• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

Como a aquisição da AES Brasil vai impactar os dividendos da Auren (AURE3)

Negócio está alinhado com a intenção da companhia de ganhar espaço no setor de geração, mas dividendos vão cair

Por Luíza Lanza

17/05/2024 | 8:43 Atualização: 20/05/2024 | 10:22

A Auren (AURE3) vem de um bom 2023 quando o assunto é remuneração de seus investidores com dividendos. 
 (Foto: kiri em Adobe Stock)
A Auren (AURE3) vem de um bom 2023 quando o assunto é remuneração de seus investidores com dividendos. (Foto: kiri em Adobe Stock)

A incorporação da AES Brasil (AESB3) pela Auren (AURE3), anunciada na quarta-feira (15), vai criar a terceira maior companhia de geração de energia do País, em um negócio de R$ 30 bilhões. A operação foi bem recebida por investidores e corrobora com as ambições da Auren de ampliar sua fatia no mercado brasileiro. Mas deve criar um efeito colateral negativo para seus acionistas, ao menos no curto prazo: a redução do pagamento de dividendos.

Leia mais:
  • Fusão entre Auren e AES: como fica o acionista agora?
  • Empresa de energia pode deixar o País após 28 anos e dar lucro a acionistas
  • Auren e AES Brasil anunciam fusão da 3ª maior geradora do País em negócio de R$ 30 bilhões
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A Auren vem de um bom ano quando o assunto é remuneração de seus investidores. Em 2023, a companhia teve uma distribuição extraordinária de R$ 1,5 bilhão e conseguiu entregar a seus acionistas um pagamento anual total de R$ 3,00 por ação. Mas o cenário pode não voltar a se repetir em 2024.

A companhia estava “sentada no caixa”. Depois dos resultados do 1º trimestres de 2024, alguns analistas inclusive passaram a se questionar quais seriam os planos para tanto dinheiro e que haveria espaço para uma nova distribuição de dividendos extraordinária, caso não existissem novos projetos sendo desenvolvidos.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Esse era o cenário antes do anúncio da aquisição da AES, explica Bruno Oliveira, analista do AGF. “A Auren estava extremamente desalavancada, com um caixa muito robusto, um cronograma de amortização extremamente saudável, uma taxa de conversão extremamente elevada e resultados sólidos. Havia ao menos espaço para que uma nova distribuição pudesse acontecer”, diz.

Sem a AES na conta, o AGF tinha uma projeção de pagamento de R$ 0,72 por ação da Auren em 2024, o equivalente a um dividend yield perto de 6,3% para o ano.

Agora, com a incorporação da AES, essa projeção terá que ser revisada. Isso porque a companhia adquirida se encontra em um momento operacional e financeiro menos favorável, com endividamento elevado – um ponto que já aparece nas análises e deve ser a prioridade de parte do caixa da Auren, reduzindo o espaço para que os valores sejam distribuídos a investidores por meio de dividendos extraordinários.

Na visão do analista do AGF, no entanto, é cedo para determinar o tamanho desse impacto. Mas as primeiras contas já começaram a surgir no mercado.

Publicidade

Para o BTG Pactual, a remuneração de dividendos deve perder seu peso dentro da tese de AURE3. O entendimento é que a operação visa fornecer um portfólio mais diversificado, capitalizar sinergias significativas e economias de escala, aumentando a presença no mercado e a eficiência operacional. Ainda assim, acontece em um contexto em que a expansão das energias renováveis ​​é pressionada pelos preços baixos de energia, aumento das taxas de juros e condições de vento mais fracas.

“O mercado tem uma visão bastante desfavorável dos ativos da AES, dados os recentes problemas operacionais e sua significativa exposição a eventos de restrição”, ressalta o relatório do banco. “Embora o mercado reconheça o histórico de execução da Auren e tenha confiança em sua equipe para implementar essas mudanças, é improvável que pague por isso antecipadamente. O acordo mina um pouco a tese da companhia como um player de dividendos, pelo menos no curto prazo.”

O BTG espera por uma redução no dividend yield da AURE3 nos próximos anos. A remuneração de proventos ao investidor foi na ordem de 10,2% em 2022 e de 14,3% em 2023. Para 2024, a projeção de yield anualizado do banco é de 4,6%, caindo para 2,9% em 2025. Ainda assim, o BTG mantém a recomendação de compra das ações da Auren, com preço-alvo de R$ 14 por papel.

A EQI Research faz uma avaliação parecida. A corretora tem a AURE3 na carteira focada em dividendos e, apesar de gostar da aquisição anunciada, entende que a operação deve resultar em uma diminuição considerável na distribuição de proventos da companhia.

Publicidade

“A empresa tinha uma alavancagem baixa, de apenas 1,8 vezes dívida líquida sobre Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e estava investindo em apenas um novo projeto. A forte geração de caixa era mais do que suficiente para financiar esse investimento e o excedente era distribuído em proventos”, explica Luis Moran, analista da EQI. “Essa realidade muda com a incorporação da AES Brasil, que tem uma alavancagem de 5,3 vezes dívida líquida sobre Ebitda.”

A prioridade da nova companhia deve ser a diminuição deste endividamento e a integração dos novos ativos. Por esse motivo, não há expectativa de que a Auren anuncie novos dividendos extraordinários, como aconteceu em 2023. “Nossa estimativa já era que isso não aconteceria, pois o dividend yield projetado para a ação era de 11% em 2024. Para o investidor que busca pagamentos de proventos elevados e recorrentes, a tese perde atratividade”, destaca Moran.

O negócio

O negócio entre as duas companhias é um dos capítulos finais de uma história de quase 30 anos da AES Brasil com o País. Em janeiro, a empresa especializada em geração de energia renovável e antiga dona da Eletropaulo (atual Enel), anunciou em comunicado ao Mercado que sua controladora americana, AES Corporation, “avalia alternativas para financiar o crescimento da companhia e reforçar sua estrutura de capital”.

Leia também: A empresa de energia que pode deixar o Brasil após quase 30 anos

A operação para a venda da AES Brasil estava em curso há meses e a Auren, que já tinha 5% da companhia, era apontada como um dos potenciais compradores. A proposta de incorporação e futura reorganização societária foi aprovada pelo Conselho de Administração da Auren na noite desta quarta-feira (15).

Publicidade

As companhias informaram que a combinação dos negócios ocorrerá por meio da incorporação de ações, que resultará na conversão da AES Brasil em subsidiária integral da Auren, que terminará como a única empresa listada no Novo Mercado da B3. Os acionistas com AESB3 na carteira ganharam três opções para converter as posições em uma combinação de caixa e papéis AURE3; demos os detalhes aqui.

A notícia causou impactos diferentes nas duas companhias. As ações da AES Brasil tiveram uma alta de 1,35% no pregão desta quinta-feira (16), encerrando o dia cotadas a R$ 11,13. A Auren, por sua vez, viu os papéis caírem 1,66% na Bolsa, a R$ 11,83.

Na avaliação da Genial Investimentos, a operação é positiva para a AES, porque destrava um prêmio próximo a 18% em relação ao preço de tela dos papéis, se os investidores aceitarem a 3ª opção proposta pelo acordo. Além disso, dá aos investidores da companhia a chance de migrar para um case “muito mais interessante”, explica o analista Vitor Sousa.

Para a Auren, no entanto, a visão já não é tão positiva. A Genial comenta que o grupo AES já anunciou o seu interesse em aceitar a terceira opção, com o pagamento de R$ 11,55 por ativo. Mas, na visão da corretora, a AURE3 deveria estar sendo avaliada acima dos R$ 15,16 para ser atrativa para o investidor da AES. Ou seja, um prêmio de 26% em relação ao preço de fechamento de quarta-feira, acima do prêmio de 18% oferecido pela empresa para quem está na AES.

Publicidade

“Nesse ponto reside o desafio da operação: para que os acionistas da AES aceitem em massa as opções que envolve troca de ações (opção 01 e 02), vão ter que considerar como premissa a Auren tenha um preço justo de R$ 15,16 por ação ante preço de fechamento das ações na noite de hoje, na casa dos R$ 12,03, o que é pouco provável e deve levar os investidores a terceira opção, o que pode pressionar o endividamento da nova empresa a ser formada”, ressalta Sousa.

O que fazer com as ações? Contamos nesta outra reportagem.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • AES Brasil
  • aesb3
  • AURE3
  • Auren Energia
  • Conteúdo E-Investidor
  • dividend yield
  • Dividendos
Cotações
19/02/2026 10h52 (delay 15min)
Câmbio
19/02/2026 10h52 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Como comprar dólar e pagar menos no exterior: os melhores apps e contas globais para viajar em 2026

  • 2

    BC decreta liquidação do Banco Pleno, de ex-sócio do Master; veja o que fazer se você tem CDB ou dinheiro na instituição

  • 3

    Ibovespa hoje fecha em queda em dia de liquidação do Banco Pleno, pressão sobre Vale e ata do Fed

  • 4

    Carnaval: bancos têm modo de proteção para golpes; veja como ativar nos apps

  • 5

    Como recuperar dinheiro do Banco Pleno após liquidação: veja passo a passo do FGC

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que muda na apuração anual?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que muda na apuração anual?
Imagem principal sobre o IPVA 2026 Ceará: é possível ter desconto no pagamento?
Logo E-Investidor
IPVA 2026 Ceará: é possível ter desconto no pagamento?
Imagem principal sobre o IPVA 2026 Ceará: veja o calendário de vencimento das cinco parcelas
Logo E-Investidor
IPVA 2026 Ceará: veja o calendário de vencimento das cinco parcelas
Imagem principal sobre o Saque FGTS: veja 3 documentos necessários para o trabalhador avulso
Logo E-Investidor
Saque FGTS: veja 3 documentos necessários para o trabalhador avulso
Imagem principal sobre o Imposto de Renda MEI: onde consultar o recibo após a entrega da DASN?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda MEI: onde consultar o recibo após a entrega da DASN?
Imagem principal sobre o IPVA 2026 Bahia: como efetuar o pagamento?
Logo E-Investidor
IPVA 2026 Bahia: como efetuar o pagamento?
Imagem principal sobre o IPVA 2026 Bahia: veja o calendário de vencimento das parcelas
Logo E-Investidor
IPVA 2026 Bahia: veja o calendário de vencimento das parcelas
Imagem principal sobre o Imposto de Renda MEI: como fazer a declaração de 2026?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda MEI: como fazer a declaração de 2026?
Últimas: Investimentos
BTG sobre Totvs: IA pode abrir mercado 20 vezes maior e ação tem potencial de alta de 40%
Investimentos
BTG sobre Totvs: IA pode abrir mercado 20 vezes maior e ação tem potencial de alta de 40%

Analistas compram ideia de executivos da empresa e afirmam que mercado está equivocado ao tratar a inteligência artificial como risco

19/02/2026 | 10h27 | Por Isabela Ortiz
Liquidação do Banco Pleno: veja perguntas e respostas e o que o investidor deve fazer agora
Investimentos
Liquidação do Banco Pleno: veja perguntas e respostas e o que o investidor deve fazer agora

Decisão do BC acrescenta R$ 4,9 bilhões na conta do Fundo Garantidor de Créditos (FGC); segurador estima 160 mil credores com depósitos elegíveis

18/02/2026 | 14h13 | Por Luíza Lanza
Como recuperar dinheiro do Banco Pleno após liquidação: veja passo a passo do FGC
Investimentos
Como recuperar dinheiro do Banco Pleno após liquidação: veja passo a passo do FGC

Os cerca de 160 mil investidores precisam aguardar lista de credores e solicitar garantia pelo aplicativo do Fundo Garantidor de Créditos

18/02/2026 | 10h13 | Por Isabela Ortiz
CDBs do Banco Pleno chegaram a oferecer 165% do CDI antes da liquidação
Investimentos
CDBs do Banco Pleno chegaram a oferecer 165% do CDI antes da liquidação

Banco Central aponta deterioração financeira e descumprimento de normas do ex-Banco Voiter; veja como funciona o ressarcimento do FGC e o que acontece com CDBs

18/02/2026 | 09h43 | Por Daniel Rocha

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador