ITUB4 R$ 24,90 +0,57% EURO R$ 6,46 +1,01% DÓLAR R$ 5,54 +0,61% MGLU3 R$ 14,32 -1,65% BBDC4 R$ 21,70 +1,97% GGBR4 R$ 28,17 +0,00% IBOVESPA 114.428,18 pts -0,19% PETR4 R$ 29,49 -0,37% ABEV3 R$ 15,62 +0,58% VALE3 R$ 79,90 -0,97%
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Mercado

Ibovespa encerra 2020 com valorização de 2,92%. Veja o que esperar do índice para 2021

Apesar da crise causada pela pandemia da covid-19, principal índice da bolsa brasileira encerra o ano aos 119.017,24 pontos, patamar próximo ao seu pico histórico

Painel eletrônico exibe cotações da Bolsa de Valores brasileira
Painel da B3. (Amanda Perobelli/ Reuters)
  • Ibovespa despencou mais de 45% até seu pior momento na crise, mas conseguiu zerar suas perdas do ano e encerrou 2020 próximo do seu patamar mais alto
  • CSN (CSNA3), Weg (WEGE3), PetroRio (PRIO3), Magazine Luiza (MGLU3) e Bradespar (BRAP4) são os destaques positivos do ano. IRB Brasil (IRBR3), Cogna (COGN3), Embraer (EMBR3), Cielo (CIEL3) e CVC (CVCB3), os negativos
  • Perspectivas para 2021 são positivas, mas histórico das projeções costumam destoar da realidade

(Mateus Apud e Luiz Felipe Simões) – Com o fim do pregão desta quarta-feira (30), o Ibovespa encerra a semana, o mês e também o ano da bolsa brasileira. Marcado por uma grande volatilidade do principal índice da B3, 2020 ficará para sempre na memória dos investidores.

Afinal, o IBOV iniciou o ano com boas perspectivas, mas despencou mais de 45% até o final de março devido a pandemia da covid-19 e muitos acreditavam que ele encerraria o ano no campo negativo. Surpreendendo a todos, no entanto, o índice subiu mais 82% e zerou as perdas do ano no dia 15 de dezembro.

O bom momento continuou na última quinzena do mês e o Ibovespa até chegou a ultrapassar seu pico histórico de fechamento nas últimas sessões do ano, mas perdeu força a não conseguiu segurar o patamar.

No agregado de 2020, o Ibovespa teve alta de 2,92%, aos 119.017,24 pontos. O patamar mais alto do índice foi no dia 23 de janeiro, aos 119.527,63 pontos. Dentre as 77 ações que compõem o índice, 31 delas encerram o ano com valorização e 46 em desvalorização.

Os principais destaques positivos do ano foram CSN (CSNA3) 125,73%, a R$ 31,85; Weg (WEGE3), 120,17%, a R$ 75,74; PetroRio (PRIO3), 112,31%, a R$ 70,19; Magazine Luiza (MGLU3), 109,84%, a R$ 24,95;  e Bradespar (BRAP4), 72,98%, a R$ 63,71.

Na outra ponta, as piores performances foram de IRB Brasil, (IRBR3) -76,90%, a R$ 8,18; Cogna (COGN3), -59,49%, a R$ 4,63; Embraer (EMBR3), -55,14%, a R$ 8,85; Cielo (CIEL3), -51,46%, a R$ 4; e CVC (CVCB3), -50,06%, a R$ 20,58.

Perspectivas do Ibovespa para 2021

Para o ano que vem, os analistas têm boas perspectivas para o Ibovespa, principalmente com a chegada de uma vacina e também da retomada da economia. “É um movimento de continuidade do bom momento vivido nestes últimos meses”, explica França.

Reunimos abaixo as perspectivas dos analistas e também os motivos que embasam suas teorias para 2021.

  • Ágora Investimentos – Sem estimativas por enquanto – “Temos uma visão positiva para 2021. Ao olharmos para a composição do Ibovespa, principalmente as Blue Chips, com ações dos grandes bancos, Petrobras, Vale e B3, estamos falando de um peso bem relevante no índice. Apenas considerando esses nomes,  já vemos um potencial bem grande de upside para 2021”, explica França;
  • Guide – 135 mil pontos – “Temos uma Bolsa muito dependente de commodities. A perspectiva para 2021, mesmo que haja um enfraquecimento do dólar, é que as commodities se mantenham com o preço elevado no mercado internacional. Esse efeito, somado com a liquidez global, nos leva acreditar que 2021 será um ano forte para a bolsa”, explica Esteter;
  • BTG Pactual – de 81 mil e 151 mil pontos – “A maior preocupação dos investidores é a situação fiscal do Brasil, principalmente, com a inabilidade e/ou falta de vontade do governo e do Congresso em cortar gastos e aprovar reformas estruturais para consolidar as contas do país”, dizem Carlos Sequeira e Osni Carfi, analistas do BTG.

Histórico das projeções

Os analistas do mercado financeiro já fizeram as suas apostas para o saldo do Ibovespa em 2021. Considerando o sobe e desce do principal índice da bolsa brasileira ao longo deste ano, essa tarefa é no mínimo complicada

O índice é extremamente sensível às notícias do mercado e também aos fatores macroeconômicos. No ano passado, por exemplo, as projeções indicavam que o fechamento do Ibovespa neste ano estaria entre 135 mil e 140 mil pontos. Nem os mais pessimistas imaginavam que a pandemia provocada pela covid-19 seria tão grave quanto foi.

Nos últimos três anos, as projeções para o Ibovespa flutuaram bastante e não foram certeiras.

  • 2017 fechou em 76 mil pontos e a expectativa média para o ano seguinte era de 87 mil pontos (-12,65%);
  • 2018 fechou em 87 mil pontos e a expectativa para o ano seguinte era de 130 mil pontos (-33,1%);
  • 2019 – fechou em 115 mil pontos e a expectativa para o ano seguinte era de 135 mil (-14,8%) a 140 mil pontos (-17,85%).

No dia 17 de dezembro, o BTG Pactual (BPAC11) divulgou as suas estimativas para 2021: o banco projeta o Ibov entre 81 mil e 151 mil pontos. De acordo com a instituição, a discrepância é grande, pois existem muitos cenários que dependem do encaminhamento da questão fiscal no País.

Para Ricardo França, analista da Ágora Investimentos, o mercado está sempre antecipando os fatos. “Quando você fala que tem expectativas positivas para 2021, não é uma novidade para ninguém. Os investidores esperam isso, assim como os analistas também e o mercado”, diz.

Na prática, quando os especialistas entendem que há algum tipo de frustração nas expectativas, há um reajuste nas previsões.

“Ninguém podia prever uma pandemia do tamanho que foi. Isso foge totalmente do comum e não há nenhum cenário básico que consiga prever esses eventos aleatórios”, afirma França.

Por que as previsões destoam da realidade

Para Henrique Esteter, analista da Guide Investimentos, prever o Ibovespa é diferente de estipular preço-alvo de uma ação. “Ao colocar o preço-alvo em uma ação, você está imerso em todos os fundamentos da empresa. Mas, quando faz isso em um índice, deve-se colocar muitos outros atributos na conta, como desempenho médio das empresas no ano, cenário político econômico, entre outros fatores”, explica.

Se para analisar corretamente uma ação é importante olhar receita, Ebitda, gastos, despesas, lucro, entre uma série de outros indicadores, para analisar um índice, é necessário considerar as empresas que o compõem, além dos fatores macroeconômicos.

“A projeção tem que ser além do previsível. Como o mercado está sempre antecipando os fatos, é preciso ter uma visão 360°, considerando vários aspectos, não só na economia, como também na análise individual das ações”, diz.

Nem tudo está escrito em pedra. Por isso, é normal casas de análises, bancos e outros especialistas que tentam prever o sobe e desce da bolsa brasileira, revisitarem seus relatórios e fazerem correções com base em análises mais atuais.

Um exemplo disso é a própria pandemia, que forçou os analistas a fazerem correções “Sempre há algum fator que surge como surpresa. Já tivemos impeachment, eleições polêmicas e por aí vai”, afirma Henrique Esteter, analista da Guide Investimentos.

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