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Educação Financeira

Vale esperar o dólar cair? Conheça a estratégia que reduz riscos em tempos de guerra

A tática, que consiste em fazer aportes regulares independentemente da cotação dos ativos, pode ajudar a suavizar efeitos da volatilidade

Por Beatriz Rocha

17/05/2026 | 7:00 Atualização: 14/05/2026 | 14:08

Estratégia do dólar médio vira refúgio para investidor em meio à volatilidade do mercado com a guerra. Foto: Adobe Stock
Estratégia do dólar médio vira refúgio para investidor em meio à volatilidade do mercado com a guerra. Foto: Adobe Stock

O conflito no Oriente Médio tem provocado oscilações em diferentes ativos ao redor do mundo. Desde a escalada da guerra, o mercado viu o Ibovespa se aproximar dos 200 mil pontos, mas também acumular sessões consecutivas de queda. Viu o dólar bater R$ 5,31 no início de março e depois recuar abaixo de R$ 4,9 em maio. Ainda, as bolsas de Nova York caíram ao menor nível desde agosto e, pouco mais de um mês depois, renovaram máximas históricas.

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Investir num momento como esse demanda cautela. Muitos aguardam uma janela favorável, como a queda do dólar, para fazer aportes, mas ficar sempre à espera de um “timing” perfeito pode prejudicar a estratégia de investimentos. Em vez disso, analistas recomendam uma outra tática: a do dólar médio – ou, em inglês, Dollar-Cost Averaging (DCA).

Ao seguir essa linha, o investidor realiza aplicações regulares em um determinado ativo, sem tentar acertar a melhor cotação para investir tudo de uma vez. Segundo Marcela Rocha, diretora de investimentos da Avenue, essa estratégia traz mais previsibilidade e diminui riscos. “Ela é mais eficiente do ponto de vista comportamental: o investidor não fica com a sensação de que perdeu a janela de oportunidade nem com o arrependimento de que deveria ter feito aportes em um nível diferente”, destaca.

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A diretora de investimentos diz ainda que a estratégia do dólar médio não garante sempre um retorno maior, mas permite que o investidor tenha exposição a um determinado ativo em diferentes cenários.

  • Leia mais: O que está por trás da queda do dólar e o que esperar do câmbio em 2026, segundo a XP

Usando o exemplo de uma pessoa que desejava aplicar R$ 24 mil em dólares ao longo de 12 meses, investindo R$ 2 mil por mês. Ela deu início à estratégia em maio de 2025. Nesse mês, o dólar estava a R$ 5,71, então os R$ 2 mil compravam cerca de US$ 350,26. Em junho, a cotação caiu para R$ 5,43 e, com o mesmo valor, era possível comprar US$ 369,68.

Em alguns períodos, o dólar estava mais caro, em outros, mais barato, mas o investidor manteve a disciplina e comprou a mesma quantia em reais em todos os meses. Em 2025 e 2026, as cotações foram estas nos últimos dias úteis de cada mês:

  • Maio de 2025: R$ 5,71, investidor comprou US$ 350,26;
  • Junho de 2025: R$ 5,43, investidor comprou US$ 369,68;
  • Julho de 2025: R$ 5,60, investidor comprou US$ 357,14;
  • Agosto de 2025: R$ 5,42, investidor comprou US$ 369;
  • Setembro de 2025: R$ 5,32, investidor comprou US$ 375,94;
  • Outubro de 2025: R$ 5,38, investidor comprou US$ 371,75;
  • Novembro de 2025: R$ 5,33, investidor comprou US$ 375,23;
  • Dezembro de 2025: R$ 5,49, investidor comprou US$ 364,30;
  • Janeiro de 2026: R$ 5,25, investidor comprou US$ 380,95;
  • Fevereiro de 2026: R$ 5,13, investidor comprou US$ 389,86;
  • Março de 2026: R$ 5,18, investidor comprou US$ 386,10;
  • Abril de 2026: R$ 4,95, investidor comprou US$ 404,04.

Ao longo desses 12 meses, a pessoa investiu R$ 24 mil e comprou um total aproximado de US$ 4.494. Isso significa que o dólar médio ao final do período ficou em torno de R$ 5,34. Se tivesse comprado tudo de uma vez em maio de 2025, teria cerca de US$ 4.203, US$ 291 a menos do que o valor final.

Por outro lado, se esse investidor tivesse concentrado toda a compra de dólares apenas em abril de 2026, teria acumulado US$ 4.848. Embora o resultado seja superior ao obtido com a estratégia do dólar médio, quando o plano começou a ser adotado, um ano antes, seria difícil prever que a moeda americana chegaria ao patamar de R$ 4,95 em abril de 2026. Para se ter uma ideia, em maio de 2025, as projeções do Boletim Focus indicavam que o dólar encerraria 2026 em R$ 5,90.

Estratégia vai além do dólar

Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, explica que a estratégia do dólar médio faz sentido para diferentes perfis de investidores. No caso dos iniciantes, ajuda a criar disciplina e reduz erros comportamentais, como tentar prever o valor máximo e mínimo de um ativo.

Para os experientes, a tática é útil em contextos de incerteza macroeconômica e alta volatilidade, como tem acontecido nos últimos meses com o conflito no Oriente Médio. “Não representa uma estratégia ‘básica’, mas sim uma ferramenta de gestão de risco e disciplina”, diz Praça.

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Apesar do nome, o conceito não se limita ao dólar. Ele pode ser aplicado a praticamente qualquer classe de ativo: ações brasileiras, ações internacionais, fundos de investimento e até renda fixa. O princípio funciona da mesma forma: dividir o capital em parcelas e investir de forma recorrente.

O câmbio representa a utilização mais frequente dessa estratégia, por se tratar de uma das variáveis mais difíceis de prever, dada a alta volatilidade. Mas títulos de renda fixa, a depender da liquidez dos ativos, também sofrem com oscilações. O mesmo vale para ações, cuja volatilidade varia conforme o setor, o porte da empresa e o país a que a companhia está exposta.

  • Veja: Seus dólares podem render até a data da viagem: veja como funciona a conta remunerada

No caso de ativos dolarizados, a estratégia ajuda a controlar a taxa de câmbio na qual as remessas são feitas. O investidor que investe em ações do S&P 500, por exemplo, está exposto tanto à variação dos ativos quanto à oscilação do dólar em relação ao real. “A estratégia do dólar médio é uma forma de, ao menos no curto prazo, suavizar esse componente cambial do retorno ao longo do tempo”, explica Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

Segundo especialistas, a tática só perde eficácia quando os ativos estão em tendência clara de alta, no chamado bull market, e o investidor tem todo o capital disponível para fazer uma aplicação maior e concentrada.

Plano de investimento exige disciplina

Para montar uma estratégia de dólar médio, Praça, da ZERO Markets Brasil, afirma que o ponto de partida é a previsibilidade financeira. “O investidor deve definir um valor que consiga aplicar com consistência – por exemplo, entre 10% e 20% da renda mensal. A quantia varia conforme a realidade de cada pessoa”, explica.

Na construção do plano, ganha relevância a asset allocation — ou seja, a distribuição do patrimônio entre diferentes classes de ativos, como renda fixa, ações locais e investimentos internacionais. Nessa etapa, o investidor define os percentuais-alvo para cada modalidade.

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Depois, chega o momento de estabelecer a periodicidade dos aportes. O modelo mais comum é o mensal, por acompanhar o fluxo de renda, como o recebimento do salário, mas há quem opte por aplicações quinzenais ou até semanais.

Para Shahini, da Nomad, com o plano definido, o ponto mais importante envolve manter a disciplina e seguir a estratégia do dólar médio sem abrir espaço para decisões baseadas no “timing” do mercado. “Investir é um exercício de longo prazo e a grande vantagem do investidor está justamente em cultivar essa mentalidade”, afirma.

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