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Investimentos

Além das Olimpíadas: como estão ouro, prata e bronze nos investimentos

Entenda porque metais tão sonhados por atletas e torcedores são fundamentais para os investidores

Por Rebeca Soares

29/07/2021 | 3:00 Atualização: 29/07/2021 | 8:23

Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

O Brasil e o mundo seguem de olhos atentos às telas de TV e das redes sociais acompanhando a repercussão das Olimpíadas em Tóquio. O sonho do ouro olímpico pode ser realidade para poucos, mas a relevância de metais preciosos nas carteiras de investimentos é importante para todos os investidores.

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Certamente você já viu nomes como Rayssa Leal e Ítalo Ferreira nos últimos dias. Os atletas ganharam medalhas de prata no skate e ouro no surfe, respectivamente. O grupo de brasileiros aguarda mais vitórias em Tóquio até o dia 8 de agosto. Enquanto isso, aqui no Brasil, os investidores também buscam o ouro, mas nas carteiras de investimentos.

Conhecido por ser uma importante reserva de valor, o ouro é um grande aliado para a proteção da carteira. A prata, por sua vez, é bastante utilizada em outros setores da indústria. Já o bronze é formado por ligas metálicas que possuem o cobre como elemento base, este é bastante utilizado na produção de semicondutores, essencial para a tecnologia.

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Entre eles, o metal dourado é um dos ativos mais importantes entre as commodities e pode ser negociado por meio de diferentes produtos disponíveis no mercado.

“A participação do ouro no portfólio dos investidores acontece com o objetivo de dar segurança em momentos de crise”, afirma José Cataldo, head de research da Ágora Investimentos. Ele destaca que o metal tem relação inversa com a taxa de juros, por exemplo, o que torna o ativo importante em cenários de estresse do mercado e de alta inflação.

É por esse motivo que os metais preciosos funcionam como uma boa opção para o investidor diversificar a carteira. Segundo o head de research, com o período de eleições mais perto e a consequente possibilidade de instabilidade no mercado nacional, investidores podem olhar para o ouro como uma opção de segurança.

Paula Zogbi, analista de investimentos da Rico, ressalta que os investidores percebem a importância dos ativos que funcionam como reserva de valor em situações de crise, como observado em 2008 e no ano passado, com a pandemia da covid-19.

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“Enquanto a Bolsa e a taxa de juros registraram fortes quedas, ativos como o ouro podem dar mais equilíbrio por ser um pouco menos volátil”, explica Zogbi. Ela recomenda uma porcentagem média do ativo na carteira de 3% a 5%, mas pode variar dependendo do perfil de cada investidor. Além do ouro, ela aponta que a dolarização da carteira também pode oferecer segurança por conta da estabilidade da moeda americana.

O economista e sócio da One Investimentos, Pedro Vendramini, destaca, porém, que o ativo não funciona como um gerador de renda, mas o valor intrínseco ao produto é o que chama atenção e dá importância ao ouro.

“Com políticas monetárias muito expansionistas, as pessoas passaram a comprar ouro como uma alternativa à renda fixa. Mesmo sabendo que ele não tenha uma remuneração, os investidores podem ter o ouro como proteção quando banco central de um determinado país emite muitas notas”, afirma Vendramini. Pra dar a proteção desejada, ele reforça que a participação do ativo na carteira é para ser avaliada de acordo com o perfil de risco de cada um.

Como investir em ouro

As opções de investimento em ouro são diversas, como contratos futuros na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), fundos de ouro, compra de lingotes (barras) e até fundos de índice (ETF).

Para a compra barra, é necessário que o investidor desembolse uma taxa de custódia e enfrente burocracias. Por conta de maior complexidade entre as aplicações de contratos futuros, os fundos são indicados como uma das formas mais práticas para investimento.

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Em dezembro do ano passado, a XP lançou o GOLD11 na B3, que replica o preço do ouro em dólar através do índice iShares Gold Trust, gerido pela BlackRock. O produto, único ETF de metais preciosos no mercado nacional, possui R$ 294 milhões em valor de patrimônio e pode ser negociado nas plataformas de diferentes corretoras. O valor da cota é de R$ 9,94, após o fechamento da última terça-feira (27).

Para Danilo Gabriel, sócio-gestor de fundos indexados da XP Asset, as possibilidades são importantes ferramentas para democratizar o acesso. “O ouro é um ativo de proteção por ser anticíclico. Oferecer produtos como esses são formas de dar ao investidor mais praticidade para aplicar nesses ativos”, diz. Henrique Sana, estrategista de índices & ETFs da XP Inc., reforça a importância decorrente da escassez e da baixa correlação com outros tipos de ativos. Por conta disso, segundo Sana, é importante que investidores tenham “alguma dose” de ouro na carteira.

Além do ETF, a XP oferece fundos voltados para o ouro e a prata que podem incluir exposição ao dólar. São eles o Trend Prata FIM, Trend Pata Dólar FIM, Trend Ouro FIM e o Trend Ouro Dólar FIM.

Outras casas disponibilizam produtos voltados a investimento no metal dourado. O Vitreo Ouro, por exemplo, tem investimento inicial de R$ 100 e taxa de 0,14% ao ano. Além disso, o BTG Pactual oferece o Ouro FI Mult, com aplicação inicial mínima de R$ 500 e taxa de administração de 0,10%. Enquanto o produto da Vitreo também tem exposição ao dólar, o do BTG não é influenciado pelo câmbio.

Ouro e Bitcoin

Para quem gosta de diversificar, há outras opções na prateleira de investimentos. O fundo Hashdex Ouro Bitcoin Risk Parity, por exemplo, trabalha com uma exposição dinâmica que concentra metade do risco no ouro e a outra metade em Bitcoin.

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João Marco Cunha, gestor de portfólio da Hashdex, comenta que o Bitcoin surgiu como alternativa aos metais preciosos, especialmente por conta de sua escassez e do caráter global, dissociado dos governos. “Apesar das fortes oscilações de preço no curto prazo, quando olhamos em horizontes mais alongados, acima de três anos, o Bitcoin sempre preservou ou multiplicou seu valor”, aponta.

Cunha explica que, assim como o ouro, grandes investidores internacionais têm aderido à tese do Bitcoin como salvaguarda contra a possível infração decorrente da rápida expansão monetária recente nas economias centrais.

 

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