• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

Investidores de varejo ganham influência e movimentam o mercado de derivativos

Nas últimas semanas, pequenos compradores adquiriram US$ 37 bi em opções, turbinando a volatilidade das ações

Por E-Investidor

11/09/2020 | 19:20 Atualização: 11/09/2020 | 19:45

Montagem com as marcas de Google, Amazon, Apple e Facebook: cada vez maiores e mais poderosas. (AFP)
Montagem com as marcas de Google, Amazon, Apple e Facebook: cada vez maiores e mais poderosas. (AFP)

(The Economist) – O verão está chegando ao fim no Hemisfério Norte e, com isso, chega também uma dose de realismo. As crianças dizem adeus às férias e se arrastam para as salas de aula. Ratos de praia retornam à cidade. E os investidores do mercado acionário começam a voltar para o planeta Terra. Na média, desde 1950, setembro tem sido o pior mês para as ações americanas.

Leia mais:
  • As duas crises do fundo de Ray Dalio, o maior gestor de hedge do mundo
  • Bolha ou realidade? O que levou as bolsas aos índices pré-covid-19
  • Cinco perguntas para investidores decepcionados
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Será que vai acontecer de novo? A aproximação do outono está trazendo um sopro de volatilidade para os preços dos papéis dos gigantes da tecnologia – sobretudo das cinco “mega-cap”: Alphabet, Amazon, Apple, Facebook e Microsoft.

No final de agosto, essas mesmas empresas haviam empurrado o índice Nasdaq (que concentra companhias do setor) e o S&P 500 (com um mix mais variado) para altas históricas, conforme mostra o gráfico. Depois de uma enfiada de três dias seguidos de vendas, em 9 de setembro o mercado reagiu, sugerindo que os investidores ainda enxergam oportunidades de compra mesmo quando os índices caem.

Publicidade

Nas últimas quatro semanas, pequenos compradores adquiriram US$ 37 bi em opções, turbinando a volatilidade das ações

Mas essa variação violenta evidencia uma mudança na dinâmica do mercado, que pode continuar a alimentar a instabilidade. A mudança é impulsionada por uma rara combinação de negociação de derivativos por investidores de varejo e por compradores de grande calibre.

Há quem diga que os derivativos são “armas de destruição em massa”. Neste caso, as próprias massas se municiaram com as chamadas “call options” – tipo de derivativo que dá ao comprador a opção, mas não a obrigação, de comprar uma ação por um determinado preço, num determinado momento do futuro. Essas opções têm um impacto desproporcional sobre os preços, pois alavancam os investimentos.

Como exemplo, um comprador pode gastar apenas US$ 1.000 para adquirir uma opção capaz de lhe colocar numa posição que vale US$ 10 mil ou US$ 20 mil. Caso o preço da ação ultrapasse o valor determinado antes da data de vencimento da opção, o detentor da “call option” pode comprar a ação pelo preço mais baixo, e embolsar a diferença. Caso contrário, a opção vence e perde efeito.

O valor total nominal das opções negociadas para ações americanas individuais bateu um recorde inédito nas últimas duas semanas de agosto: em média, US$ 335 bilhões por dia, de acordo com o Goldman Sachs. Foi a primeira vez que o volume diário de negociação de opções superou o volume de negociação das ações propriamente ditas. O volume de opções de compra foi mais do que o triplo da média móvel registrada entre 2017 e 2019.

Publicidade

Dois tipos de movimento se destacam nesse cenário. O primeiro é o de investidores institucionais, com destaque para as grandes posições de opções compradas pelo SoftBank – o imenso conglomerado japonês comandado por Masayoshi Son. No dia 4 de setembro o Financial Times publicou um artigo relatando que o SoftBank adquiriu o equivalente a US$ 4 bilhões em opções de empresas americanas de tecnologia. O valor total dos ativos ao quais essas opções se referem é de cerca de US$ 30 bilhões.

O segundo movimento é o rápido crescimento na compra de opções por pequenos investidores – batizado de “efeito Robinhood” numa referência à plataforma digital de mesmo nome onde muitas pessoas físicas vêm apostando.

Do ponto de vista histórico, os grandes pedidos de compra de opções – lotes com mais de dez contratos, com valor superior a US$ 10 mil – sempre foram a fonte dominante no mercado das “call options”. Em 2020, porém, os investidores de varejo, que compram menos de dez contratos por vez, passaram a ocupar uma fatia maior do mercado. Essa tendência se acentuou nas últimas quatro semanas. Nesse período, os pequenos compradores gastaram mais de US$ 37 bilhões em opções de compra. O valor de referência dos ativos dessas opções chega a US$ 500 bilhões, ou até mais. Mesmo que as ações “mega-cap” dos cinco titãs tecnológicos valham, somadas, US$ 6 trilhões, isso ainda confere a esse grupo de investidores uma baita influência no mercado.

Mas afinal: quem é o grande responsável por tamanha volatilidade?

Em primeiro lugar, é preciso considerar que o fluxo dos pequenos compradores é maior em termos de tamanho, embora seja pulverizado entre diversas empresas negociadas em bolsa. Mais importante ainda é o fato de que, embora ambos os perfis de investidores tenham comprado opções, os tipos de negociação são completamente diferentes.

Segundo informações do mercado, as opções adquiridas pelo SoftBank são apostas de longo prazo (três ou seis meses) nas maiores empresas de tecnologia do mundo, como Amazon e Microsoft. Essas opções contam com o chamado “delta hedge”, proteção costumeira para investidores institucionais.

Publicidade

Isso significa que, ao mesmo tempo em que comprou as “call options”, o SoftBank vendeu as ações em questão na mesma proporção da exposição que adquiriu com as opções. Este é um dado importante, pois mostra que os formadores de mercado que venderam as opções ao SoftBank não precisaram proteger sua posição imediatamente – comprando ações, digamos, da Microsoft ou da Amazon.

É um esquema diferente do tipo de opção que costuma ser adquirido pelos investidores de varejo – uma opção “a descoberto”, sem proteção. Volumes consideráveis de opções desprotegidas acabam forçando os formadores de mercado a comprar ações dos papéis em questão, o que cria um ciclo positivo – e possivelmente eufórico – de retroalimentação. Acrescente-se a essa mistura a natureza intrinsecamente efêmera dos derivativos.

O valor de uma opção com vida curta se movimenta no mesmo ritmo acelerado que o preço da ação. À medida que a data de vencimento da opção se aproxima, qualquer aumento no preço da ação torna a opção ainda mais valiosa. Nesse caso, os formadores de mercado que venderam a opção terão de turbinar rapidamente o tamanho da própria proteção, o que impulsiona ainda mais o ciclo de retroalimentação. Essas diferenças contribuem para a possibilidade de que o fluxo vindo dos investidores de varejo tenha sido um propulsor mais potente para a tendência observada em agosto nas ações do setor de tecnologia – mais do que a compra pelo SoftBank.

O uso intenso de derivativos também pode explicar algumas dinâmicas pouco comuns no mercado. Uma vez que as ações tendem a subir mais lentamente, e de forma mais estável (mas, quando caem, caem mais rápido), um mercado em alta costuma ocorrer em períodos de volatilidade em queda. Entretanto, os saltos nos preços de ações nas últimas semanas romperam, pela primeira vez desde 2018, essa correlação entre queda na volatilidade e aumento no preço dos papéis.

Qual o impacto no desempenho futuro das ações de tecnologia?

Considerando a influência da participação vitaminada dos investidores de varejo, é possível esperar que os preços sigam oscilando. Mais do que isso, o mercado entra agora num período em que a volatilidade associada à pandemia pode ser agravada pelas incertezas relacionadas às eleições presidenciais americanas.

Publicidade

Dito isso, boa parte da recuperação das ações de tecnologia depois da baixa registrada em março foi efeito de mudanças estruturais, como intervenções de política monetária ou ajustes no comportamento de consumo causados pelo coronavírus – a exemplo do aumento nas compras online, que favoreceu empresas como Amazon.

Mesmo que a euforia com as companhias tecnológicas, observada durante o verão do norte, diminua com a chegada do outono, talvez não haja motivo ainda para os investidores jogarem a toalha (de praia).

