No pior momento do dia, o principal criptoativo chegou a faixa dos US$ 31.780,79. O motivo da queda seriam as fortes investidas do governo chinês. Na sexta-feira (18), o Departamento de Energia de Sichuan e a Comissão de Desenvolvimento e Reforma de Sichuan enviaram um documento no qual exigem a suspensão do fornecimento de energia para 26 instalações de mineração de Bitcoin, de acordo com informações da The Block, plataforma de research e notícias de ativos digitais.
Segundo dados da Universidade de Cambridge, em abril de 2020, cerca de 65% da mineração do Bitcoin ocorreu na China, principalmente nas províncias de Xinjiang, Mongólia Interior, Sichuan e Yunnan.
Além disso, nesta segunda-feira, a China anunciou que convocou funcionários de seus maiores bancos para uma reunião para reiterar a proibição do fornecimento de serviços de criptomoedas. Foram convocados representantes do Banco Industrial e Comercial da China Ltd, Banco Agrícola da China Ltd e também do Alipay, provedor de serviços financeiros do grupo Alibaba.
Apesar da queda, a MicroStrategy aproveitou o momento de desvalorização para turbinar ainda mais o seu caixa com o Bitcoin. A companhia de business intelligence adquiriu cerca de 13,005 unidades da criptomoeda por um preço médio de US$ 37,617, totalizando um investimento de Us$ 489 milhões.
Vale lembrar que a MicroStrategy é a companhia com a maior quantidade de Bitcoins em caixa do mundo. Com a mais nova aquisição, passou a ter 105,085 unidades da criptomoeda.