos, destacados pelo BB Investimentos, estão o descolamento de rentabilidade, quando o ETF pode não acompanhar exatamente o desempenho do índice de referência devido a custos operacionais e ajustes na composição da carteira; o risco de liquidez, que dificulta a negociação das cotas no mercado secundário se não houver volume suficiente de negociação; e o risco de descontinuidade do índice de referência, que pode afetar a estratégia do ETF se o índice utilizado for descontinuado.

Outros riscos do ETF incluem a possibilidade de falhas no fornecimento do índice, variações nos preços de mercado das cotas em relação ao valor patrimonial e problemas de liquidez dos ativos da carteira do ETF, que podem dificultar o resgate.

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Além disso, o risco de investimento em renda variável e as flutuações no mercado de ações podem impactar o desempenho do fundo e, em algumas situações, como a suspensão das negociações das cotas ou a falha nos processos de emissão e resgate, os investidores podem enfrentar dificuldades para acessar seus recursos.

Portanto, antes de investir em ETFs, como o BOVA11, o investidor deve compreender os riscos. A tabela abaixo lista e explica os principais:

Risco Descrição
Risco de Descolamento de Rentabilidade O ETF pode não acompanhar exatamente o índice de referência devido a taxas de administração, ajustes de composição da carteira e diferenças temporais na atualização do índice.
Risco de Liquidez A negociação de cotas do ETF pode ser limitada, com a possibilidade de não haver volume suficiente de negociação no mercado secundário, dificultando a compra e venda das cotas.
Liquidez dos Ativos da Carteira A venda das ações que compõem o ETF pode ser dificultada se os ativos não tiverem liquidez no mercado. Isso pode afetar os resgates do ETF.
Risco de Investimento em Renda Variável Como o ETF investe em ações, está exposto à volatilidade do mercado de renda variável, o que pode resultar em perdas de capital.
Risco de Desvio entre Preço de Mercado e Valor Patrimonial O preço de mercado das cotas do ETF pode ser superior ou inferior ao valor patrimonial (valor das ações no fundo), o que pode gerar ágio ou deságio nas negociações.
Risco de Emissão e Resgate O processo de emissão e resgate de cotas pode ser complicado, pois exige a negociação de lotes mínimos de cotas e pode não ser possível resgatar as cotas em dinheiro diretamente.
Descontinuidade do Índice de Referência Se o índice de referência do ETF for descontinuado, o fundo pode ser liquidado ou seu objetivo de investimento alterado, afetando o valor das cotas.
Suspensão da Negociação das Cotas A negociação das cotas do ETF pode ser suspensa pela CVM ou pela B3, o que pode impactar a liquidez e o preço das cotas no mercado.
Risco de Falha no Fornecimento do Índice Se houver erros ou atrasos no fornecimento do índice de referência, isso pode afetar a precisão do ETF, prejudicando os investidores.
Risco de Desempenho do Setor O ETF pode ter uma performance inferior se o setor de mercado representado pelo índice de referência tiver um desempenho ruim em comparação a outros setores.
Licenciamento de Marca Caso a licença de uso das marcas da BM&FBOVESPA seja rescindida ou não renovada, isso pode afetar o funcionamento do ETF, exigindo alterações no fundo.

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