(Tradução: Beatriz Velloso)

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Amazon (AMZO34)
  • Apple (AAPL34)
  • Estados Unidos
  • Facebook (FBOK34)
  • Microsoft (MSFT34)
  • Nasdaq
  • The Economist
Cotações
04/03/2026 9h24 (delay 15min)
Câmbio
04/03/2026 9h24 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje sobe, petróleo dispara e juros avançam com guerra no Oriente Médio; Petrobras ganha mais de 4%

  • 2

    Ibovespa hoje derrete 3,2% e dólar sobe quase 2% em meio à guerra no Oriente Médio

  • 3

    Quem é o investidor estrangeiro que banca o rali do Ibovespa rumo aos 200 mil pontos

  • 4

    "O mercado não é mais de oportunidade geral, é de seleção de papéis”, diz Dalton Gardimam, da Ágora

  • 5

    Escalada da guerra contra o Irã pode desacelerar corte da Selic pelo Copom; veja projeções do mercado

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: como consultar o comprovante de rendimentos do INSS presencialmente
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: como consultar o comprovante de rendimentos do INSS presencialmente
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia 2026: veja quando será o pagamento referente ao mês de janeiro deste ano
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia 2026: veja quando será o pagamento referente ao mês de janeiro deste ano
Imagem principal sobre o IPVA SP 2026: vencimento não caiu em dia útil, o que fazer?
Logo E-Investidor
IPVA SP 2026: vencimento não caiu em dia útil, o que fazer?
Imagem principal sobre o Gás do Povo: como consultar a situação do vale de recarga pelo Portal Cidadão CAIXA
Logo E-Investidor
Gás do Povo: como consultar a situação do vale de recarga pelo Portal Cidadão CAIXA
Imagem principal sobre o Aposentados do INSS: qual grupo recebe hoje (03)?
Logo E-Investidor
Aposentados do INSS: qual grupo recebe hoje (03)?
Imagem principal sobre o Saque-aniversário do FGTS: nascidos em janeiro têm até este dia para retirar valores em 2026
Logo E-Investidor
Saque-aniversário do FGTS: nascidos em janeiro têm até este dia para retirar valores em 2026
Imagem principal sobre o IPVA SP 2026: quais são as consequências do atraso no pagamento?
Logo E-Investidor
IPVA SP 2026: quais são as consequências do atraso no pagamento?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que são as despesas médicas não confirmadas?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que são as despesas médicas não confirmadas?
Últimas:
BlackRock amplia fatia na Gerdau (GGBR4) e passa a deter 10,06% das ações preferenciais
Tempo Real
BlackRock amplia fatia na Gerdau (GGBR4) e passa a deter 10,06% das ações preferenciais

Gestora soma 128,3 milhões de papéis preferenciais, incluindo ADRs, e afirma que posição tem caráter exclusivamente de investimento

04/03/2026 | 09h20 | Por Danielle Fonseca
Dow Jones futuro tenta recuperação em meio à tensão crescente no Oriente Médio
Mercado
Dow Jones futuro tenta recuperação em meio à tensão crescente no Oriente Médio

Investidores acompanham desdobramentos do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã, além de dados de emprego e sinais do Fed sobre a economia americana.

04/03/2026 | 08h58 | Por Daniel Rocha, Silvana Rocha, Patricia Lara e Luciana Xavier
InfinitePay lança carteira compartilhada para dividir despesas; veja como funciona
Tempo Real
InfinitePay lança carteira compartilhada para dividir despesas; veja como funciona

Novidade integra estratégia mais ampla da companhia, de desenvolvimento apoiada por agentes autônomos de inteligência artificial

04/03/2026 | 08h00 | Por Igor Markevich
Kelly Gusmão, da Warren, cria multifamily office para atender mulheres
Investimentos
Kelly Gusmão, da Warren, cria multifamily office para atender mulheres

Ella Wealth ainda tem entre suas sócias Ana Toledo, CEO da gestora Hyperion, e Liana Selles, ex-Stone e Loggi

04/03/2026 | 08h00 | Por Marília Almeida

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador