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Investimentos

Confira quais ações o investidor deve manter distância neste ano

De acordo com os especialistas, os papéis das varejistas e das estatais não são recomendados

Por Mateus Apud

06/01/2021 | 8:58 Atualização: 06/01/2021 | 8:58

Homens sentados acompanhando o pregão da B3 (FOTO:Divulgação)
Homens sentados acompanhando o pregão da B3 (FOTO:Divulgação)

O ano de 2020 foi marcado por uma grande volatilidade e discrepância no desempenho das ações que compõem o Ibovespa. Enquanto o índice subiu 2,92%  no agregado do ano, as 77 ações que fazem parte do IBOV se dividiram entre 31 com valorização e 46 em queda. Do lado positivo, quatro papéis tiveram performance superior a 100%. Já do negativo, cinco caíram mais de 50%.

Leia mais:
  • Onde Investir em 2021: As ações mais indicadas para o investidor
  • Fim do auxílio emergencial deve impedir alta nas ações de Magalu, Via Varejo e Ambev
  • As ações que pagam bons dividendos mais recomendadas para janeiro, segundo 7 corretoras
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Para este ano, a perspectiva é que o principal índice da B3 tenha um desempenho superior. Segundo estimativas do mercado, o Ibovespa deve alcançar o patamar dos 130 mil pontos, o que representa um potencial de valorização de cerca de 9,3%, ante o fechamento do mercado desta segunda-feira (4), aos 118.854,71 pontos.

Apesar disso, os ativos que compõem o índice devem apresentar desempenhos diferentes, assim como foi em 2020. Ou seja, enquanto algumas possuem um grande upside para 2021, outras não devem ter um ano fácil.

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Por isso, o E-Investidor conversou com especialistas do mercado para saber quais são as ações que os investidores devem ficar longe em 2021. “As pessoas devem ficar atentas com setores que estão mais sujeitos a volatilidade externas ao mercado”, diz Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Nova Futura Investimentos.

Ações ligadas ao varejo

Com o fim do auxílio emergencial e o desemprego em alta, de 14,3% no terceiro trimestre de 2020, segundo dados do IBGE, Igor Cavaca, analista de investimentos da Warren, acredita que as ações do varejo devem ter seus ganhos limitados. “Esses dois fatores podem impactar diretamente o setor no próximo ano”, afirma.

Com a diminuição da renda, também é esperado que o consumo do varejo seja reduzido, o que fará sua recuperação levar mais tempo em comparação a outros setores do mercado. Neste cenário, o analista pontua que os papéis ligados ao varejo físico serão os mais prejudicados.

Mesmo com uma vacina, que pode ajudar a recuperar o setor como um todo, ativos deste segmento também sofrem com a mudança do hábito de consumo da população, que está agora mais familiarizada com o digital. “Essa tendência é cada vez maior e cada vez mais o varejo físico será impactado”, diz o analista da Warren.

No Ibovespa, as ações mais dependentes do varejo físico são Hering (HGTX3) e Lojas Renner (LREN3). Fora do índice as empresas mais conhecidas são C&A (CEAB3) e Burger King (BKBR3).

Ações de estatais

Para o economista-chefe da Nova Futura, o setor que os investidores devem ficar longe em 2021 é o de empresas estatais. Isso porque o custo benefício de ter estes papéis no portfólio não vale a pena, pois a boa rentabilidade depende das privatizações, que por sua vez dependem de um cenário político calmo.

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“Acredito que teremos um primeiro semestre difícil na política e temos ações que prometem boas performances. Então, não tem porque ficar à mercê da vontade política nos investimentos”, diz Silveira.

O especialista pontua, no entanto, que essa visão não se aplica para Petrobras (PETR3 e PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3), porque ambas são companhias que não serão privatizadas. Portanto, não sofrem com o impasse de serem vendidas ou não.

As estatais do Ibovespa que os investidores devem deixar de lado em 2021 são: Eletrobras (ELET3 e ELET6), Sabesp (SBSP3), Copel (CPLE6) e Cemig (CMIG4).

Para o investidor que pretende apostar no “sobe no fato e cai no boato”, Silveira aconselha que não é uma boa técnica. “Tentar aproveitar da expectativa de mercado, momentos curtos de alta, é muito difícil”, comenta o economista-chefe da Nova Futura.

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