• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Conteúdo Patrocinado . Investimentos

O que está acontecendo no mercado de ouro? Como os investidores devem se posicionar?

O metal precioso acumula forte valorização e volta a ganhar espaço nas carteiras em meio a incertezas fiscais geopolíticas; entenda

Por Ágora Investimentos

16/03/2026 | 13:58 Atualização: 16/03/2026 | 13:58

Ágora Investimentos
Ágora Investimentos

O ouro se valorizou (em dólares) 64,6% em 2025 e 109,1% nos últimos dois anos. Mesmo sem gerar juros, dividendos ou fluxo de caixa, continua movimentando centenas de bilhões de dólares globalmente e mantendo seu papel como proteção diante da perda do poder de compra das moedas e de períodos de instabilidade geopolítica.

Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A relevância do ouro decorre de três características essenciais: a escassez real, com um estoque que cresce apenas cerca de 1,5% ao ano (é difícil e custoso garimpar ou extrair ouro); a durabilidade praticamente absoluta, pois não se deteriora (tem características químicas únicas); e a aceitação universal, construída ao longo de milhares de anos.

Na atualidade, todo o ouro disponível acima da superfície cabe em um cubo de aproximadamente 22 metros (nossa estimativa calculada com base nos estoques globais disponíveis), o que ilustra de forma simples o tamanho de sua limitação e sua escassez.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Historicamente, o ouro foi dinheiro de fato. Impérios, rotas comerciais e acordos internacionais se estruturaram em torno dele. Do colapso monetário romano à expansão ibérica e ao sistema de Bretton Woods, que atrelava o dólar ao ouro, sua presença foi constante. Mais do que isso, foi dominante e determinante. Mesmo após 1971, quando os Estados Unidos deixaram de converter dólares em ouro, o metal não perdeu importância, apenas mudou seu papel no sistema financeiro.  

Nos últimos anos, possivelmente, desde meados dos anos 2000, quando a política monetária norte-americana começou a ganhar contornos diferentes em razão de grande expansão do crédito, como importante alternativa de investimento, o ouro voltou com força ao debate global. É provável que isso se deva a uma fase de transição de regime macroeconômico, tendo em vista a perspectiva de um cenário marcado por inflação mais persistente, déficits fiscais elevados, tensões geopolíticas frequentes e um movimento contínuo de bancos centrais buscando diversificar reservas e reduzir a dependência do dólar.

Ao mesmo tempo, novos ativos, como as criptomoedas, passaram a disputar atenção, mas o ouro permanece sustentado por algo que não se copia: ele já atravessou milênios respondendo ao mesmo propósito. Não há antagonismo necessário entre essas reservas alternativas — as quais convivem, mas não se substituem. O Bitcoin tem seus atributos de escassez e sua extraordinária e genial arquitetura, porém o ouro possui alguns milênios de “teste de rodagem”. 

Para o investidor, o ouro funciona como um componente que reduz volatilidade, protege contra eventos extremos e serve como defesa contra a deterioração gradual do valor das moedas (debasement). Sua utilidade aparece quando sistemas financeiros são pressionados ou quando políticas fiscais e monetárias se afastam demais do equilíbrio. Ao contrário de ativos financeiros tradicionais, o ouro não depende de emissões, contraparte ou regulamentação. Simplesmente existe, com valor reconhecido globalmente.

Publicidade

Os números ajudam a contextualizar. O mercado global de ouro gira em torno de 12 trilhões de dólares (World Gold Council); bancos centrais concentram aproximadamente 17% do ouro acima da superfície; e, desde 1971, o metal apresentou valorização média anual próxima de 8%, praticamente o dobro da inflação no período (CPI americano de 3,9%).

Ainda assim, não é um ativo isento de limitações. Em curto prazo, é sensível aos juros reais, ao dólar e a movimentos especulativos. Em longo prazo, sua performance tende a ser inferior à de ações de economias desenvolvidas, uma vez que não produz renda. Portanto, sua função não é substituir ativos produtivos, mas complementar um portfólio com uma forma de proteção adicional contra instabilidade, excessos fiscais e extravagâncias financeiras.

As formas de acesso ao ouro são diversas. O metal físico oferece máxima segurança, no entanto, exige armazenagem e seguro. ETF são eficientes para liquidez e custo. Ações de mineradoras apresentam potencial de retorno maior, mas com risco corporativo. Tokenização amplia acessibilidade, embora ainda enfrente desafios regulatórios. Contratos futuros permitem hedge mais técnico, porém demandam operação constante. COE têm alguns custos embutidos, mas oferecem facilidade e flexibilidade. 

A alocação ideal na carteira varia conforme objetivos e perfil de risco. Em estratégias defensivas, participações entre 5% e 8% costumam ser suficientes. Em portfólios mais agressivos, algo abaixo de 5% tende a ser adequado. Para grandes patrimônios expostos a jurisdições voláteis, percentuais mais elevados, em torno de 10% a 15%, podem fazer sentido, sempre dentro de uma lógica de gestão patrimonial de longo prazo. 

Publicidade

No contexto atual, marcado por dívidas recordes, pressões fiscais, tensões geopolíticas e transformações que redefinem a natureza do próprio dinheiro, o ouro mantém seu papel histórico, ou seja, atuar como um seguro contra desequilíbrios estruturais. No Brasil, há ainda um elemento adicional, pois a oscilação cambial acrescenta uma camada de proteção implícita ao investimento em ouro, reforçando seu caráter de preservação.

Vale considerar também as razões recentes que estão interferindo no mercado de ouro. Uma alegada razão tem sido o ambiente de tensões geopolíticas persistentes, que recorrentemente desloca investidores para ativos de proteção. Não discordamos disso, mas discordamos do ranking de motivos. O debasement secular do dólar americano e a perda de confiança (em comparação ao passado dos títulos do governo dos EUA) são a causa primeira a impactar a valorização do ouro e não as razões geopolíticas. A existência de conflitos prolongados – como a guerra entre Rússia e Ucrânia e o conflito na faixa de Gaza –, além  da recente questão da Venezuela são importantes, mas talvez menos determinantes do que se pense. 

Outro fator de peso no movimento de alta é o ritmo acelerado de compras de ouro por bancos centrais pelo mundo. Muitos países passaram a diversificar suas reservas internacionais em resposta à crescente percepção de que ativos denominados em dólar podem estar sujeitos a riscos geopolíticos e institucionais — como o congelamento de reservas, algo que ganhou destaque após 2022 com os ativos russos não mais disponíveis fora da Rússia. Essa mudança estrutural na composição das reservas tem sustentado uma demanda contínua e robusta pelo ouro. 

A valorização também tem sido impulsionada pelas condições monetárias, especialmente a perspectiva de cortes adicionais de juros pelo Federal Reserve. Taxas de juros reais mais baixas sem que se tenha uma inflação na meta fazem os investidores se questionarem sobre a adequação da instância de política monetária. É bom lembrar que, desde 2021, isto é, por cinco anos consecutivos, a inflação nos EUA está acima da meta. Em ambientes de política monetária expansionista, investidores tendem a aumentar sua exposição ao ouro como forma de preservar valor.

Publicidade

Por fim, um elemento complementar (2025), mas decisivo tem sido a fraqueza do dólar e a busca global por diversificação. À medida que o dólar perde força, o ouro naturalmente se torna mais acessível para compradores internacionais, ampliando sua demanda. Paralelamente, cresce o interesse de investidores e instituições em reforçar posições no metal através de ETF e outras formas de investimento, capturando tanto sua função de proteção quanto sua performance superior em momentos de incerteza. 

Os desequilíbrios fiscais, notadamente nos EUA, não parecem de fácil reversão. A inflação não deve convergir facilmente à meta nos EUA. Nada sugere que o dólar americano venha a apresentar uma rodada de fortalecimento. Tudo isso, portanto, sugere que as condições que justificaram o movimento de valorização do ouro continuam.

Dessa forma, o momento é de compra de ouro? Em nossa visão, sim. O cuidado é sempre considerar a aquisição de um ativo que subiu mais de 100% em dois anos. Alguma estratégia de compra e acumulação pode ajudar: compra na fraqueza, compra em quedas, acumulação programada, criação de proteções etc. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Ágora Investimentos | E-Investidor
  • ETFs de ouro
Cotações
16/03/2026 18h08 (delay 15min)
Câmbio
16/03/2026 18h08 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Bilionários da tecnologia mantêm seus filhos longe das telas que os enriqueceram

  • 2

    Fundos do Itaú têm 64% de debêntures da Raízen e AZ Quest, 50% do GPA

  • 3

    Caixinhas e cofrinhos digitais viram febre entre investidores, mas são seguros?

  • 4

    Dia do Consumidor 2026: Amazon, Mercado Livre, Shopee e mais varejistas travam disputa com descontos de até 90%; veja as campanhas

  • 5

    Ibovespa fecha em alta com Focus e IBC-Br no radar, em meio à guerra no Oriente Médio

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Gás do Povo: quem pode receber até 6 vales para a recarga de botijões?
Logo E-Investidor
Gás do Povo: quem pode receber até 6 vales para a recarga de botijões?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: avisos na declaração impedem o envio?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: avisos na declaração impedem o envio?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: posso preencher dados com base na última declaração?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: posso preencher dados com base na última declaração?
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: o que são as vendas exclusivas?
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: o que são as vendas exclusivas?
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: prêmio de R$ 35 milhões pode acumular?
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: prêmio de R$ 35 milhões pode acumular?
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: o que são as vendas paralelas?
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: o que são as vendas paralelas?
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: quando começam as vendas exclusivas?
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: quando começam as vendas exclusivas?
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: veja o valor do prêmio milionário
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: veja o valor do prêmio milionário
Últimas: Investimentos
Petróleo acima de US$ 80 deve turbinar caixa da Petrobras, mas dividendos ainda são dúvida
Investimentos
Petróleo acima de US$ 80 deve turbinar caixa da Petrobras, mas dividendos ainda são dúvida

Analistas esperam balanço do 1T26 alavancado pela disparada da cotação do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio; mas será que ação já ficou cara?

16/03/2026 | 05h30 | Por Leo Guimarães
FIIs ainda podem subir até 193% mesmo após rali do Ifix, mostra levantamento
Investimentos
FIIs ainda podem subir até 193% mesmo após rali do Ifix, mostra levantamento

Levantamento da Quantum Axis mostra que os FIIs ainda negociam com desconto relevante; shoppings e residenciais lideram potencial de valorização

13/03/2026 | 12h32 | Por Daniel Rocha
Raízen e GPA: crise expõe fundos de Itaú, BB e grandes gestoras; veja a lista
Investimentos
Raízen e GPA: crise expõe fundos de Itaú, BB e grandes gestoras; veja a lista

Relação também inclui fundos de previdência e multimercados; empresas decretaram recuperação extrajudicial nos últimos dias

12/03/2026 | 19h54 | Por Marília Almeida
Poucos brasileiros ganharam na subida da bolsa, diz Juliano Custódio, da EQI, no Capital Insights
Investimentos
Poucos brasileiros ganharam na subida da bolsa, diz Juliano Custódio, da EQI, no Capital Insights

Investidor estrangeiro aproveitou para comprar barato, enquanto o investidor local continuou com pouco ou nenhum movimento

12/03/2026 | 16h43 | Por Karla Spotorno

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador