Também presente no painel, Hilde Jennsen, da Nordea Asset Management, relatou que um desafio grande da gestora escandinava é explicar a exposição a empresas que não têm as melhores práticas ESG do mundo ou, no jargão em inglês, que não são “best in class” dos setores.
Jennsen pontua que a discussão e a governança em questões ambientais e sociais estão em diferentes níveis de evolução comparando a Europa, onde os reguladores já criaram e impuseram normativos para as empresas, com América Latina e Ásia. “Vemos diferentes estágio”, diz a executiva da Nordea, que tem investe e engaja com as empresas com o propósito de participar da evolução do negócio sob os critérios ESG.
Do ponto de vista de quem planeja investir obedecendo os filtros ESG, um entrave é a qualidade dos dados das empresas e dos gestores de fundo aos quais um investidor institucional tem acesso, segundo Alessandra Cardoso, consultora independente e mediadora do painel. Cardoso, que trabalhou em um fundo de pensão na Inglaterra, destaca que essa pode ser uma dificuldade real, especialmente, dos institucionais que precisam reportar detalhadamente os investimentos.