Há no mercado, porém, alguns investimentos que se destacam pelo fato da isenção do IR, mantendo uma boa performance sem ter uma parte do seu rendimento “mordido” pelo leão. De acordo com o especialista em investimentos e finanças pessoais, Renan Diego, esses investimentos atraem pessoas de diferentes perfis por conta da maximização dos ganhos e diversificação do portfólio, já que elas não perdem nada do valor investido.
Há títulos isentos de IR que podem ajudar a manter a rentabilidade da carteira acima de 1% ao mês. Veja as sugestões do educador financeiro:
- Letras de Crédito Imobiliário (LCI)
- Letras de Crédito do Agronegócio (LCA)
- Debêntures Incentivadas
- Certificado de Recebível imobiliário (CRI)
- Certificado de Recebível do Agronegócio (CRA)
- Rendimentos de Fundos Imobiliários (FII)
Além da isenção, algumas aplicações podem ter liquidez diária e a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), como nos LCIs e LCAs.
Para declarar os investimentos, o contribuinte do IR deve informar no espaço “Bens e Direitos” o Informe de Rendimentos das aplicações de renda fixa, documento fornecido obrigatoriamente por toda instituição financeira.
Já na renda variável, o controle desses investimentos é responsabilidade do investidor e, nesses casos, a recomendação é que se tenha um contador para acompanhar a entrega dos documentos.
Mudanças do governo podem afetar os investimentos?
Recentemente, o governo federal decidiu, via Conselho Monetário Nacional (CMN), fechar as brechas que permitiam a emissão de cinco classes de títulos da renda fixa com isenção do imposto. Vale ressaltar, no entanto, que a isenção dos rendimentos não foi alterada.
Com a novidade, LCI e LCA, que tinham carência de 90 dias e depois poderiam entrar com liquidez diária, possuem agora prazo mínimo de carência de 12 meses (LCIs) e 9 meses (LCAs). Segundo o especialista, essa alteração acaba atrapalhando o investimento de pessoas que têm pouco dinheiro e querem investir a curto prazo.
O governo também restringiu a quantidade de emissões desses ativos, logo, isso diminui a quantidade de ativos disponíveis e as taxas tendem a diminuir e ficar mais conservadoras, e a rentabilidade tende a ficar menor. Diego reforça que a medida afasta os investidores da renda fixa, pois eles são atrelados ao CDI, que têm a taxa Selic como referência. Como o mercado já projeta a queda da taxa até o fim deste ano, a perspectiva não anima os investidores.
No final do ano, a expectativa é de que o BC delimite a Selic entre 8% e 9%, esse quadro deve levar as taxas a caírem, impactando diretamente no valor recebido pelo investidor da renda fixa. “Isso deve fazer com que os investidores recorram a Bolsa de Valores, principalmente em fundos imobiliários, que são isentos de Imposto de Renda”, diz.