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Investimentos

Selic a 13,75%: quanto rende R$ 1 mil no Tesouro e no CDB

Veja quanto o investidor iria ganhar com cada aplicação

Por Jenne Andrade

26/10/2022 | 18:40 Atualização: 26/10/2022 | 18:41

(Fonte: Shutterstock)
(Fonte: Shutterstock)

Pela terceira reunião seguida, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros Selic estável, em 13,75% ao ano, conforme amplamente esperado pelo mercado.

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“O Banco Central utiliza a Selic para conter a inflação, mas nos últimos meses aconteceu deflação (recuo dos preços). A visão é de que a inflação está controlada, por isso a tendência é de juros estável até meados de 2023”, afirma Alexandre Milen, CEO da Harami Research.

Essa manutenção significa que os rendimentos das aplicações pós-fixadas e atreladas aos juros, como o Tesouro Selic e Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) pós-fixados, também permanecerão no mesmo patamar dos últimos três meses.

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Esses títulos acompanham de perto a variação dos juros e tiveram suas rentabilidades turbinadas com o ciclo de alta da Selic, iniciado em março de 2021, com a taxa em 2%.

O nível de risco em torno dos papéis também é baixo, já que não estão sujeitos à marcação a mercado como os prefixados (cujo retorno é fixo ao ano, desde que o investidor leve o ativo até o vencimento) e híbridos (que pagam uma taxa fixa mais um rendimento variável).

Isso significa que o investidor não tem a possibilidade de perder parte do dinheiro investido em um Tesouro Selic ou CDB pós-fixado de liquidez diária, mesmo que as perspectivas de mercado para juros e inflação mudem. Outra característica interessante é a possibilidade de resgatar o capital aplicado a qualquer momento.

É importante lembrar, entretanto, que a partir do 2° semestre de 2023 os cortes na Selic devem começar a ocorrer. Com isso, esses papéis passarão a render um pouco menos. De acordo com o Boletim Focus de 21 de outubro, último disponível, a projeção é de que os juros terminem o ano que vem em 11,25%.

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Ainda assim, os pós-fixados continuam atrativos. Luigi Wis, especialista em investimentos da Genial, explica que a projeção do mercado de juros futuros, que já leva em conta os possíveis cortes no meio de 2023, é de que nos próximos 12 meses os títulos atrelados à Selic ou CDI (taxa 0,10 ponto percentual abaixo da Selic) rendam 13,13% em média – o que é uma rentabilidade considerada alta, de mais de 1% ao mês.

“Se o investidor optar por CDBs, pode ganhar ainda mais que isso. Hoje os CDBs para o prazo de 1 ano estão oferecendo em média 109% do CDI”, afirma Luigi Wis, especialista em investimentos da Genial.

Quanto rende?

O E-Investidor simulou quais seriam os retornos de um Tesouro Selic e CDBs que oferecem rendimentos de 90%, 100% e 110% do CDI, para uma quantia inicial de R$ 1 mil, aplicada durante 12 meses (25 de outubro de 2022 a 25 de outubro de 2023). Para os cálculos, foi considerado a projeção de 13,1% do mercado de juros futuros.

Vale ressaltar também que ambos os ativos estão sujeitos à tributação. Por isso, para calcular a rentabilidade líquida (descontando o imposto de renda (IR)), foi considerada uma alíquota de 17,5%, de acordo com a tabela regressiva do IR para aplicações financeiras. No caso do Tesouro Selic, os investimentos até R$ 10 mil são isentos da taxa de custódia de 0,2%, por isso o percentual não foi descontado da rentabilidade.

Veja abaixo qual seria o rendimento de R$ 1 mil nessas aplicações:

Retorno Tesouro Selic CDB 90% do CDI CDB 100% do CDI CDB 110% do CDI
Rentabilidade nominal (%) 13,13% 11,73% 13,03% 14,33%
Rentabilidade líquida de IR (%) 10,83% 9,67% 10,75% 11,82%
Rendimento bruto (R$) R$ 1.131,30 R$ 1.117,27 R$ 1.130,30 R$ 1.143,33
Rendimento líquido de IR (R$) R$ 1.108,32 R$ 1.096,75 R$ 1.107,50 R$ 1.118,25

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