• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

Marilia Fontes: ‘BC não vai conseguir manter a Selic baixa por muito tempo’

Sócia-fundadora da Nord Research explica caminhos para a Selic no Brasil

Por Jenne Andrade

16/09/2020 | 18:23 Atualização: 30/12/2020 | 10:20

Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Research e colunista do E-Investidor
Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Research e colunista do E-Investidor

Nesta quarta-feira (16), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu pela manutenção da taxa básica de juros em 2%. O resultado vem em linha com o consenso do mercado, de manutenção do valor até o final de 2020. A própria instituição havia divulgado na ata da última reunião, no dia 5 de agosto, que eventuais novos cortes ocorreriam de forma mais espaçada para acompanhar o desempenho da economia – na época, o Comitê reduziu a Selic em 0,25%, levando-a à mínima histórica atual.

Leia mais:
  • ‘Juro baixo tira o dinheiro dos rentistas e leva para as empresas’, diz Valora
  • 12 especialistas comentam os efeitos da queda do PIB no mercado financeiro
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Porém, na visão de Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Research – casa independente de análise de investimentos – e colunista do E-Investidor, o Banco Central não deve conseguir manter a taxa de juros em patamares tão baixos por um longo prazo.

“Se o governo não endereçar o risco fiscal, não importa o forward guidance [prescrição futura], nem se o BC quiser deixar a Selic baixa por muito tempo, pois não vão conseguir”, afirma ela.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Segundo a especialista, a trajetória da taxa de juros para 2021 é ascendente. Ela afirma ainda que o investidor brasileiro deve ter sempre a inflação no radar e precisa estar ciente de que só apostar em títulos IPCA+ pode não ser o bastante para proteger a carteira de um eventual processo inflacionário.

Para o E-Investidor, Fontes comentou a decisão do Copom, as estratégias para a renda fixa e os riscos para a Bolsa. Leia na íntegra:

E-Investidor – Na sua visão, manter a taxa de juros em 2% é mesmo o melhor caminho ou há espaço para alterações?

Marilia Fontes – O Banco Central (BC) está pensando em usar o forward guidance [orientação futura] feito pelo FED [banco central americano] lá fora, que é dar uma noção de como a taxa de juros vai ficar no futuro também. Geralmente os bancos centrais fazem isso quando não querem mais cair a taxa. Falam que a taxa de juros vai ficar baixa por muito tempo, aí a curva de juros reprecifica as expectativas, fazendo com que a taxa dos vencimentos mais curtos caiam. E a ideia é que caiam os vencimentos mais longos também, porque a média vai ser menor se cair o curto.

Publicidade

Para mim, o BC manter a taxa Selic estável está em linha com o discurso que vêm fazendo. Além disso, estamos vendo os preços de atacado subindo bastante nos IGPs, o que deve trazer mais cautela ao BC, impedindo mais cortes. Estamos vendo também instabilidade nos mercados, nos títulos públicos, dificuldade de rolagem da dívida, um aumento dos prêmios dos títulos e uma grande oscilação cambial. Enfim, tudo isso joga contra o balanço de riscos e vai segurar a queda da Selic. E eu acho que essa situação é razoável com o discurso que o BC vem colocando.

E-Investidor – O Banco Central vai conseguir manter a Selic baixa e influenciar a curva de juros?

Fontes – O BC vai tentar manter a Selic baixa por bastante tempo para tentar influenciar a curva de juros, mas acho que ele não vai conseguir. Até porque o mercado não está olhando tanto para a inflação agora, mas sim para o risco fiscal. Se o governo não endereçar o risco fiscal, não importa o forward guidance, não importa o BC querer deixar a Selic baixa por muito tempo, não vão conseguir.

E-Investidor – O que aconteceria se o BC surpreendesse e optasse por mais um corte na Selic no futuro?

Publicidade

Fontes – O impacto de um corte seria uma desvalorização cambial grande, no patamar de 2% e uma inclinação da curva de juros. Quer dizer, o juro curto vai cair um pouco e o longo vai subir, porque aumentaria o risco de inflação e, com isso, o risco de instabilidade. Então, o mercado imagina que a economia está caindo agora mais do que deveria e por conta disso, lá na frente, o BC teria que subir os juros muito mais do que gostaria.

E-Investidor – É no caso de o BC subir a taxa de juros?

Fontes – Aí veríamos uma valorização cambial, a curva longa cairia e o juro curto subiria razoavelmente, porque o mercado não está esperando por isso. Seria uma surpresa e não acho que seria necessariamente bom. As projeções de crescimento teriam que ser revisadas para baixo. Por exemplo, uma coisa que poderia sofrer muito se o BC subisse a Selic é a Bolsa de Valores, que veio performando muito bem em um cenário de queda de juros. Subir a Selic em uma época de baixo crescimento desfavoreceria a Bolsa.

E-Investidor – Quais as melhores estratégias em renda fixa em cada um desses cenários?

Publicidade

Fontes – Para o cenário de corte na Selic, o melhor seria apostar em um prefixado. O recomendado para o investidor seria, por exemplo, aquela ETF da Mirae Asset de Renda Fixa, o Fixa 11, para tentar ganhar com marcação a mercado. Em caso de alta, eu usaria o próprio pós-fixado do Tesouro Selic. E para manutenção, como já é o que o mercado espera, nenhum ativo vai ganhar muito com isso, então o investidor pode usar o Tesouro Selic também, como manutenção de rentabilidade.

E-Investidor – O que podemos esperar da Selic para 2021?

Fontes: Alta. Eu acho que a Selic é daqui para cima. O BC pode tentar até segurar em 2% o máximo que conseguir, vai depender da inflação e da questão fiscal, mas eventualmente em algum momento do ano que vem vai ter que subir.

Pode ser no segundo trimestre ou, até, no terceiro, se a inflação estiver tranquila, mas vai ter de começar a subir. Hoje estamos abaixo do juro neutro [a taxa adequada ao País], porque temos uma crise. Então, o Banco Central consegue ficar com juro baixo porque a economia está muito fraca, tem capacidade ociosa nas indústrias etc.

Publicidade

Entretanto, se tivermos recuperação econômica, vai ter que subir a Selic e jogar de novo para o juro neutro, que, segundo os economistas que fazem essas estimativas, está em torno de 6,5% a 7% no Brasil. O Banco Central vai ter que ir subindo os juros devagar para voltar para esse patamar.

E-Investidor – Há alguma chance de voltarmos para os juros de dois dígitos no médio prazo?

Fontes – Eu acho que voltaríamos a ter juros de dois dígitos se acabássemos com o teto de gastos. Nesse caso, a dívida entraria em uma trajetória explosiva e voltaríamos para esse nível, como em 2015 e 2016. Fora isso, acho que não, até porque fizemos reformas estruturais importantes. O próprio teto de gastos é uma delas, que fez o País mudar o patamar de taxas de juros.

E-Investidor – Com a alta nos preços dos alimentos, o investidor deve se preocupar com a volta da inflação?

Publicidade

Fontes – No Brasil, sempre temos que nos preocupar com a inflação. Tivemos um período recente de inflação baixa, que foi seguido por crescimento baixo, uma capacidade ociosa bem grande, e claro, reformas liberais. Então, tudo isso propiciou um período de inflação baixa.

Mas ainda temos vários gargalos, em infraestrutura, produtividade e abastecimento, por exemplo. Então, qualquer choque pode, sim, causar inflação. Temos uma economia ainda muito indexada, com uma série de contratos no País que são atrelados à inflação. Temos que tomar muito cuidado com essa questão.

Essa alta enorme nos preços de atacado, nos alimentos e alguns insumos, por exemplo, deve ser acompanhada de lupa. Ao mesmo tempo, vemos uma queda muito importante dos preços de serviços. Então, está tendo uma troca, uma realocação de preços na economia, mas isso pode não se sustentar. Essa pode ser a primeira fagulha de um processo inflacionário.

E-Investidor – Qual é a melhor forma de proteger a carteira com a inflação no radar?

Fontes – Contra a inflação, a melhor forma de proteger os investimentos é comprando ativos reais. Então, por exemplo, pode-se aplicar em imóveis, ouro e algumas empresas da Bolsa que conseguem repassar a inflação, como as do setor imobiliário. Um grande problema de se proteger da inflação utilizando um título IPCA+ é que se a inflação aumentar a ponto de subir também a expectativa do mercado a respeito da taxa de juros, o título IPCA+ pode gerar prejuízo.

Aconteceu isso, por exemplo, entre 2013 e 2015. A inflação começou a acelerar na época da [ex-presidente] Dilma, quando Alexandre Tombini [ex-presidente do BC] estava no Banco Central, chegando a bater 10,5% em 2015. Nesse período, quem tinha um título IPCA+ teve prejuízo, porque as taxas de juro real subiram. As pessoas têm uma ideia errada de que o título IPCA+ protege contra a inflação, mas isso não necessariamente é verdade.

E-Investidor – Qual é o maior risco que você enxerga para a economia?

Fontes – Com certeza é o risco fiscal. Por conta da pandemia, tivemos que fazer gastos enormes. A duras penas, aprovamos a Reforma da Previdência, que em dez anos economizaria R$ 800 bilhões, mas gastamos essa quantia em menos de um ano durante a pandemia.

Agora temos que endereçar como faremos para pagar essa dívida que estamos emitindo. Estamos chegando a quase 100% do PIB de dívida bruta e, por enquanto, não estamos sentindo os gastos públicos porque a Selic está baixíssima. Logo, o custo da dívida caiu muito, mas não vai ficar baixo para sempre. Não somos a Suíça e nosso juro não é 2%.

Quando a Selic voltar a subir, o custo dessa dívida vai ficar enorme para os cofres públicos. O cobertor é curto: se a gente paga mais na dívida, temos que pagar menos em outra coisa. Tanto o governo como o Congresso estão com muita dificuldade de cortar. É um cenário muito difícil. E se não tem redução de gastos, tem aumento de impostos, o que é terrível para o crescimento.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Banco Central
  • Conteúdo E-Investidor
  • Copom
  • Inflação
  • Nord Research
  • Renda fixa
  • Taxa Selic
Cotações
01/01/2026 1h46 (delay 15min)
Câmbio
01/01/2026 1h46 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    CDBs do Banco Master: o que acontece com a garantia do FGC se a liquidação for revertida

  • 2

    Ibovespa hoje toca os 162 mil pontos e fecha em alta de 0,40% com dados de emprego no Brasil e ata do Fed no último pregão de 2025

  • 3

    Os rumos da Bolsa de Valores em 2026 e que você precisa acompanhar

  • 4

    Por que a Geração Z e Millennials veem nas criptomoedas uma saída para construir riqueza

  • 5

    Onde investir em fundos em 2026: estratégias para um ano com oportunidades reais

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Mega da Virada 2025: que horas sai o resultado do sorteio especial?
Logo E-Investidor
Mega da Virada 2025: que horas sai o resultado do sorteio especial?
Imagem principal sobre o Resultado da Quina 6915: SORTEIO SERÁ EM NOVO HORÁRIO
Logo E-Investidor
Resultado da Quina 6915: SORTEIO SERÁ EM NOVO HORÁRIO
Imagem principal sobre o Como será assistência para vítimas de violência doméstica não seguradas pelo INSS?
Logo E-Investidor
Como será assistência para vítimas de violência doméstica não seguradas pelo INSS?
Imagem principal sobre o Saiba quais são as chances de acertar os seis números da Mega da Virada e faturar R$ 1 bilhão
Logo E-Investidor
Saiba quais são as chances de acertar os seis números da Mega da Virada e faturar R$ 1 bilhão
Imagem principal sobre o Quem pode realizar o saque do FGTS ainda em 2025?
Logo E-Investidor
Quem pode realizar o saque do FGTS ainda em 2025?
Imagem principal sobre o Rodízio suspenso em São Paulo: veja até quando é possível dirigir sem multa
Logo E-Investidor
Rodízio suspenso em São Paulo: veja até quando é possível dirigir sem multa
Imagem principal sobre o Violência doméstica: como será a assistência para mulheres seguradas pelo INSS?
Logo E-Investidor
Violência doméstica: como será a assistência para mulheres seguradas pelo INSS?
Imagem principal sobre o INSS: como é feita a organização dos pagamentos
Logo E-Investidor
INSS: como é feita a organização dos pagamentos
Últimas:
Caixa adia sorteio da Mega da Virada 2025 para 1º de janeiro; veja o novo horário
Loterias
Caixa adia sorteio da Mega da Virada 2025 para 1º de janeiro; veja o novo horário

A expectativa pela edição é grande, já que oferece o maior valor da história, de R$ 1 bilhão; outros concursos programados para esta quarta-feira (31) também sofreram atrasos

31/12/2025 | 20h18 | Por Jéssica Anjos
Mega da Virada: É DAQUI A POUCO! Veja quando saem os números para o prêmio de R$ 1 bilhão
Loterias
Mega da Virada: É DAQUI A POUCO! Veja quando saem os números para o prêmio de R$ 1 bilhão

A extração do concurso especial da vez será realizada nesta quarta-feira (31), no Espaço da Sorte, em São Paulo

31/12/2025 | 20h00 | Por Jéssica Anjos
Mega da Virada 2025: AINDA DÁ TEMPO DE APOSTAR! Veja até que horas concorrer ao R$ 1 bilhão
Loterias
Mega da Virada 2025: AINDA DÁ TEMPO DE APOSTAR! Veja até que horas concorrer ao R$ 1 bilhão

Esta quarta-feira (31) é o último dia para apostar na modalidade, que possui maior prêmio estimado da história

31/12/2025 | 11h00 | Por Jéssica Anjos
Mega da Virada 2025: saiba quanto é destinado para quem acertar a quina ou quadra
Loterias
Mega da Virada 2025: saiba quanto é destinado para quem acertar a quina ou quadra

O concurso especial promete o maior valor da história das loterias brasileiras, com novo modelo de rateio

31/12/2025 | 09h00 | Por Jéssica Anjos

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador