• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

Bradesco Asset: mercado começa a precificar as boas práticas ESG

Ruth Walter, da CFA Society Brazil e Bradesco Asset, fala das tendências e desafios do setor de ESG

Por E-Investidor

27/06/2022 | 18:15 Atualização: 27/06/2022 | 18:44

Ruth Walter, Board Member da CFA Society Brazil e Bradesco Asset (Foto: Divulgação CFA Society)
Ruth Walter, Board Member da CFA Society Brazil e Bradesco Asset (Foto: Divulgação CFA Society)

(Murilo Basso, especial para o E-Investidor) – Empresas com boas práticas ambientais, sociais e de governança corporativa –  que formam o famoso tripé ESG – são as que irão sobreviver no longo prazo e devem estar no radar dos investidores.

Leia mais:
  • Evento une jovens e CEOs para discutir carreira e liderança feminina
  • Falta de transparência limita investimentos ESG, diz estudo da CVM
  • Grandes bancos querem mais mulheres líderes
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A afirmação é da head de ESG e Inovação da Bradesco Asset Management (Bram), Ruth Walter. Ela é uma das painelistas do Young Women Summit, fórum brasileiro realizado pela Fin4She, com apoio editorial exclusivo do E-Investidor, voltado à promoção da diversidade na carreira de jovens no mercado financeiro e que ocorrerá nos dias 29 e 30 de junho.

Nesta entrevista, a especialista detalha a lógica por trás dos investimentos ESG aos principais desafios que as gestoras enfrentam no país em relação à análise da classe de ativos e a necessidade de se ter mais mulheres atuando no mercado financeiro. Veja os principais trechos da conversa:

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

E-Investidor – O que precisamos ter em mente quando falamos em investimentos ESG?

Ruth Walter – É um movimento que começou mais forte na Europa. Já no Brasil, ganhou tração, coincidentemente ou não, no ano da covid, em 2020. A lógica por trás do ESG é do lucro não apenas pelo lucro, a qualquer custo. Não é abrir mão do retorno financeiro, mas investir em empresas que tenham boas práticas ambientais, sociais e de governança corporativa, empresas éticas e transparentes, que, no fim do dia, são as organizações que irão permanecer por mais tempo. Já vimos vários casos de companhias que estão saudáveis financeiramente, mas, quando se veem envolvidas em algum escândalo, despencam. O mercado está começando a precificar essas boas práticas.

E como as práticas sustentáveis afetam os ativos?

Walter – Uma empresa está barata, por exemplo, pode ter um risco de governança muito alto, então o melhor é não investir. Há 10 anos, os riscos climáticos e sociais não eram levados tão em conta na hora de selecionar investimentos, mas os gestores estão começando a incorporar essas questões nos processos. Por exemplo, fala-se muito em aquecimento global, emissões de gases poluentes, efeito estufa, créditos de carbono. Se eventualmente o governo começar a taxar as emissões de carbono, essa empresa que estava com um lucro aparente vai ter uma despesa a mais que não estava prevista, então é esperado que o gestor do fundo de investimento esteja ciente desse risco.

Publicidade

A mentalidade do investimento ESG é a de que você não vai deixar de investir em uma empresa boa, mas evitar uma companhia que traz mais risco. A tendência é deixar a carteira mais “defensiva”, protegida de quedas mais acentuadas, porque as empresas com boas práticas ESG tendem a se perpetuar mais.

O ESG é uma tendência que veio para ficar ou ainda é visto como um interesse passageiro?

Walter – Entendo que o mercado oscila nesse sentido de interesse, mas penso que é uma tendência que veio para ficar. Para o bem ou para o mal, temos visto cada vez mais exemplos de empresas que têm quedas em função de alguma controvérsia, seja ambiental, social ou de governança. Isso não vai desaparecer de uma hora para outra, até porque na Europa a regulação está avançando, especialmente para evitar o greenwashing. Aqui no Brasil também está começando uma maior regulamentação, para que o investidor entenda melhor no que está investindo, já que ESG é um termo muito amplo.

O que vemos atualmente é uma tendência de integração do ESG no processo de investimento, que funciona mais ou menos assim: uma determinada empresa polui muito, a “fotografia” atual está péssima, mas eu vou investir e ajudar essa companhia para que ela melhore em suas práticas ambientais. Importante ressaltar que as empresas listadas na bolsa recebem um olhar maior não só dos investidores, mas da mídia e, consequentemente, da sociedade em geral. Já vi casos de organizações que, simplesmente, fecham capital, porque aí vai ter menos gente em cima, e continuam poluindo.

Publicidade

O ESG é um tripé e, em tese, deveria ser equilibrado. A prática, porém, é diferente. Há algum pilar que se destaca?

Walter –  A governança sempre foi um ponto de preocupação tradicional dos investidores no Brasil. Hoje, o destaque vai mais para o lado ambiental, um reflexo da influência europeia, porque lá as preocupações ambientais são bem maiores do que as sociais. Eu penso que no Brasil deveria ser o oposto, porque temos bem mais problemas sociais do que na Europa, como a pobreza, desigualdade. O problema é que o pilar social é difícil de quantificar, colocar em números. No caso ambiental, conseguimos colocar um preço para o crédito de carbono. Já no âmbito social, como iremos mensurar o risco de uma empresa, traduzir uma controvérsia em valores? É muito difícil precificar o risco social ou a oportunidade.

E qual o efeito financeiro de uma empresa investir na melhoria dos processos?

Quando falamos de ESG, falamos mais de risco (e não tanto de oportunidade), mas o ESG traz potenciais de ganho. Uma empresa que se torna mais sustentável e melhora sua eficiência vai aumentar seu lucro, pois reduzirá custos. Ao melhorar o processo de produção e reduzir o impacto ambiental, há um claro benefício financeiro. Só que quando miramos o social temos dificuldade em fazer essa analogia.

Publicidade

O quão avançado – ou atrasado – está o Brasil em produtos ESG?

Walter – Estamos atrasados, sim, principalmente em relação à Europa, o que dificulta a vida das gestoras de investimentos, porque para fazer análises voltadas a ESG é fundamental ter dados. Se a empresa não divulga esses dados, o gestor vai ter que dedicar um tempo muito grande na busca por eles. As empresas de capital aberto têm balanços auditáveis, mas os relatórios de sustentabilidade não passam pela mesma auditoria, o que significa que eles podem ser maquiados e ter alguma divergência de informação.

Eu sou a favor de mais transparência, mas é preciso tomar cuidado para não encarecer  para as pequenas e médias empresas. Companhias grandes, maduras, têm equipes para isso, mas PMEs, não. Esse é um ponto de atenção: um eventual custo regulatório bastante alto.

Tradicionalmente, o mercado financeiro é um ambiente muito masculino. Como atrair mulheres para a área e por que é importante que esse espaço seja diverso?

Publicidade

Walter – Diversos estudos apontam que empresas com maior diversidade – de um modo geral, não apenas gênero – têm melhores resultados. De forma resumida, isso ocorre porque a diversidade traz perspectivas diversas, olhares críticos diferentes e tudo isso agrega e gera valor. Ou seja, atrair mais mulheres para o mercado financeiro promove um acréscimo em termos de contribuição e pluralidade de perfis. Mas como melhorar esse cenário? Algumas iniciativas apontam um caminho, como o Young Women in Investment, da CFA Society Brazil, que promove cursos para universitárias e tem parceria com algumas instituições financeiras para programas de estágio, para citar um exemplo. O que as mulheres precisam é se sentir incentivadas a participar.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Brasil
  • Conteúdo E-Investidor
  • Empresas
  • Environmental Social and Governance (ESG)
  • Europa
  • Investidores
  • Investimentos
Cotações
14/01/2026 0h00 (delay 15min)
Câmbio
14/01/2026 0h00 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Espera por socorro do FGC faz investidor perder dinheiro com CDBs do Master; veja quanto

  • 2

    O salto que ninguém esperava: as ações que elevaram dividendos em até R$ 8,39 por papel

  • 3

    Bitcoin nunca será dinheiro e, se for, deixará de ser cripto, diz pesquisador

  • 4

    Aposentadoria em 2026: veja o que muda nas regras do INSS e como escolher a melhor opção

  • 5

    “Venezuela é inviável”: ExxonMobil alerta Trump e fecha a porta para bilhões no petróleo

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Tem CDBs do Master? Como acionar o FGC e quando será feito o pagamento
Logo E-Investidor
Tem CDBs do Master? Como acionar o FGC e quando será feito o pagamento
Imagem principal sobre o Benefício de Prestação Continuada (BPC) é uma aposentadoria? Entenda
Logo E-Investidor
Benefício de Prestação Continuada (BPC) é uma aposentadoria? Entenda
Imagem principal sobre o Dupla Sena: como funciona a distribuição dos prêmios?
Logo E-Investidor
Dupla Sena: como funciona a distribuição dos prêmios?
Imagem principal sobre o Onde e até que horas realizar o jogo da Lotomania?
Logo E-Investidor
Onde e até que horas realizar o jogo da Lotomania?
Imagem principal sobre o Entregadores de aplicativo podem ser isentos do Imposto de Renda? Entenda
Logo E-Investidor
Entregadores de aplicativo podem ser isentos do Imposto de Renda? Entenda
Imagem principal sobre o Minas Gerais libera calendário de pagamento do IPVA de 2026
Logo E-Investidor
Minas Gerais libera calendário de pagamento do IPVA de 2026
Imagem principal sobre o Motorista de Uber pode ter isenção do Imposto de Renda? Entenda
Logo E-Investidor
Motorista de Uber pode ter isenção do Imposto de Renda? Entenda
Imagem principal sobre o Tele Sena de Ano Novo: como funciona a modalidade "Número da Sorte"?
Logo E-Investidor
Tele Sena de Ano Novo: como funciona a modalidade "Número da Sorte"?
Últimas: Investimentos
Dois meses de espera por pagamento do FGC transformam CDB do Master em 99% do CDI
Investimentos
Dois meses de espera por pagamento do FGC transformam CDB do Master em 99% do CDI

Valores não são corrigidos desde novembro, data da liquidação do banco; se o FGC não pagar em janeiro, quem comprou um ativo de 120% do CDI vai receber cerca de 97% do benchmark

13/01/2026 | 13h51 | Por Luíza Lanza
Minério a US$ 110 por tonelada é euforia? Genial vê alta passageira e alerta investidores
Investimentos
Minério a US$ 110 por tonelada é euforia? Genial vê alta passageira e alerta investidores

Recente valorização da commodity reflete fatores técnicos e cíclicos, enquanto os fundamentos, especialmente na China, seguem frágeis e limitam a sustentação dos preços, diz corretora

13/01/2026 | 12h11 | Por Isabela Ortiz
RBFF11 anuncia desdobramento de cotas de 1 para 5; veja o que muda para o investidor
Investimentos
RBFF11 anuncia desdobramento de cotas de 1 para 5; veja o que muda para o investidor

Operação terá início nesta sexta-feira (16) e busca aumentar a liquidez do fundo imobiliário

13/01/2026 | 10h31 | Por Daniel Rocha
Caso Banco Master reacende debate sobre regras do FGC; veja o que pode mudar para o investidor
Investimentos
Caso Banco Master reacende debate sobre regras do FGC; veja o que pode mudar para o investidor

Ideias em discussão envolvem mudanças nos critérios de cobertura do fundo e na forma de contribuição de bancos

13/01/2026 | 05h30 | Por Beatriz Rocha

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador