• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

Juros menores a curto prazo? Entenda o que mudaria para empresas e oportunidades na Bolsa

Queda dos juros deve reduzir o custo de dívidas de empresas alavancadas e ampliar o potencial de valorização de ações - quando o Copom flexibilizar a política monetária

Por Murilo Melo

18/09/2025 | 3:00 Atualização: 18/09/2025 | 12:38

Na avaliação da gestora global Janus Henderson, a tensão entre EUA e Brasil não deve afastar os investidores estrangeiros do mercado doméstico. (Imagem: standret em Adobe Stock)
Na avaliação da gestora global Janus Henderson, a tensão entre EUA e Brasil não deve afastar os investidores estrangeiros do mercado doméstico. (Imagem: standret em Adobe Stock)

Mesmo após o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidir manter a Selic em 15% ao ano nesta quarta-feira (17), especialistas ouvidos pelo E-Investidor avaliam que uma possível redução da taxa básica de juros ainda neste ano poderia aliviar o custo de financiamento das empresas mais endividadas. Isso facilitaria a quitação de dívidas e melhoraria a saúde financeira dessas companhias. Nesse cenário, as ações dessas empresas tenderiam a se tornar mais atraentes para investidores, já que a melhora nos balanços aumentaria o potencial de valorização no Ibovespa.

Leia mais:
  • Como 3 milhões de brasileiros estão transformando suas finanças com o Tesouro Direto
  • Comprar carro no CPF ou no CNPJ? Estudo mostra diferença de até R$ 78 mil em 5 anos
  • Caixinhas vs poupança: o que nunca te contaram sobre a aplicação do momento
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Mas o comunicado do Copom, divulgado nesta quarta, vai em direção oposta à possibilidade de corte da Selic este ano. No texto do comunicado desta quarta, o Copom destacou que o cenário atual exige cautela na condução da Selic. O BC afirmou que seguirá vigilante, avaliando se a manutenção dos juros altos é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta. “O Comitê enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, disse em comunicado.

  • Leia mais: Como aproveitar a Selic a 15% para turbinar seus investimentos

Para o mercado, o comunicado veio em tom mais duro do que o esperado, indicando poucas chances de corte de juros em 2025. Veja aqui as primeiras impressões sobre a decisão do Copom.

“O BC reiterou o compromisso com a estabilidade de preços. Nesse contexto, a política monetária deve permanecer em território contracionista por tempo suficiente para assegurar a convergência da inflação e preservar a credibilidade da instituição”, avalia Lucas Constantino, estrategista-chefe da GCB Investimentos. “O elevado diferencial de juros em relação às economias avançadas, especialmente com a retomada do ciclo de cortes pelo Federal Reserve, favorece a entrada de capital estrangeiro e contribui para a apreciação do real. Ainda assim, a inflação segue acima da meta”

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

A expectativa de queda da Selic ainda em 2025 é apoiada a partir das projeções do Bank of America (BofA), em relatório divulgado na segunda-feira (8 de setembro), que defende um início do ciclo de cortes já em dezembro, com redução de 0,5 ponto percentual, levando a taxa para 14,5% ao ano.

Para o banco, a Selic deve continuar em trajetória de baixa e alcançar 11,25% até o final de 2026, abaixo das projeções de consenso, que apontam para cerca de 13%. Já o Goldman Sachs adota uma visão mais conservadora, estimando que a taxa encerre este ano em 15,0% e siga um ajuste mais gradual, para 12,5% em 2026, 10,5% em 2027 e 10,0% em 2028.

A reportagem apurou que entre as empresas mais endividadas e que devem se beneficiar mais rapidamente estão MRV (MRVE3), Braskem (BRKM5), Casas Bahia (BHIA3) e IRB (IRBR3). A MRV possui dívida líquida superior a R$ 6 bilhões, majoritariamente atrelada ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI), o que, segundo o mestre em administração e finanças Leonardo Roesler, torna suas despesas financeiras muito sensíveis a mudanças nos juros domésticos.

A Braskem carrega cerca de US$ 8,5 bilhões em dívidas, principalmente em dólar, mas ainda assim uma Selic mais baixa reduz o custo de capital em reais e facilita o acesso a recursos no mercado interno, conforme Roesler. Na Casas Bahia, o efeito é mais imediato: em um único trimestre, o resultado financeiro negativo superou R$ 1 bilhão devido aos juros elevados, e a redução da Selic alivia diretamente o fluxo de caixa. O IRB (IRBR3), que está em processo de normalização de resultados, afirma o especialista, também tende a ter despesas financeiras menores, aumentando a conversão de lucros em caixa.

Publicidade

Além das mais endividadas, companhias com elevado lucro antes de juros e impostos (Ebit) recorrente e forte fluxo de caixa operacional, em comparação ao valor de mercado, também se beneficiam, segundo Ângelo Belitardo Neto, diretor de gestão da Hike Capital. Ele explica que empresas que apresentam esse perfil costumam ser líderes em seus setores, com ganhos de escala, margens operacionais acima de 20% e menor risco competitivo.

Entre elas estão Simpar (SIMH3), holding que controla negócios de logística, locação e transporte; Vamos (VAMO3), focada em locação de caminhões e máquinas; JSL (JSLG3), uma das maiores transportadoras do país; Armac (ARML3), de locação de equipamentos pesados; Movida (MOVI3), de aluguel de veículos; Ânima (ANIM3), do setor de educação; Ecorodovias (ECOR3), de concessões rodoviárias; Pague Menos (PGMN3), rede nacional de farmácias; e Panvel/Dimed (PNVL3), grupo de varejo farmacêutico do sul do País.

Redução de juros, menos dívidas e mais investimentos

Com juros mais baixos, sobra mais caixa para as empresas reinvestirem e crescerem. A lógica é simples: uma Selic menor diminui o peso dos juros no resultado e amplia a capacidade de captar recursos no mercado. Isso se traduz em mais fôlego para alongar dívidas, reduzir desembolsos e liberar espaço para investimentos.

Nesse contexto, a geração de caixa ganha força. Vale lembrar a fórmula que os analistas acompanham de perto: fluxo de caixa livre ao acionista = fluxo de caixa livre da empresa + captação de dívida – amortização de dívida – juros pagos. “Uma Selic menor aumenta a geração de caixa livre ao acionista, dado que permite com que a empresa capte mais dívida, entrando mais caixa na empresa, e pagando menos juros e alongando o vencimento de suas dívidas, o que reduz a saída de caixa com dívida e, como consequência, teremos um aumento agressivo no rendimento do fluxo de caixa livre ao acionista”, explica Belitardo Neto.

Ou seja, parte do dinheiro antes consumido por despesas financeiras pode ser redirecionada para capital de giro, expansão e novos projetos dessas empresas. Um exemplo dado por Roesler é o de setor de construção. Para ele, com um cenário positivo, a MRV encontra condições mais favoráveis para acelerar lançamentos e transformar estoques em receita. No varejo, a Casas Bahia ganha fôlego para recompor capital de giro e estimular as vendas. A Braskem, por sua vez, se torna mais atraente para investimentos domésticos, enquanto o IRB reforça sua solvência e melhora a capacidade de transformar lucro em caixa.

Publicidade

“Esse efeito é ampliado porque a redução da Selic não apenas alivia o caixa, mas também diminui o custo de oportunidade do capital, tornando projetos antes inviáveis mais atrativos”, diz Roesler.

Riscos que podem limitar a boa performance

Apesar do alívio que uma queda na Selic pode trazer, há riscos que podem limitar essa reação positiva no mercado. A inflação de serviços ainda elevada pode retardar o ritmo de cortes e manter os juros altos por mais tempo. Outro ponto é que os spreads bancários, diferença entre o custo de captação dos bancos e o que é cobrado das empresas, podem não cair na mesma velocidade, especialmente para companhias com nota de crédito mais pressionada. Isso reduz o efeito imediato da Selic sobre o custo da dívida.

Especialistas dizem ainda que também é preciso considerar os desafios próprios de cada empresa. Planos de reestruturação em andamento, variações de preços internacionais, disputas jurídicas e questões regulatórias podem consumir parte do ganho trazido pela queda dos juros.

Sidney Lima, analista da Outo Preto Investimentos, aponta que a Braskem, por exemplo, tem exposição relevante ao câmbio, o que pode reduzir o benefício de uma Selic mais baixa. Já a MRV ainda sente os efeitos da operação nos Estados Unidos, enquanto a Casas Bahia passa por uma reestruturação que mantém a despesa financeira elevada.

Algumas companhias de setores ligados a commodities, como energia, açúcar, etanol, insumos agrícolas, papel e celulose, também dependem da recuperação dos preços para que a melhora seja sentida nos resultados, segundo .

Publicidade

No campo macroeconômico, a prudência segue necessária. A proximidade das eleições tende a aumentar a volatilidade da curva de juros, o que pode pressionar o dólar e gerar movimentos bruscos nas ações de empresas mais alavancadas. Nesse contexto, a execução micro, ou seja, a capacidade de entregar planos de reestruturação e cumprir cláusulas de dívidas, continua sendo determinante, mesmo em um ciclo de afrouxamento monetário.

“O verdadeiro desafio, no entanto, será transformar esse alívio em resultados consistentes e sustentáveis, o que dependerá da disciplina de execução e da retomada de margens setoriais”, completa Roesler.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Ações
  • Banco Central
  • Bolsa de valores
  • Conteúdo E-Investidor
  • Selic
Cotações
21/05/2026 23h41 (delay 15min)
Câmbio
21/05/2026 23h41 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Recuperação judicial da Estrela afeta 26 FIDCs; fundos concentram 70% da dívida da empresa

  • 2

    Guia definitivo do Tesouro Direto: compare Tesouro Reserva, Selic, IPCA+ e Prefixado para escolher o melhor título

  • 3

    Ações de bancos tombam após rali e chegam perto das mínimas do ano; veja oportunidades

  • 4

    Itaúsa cansou de andar atrás do Itaú – e agora o mercado percebe uma vantagem

  • 5

    Dólar perto de R$ 5 vira problema e muda o jogo para gigantes da Bolsa; veja vencedores e perdedores

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o 13º salário do INSS antecipado: 6 segurados que devem receber o benefício em 2026
Logo E-Investidor
13º salário do INSS antecipado: 6 segurados que devem receber o benefício em 2026
Imagem principal sobre o Desenrola Fies 2026: passo a passo simples para renegociar dívidas
Logo E-Investidor
Desenrola Fies 2026: passo a passo simples para renegociar dívidas
Imagem principal sobre o Mega-Sena: vendas exclusivas para o sorteio especial de 30 anos estão abertas
Logo E-Investidor
Mega-Sena: vendas exclusivas para o sorteio especial de 30 anos estão abertas
Imagem principal sobre o Projeto quer proibir radares de trânsito escondidos: entenda as novas regras da proposta
Logo E-Investidor
Projeto quer proibir radares de trânsito escondidos: entenda as novas regras da proposta
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: como era antes e o que passa a valer agora?
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: como era antes e o que passa a valer agora?
Imagem principal sobre o Desenrola 2.0: quem ganha até R$ 8.105 pode renegociar dívidas atrasadas?
Logo E-Investidor
Desenrola 2.0: quem ganha até R$ 8.105 pode renegociar dívidas atrasadas?
Imagem principal sobre o Desenrola Fies 2026: veja como débitos vencidos há mais de 90 dias podem ser renegociados
Logo E-Investidor
Desenrola Fies 2026: veja como débitos vencidos há mais de 90 dias podem ser renegociados
Imagem principal sobre o Desenrola 2.0: participantes devem respeitar o limite para o novo crédito disponibilizado
Logo E-Investidor
Desenrola 2.0: participantes devem respeitar o limite para o novo crédito disponibilizado
Últimas: Investimentos
Recuperação judicial da Estrela afeta 26 FIDCs; fundos concentram 70% da dívida da empresa
Investimentos
Recuperação judicial da Estrela afeta 26 FIDCs; fundos concentram 70% da dívida da empresa

É a recuperação judicial recente que mais concentra Fundos de Direitos Creditórios, que cresceram fortemente nos últimos anos

21/05/2026 | 16h25 | Por Marília Almeida
Nvidia mostra que surfa sozinha a onda da IA; veja se ainda faz sentido investir na ação
Investimentos
Nvidia mostra que surfa sozinha a onda da IA; veja se ainda faz sentido investir na ação

Balanço acima das expectativas reforça liderança na era da inteligência artificial; analistas veem crescimento forte, mas alertam para riscos e volatilidade

21/05/2026 | 11h10 | Por Isabela Ortiz
Títulos do Tesouro dos EUA atingem maior patamar em anos: é hora de trocar ações por renda fixa?
Investimentos
Títulos do Tesouro dos EUA atingem maior patamar em anos: é hora de trocar ações por renda fixa?

Cálculos convincentes da Research Affiliates mostram que o “tedioso e seguro” pode ser a escolha mais inteligente nos próximos anos

21/05/2026 | 11h08 | Por Shawn Tully
FIIs são melhores que REITs? Veja qual vale mais a pena para renda e crescimento
Investimentos
FIIs são melhores que REITs? Veja qual vale mais a pena para renda e crescimento

Fundos imobiliários brasileiros são ideais para renda mensal, enquanto modelo norte-americano entrega crescimento. Veja outras vantagens e desvantagens antes de investir

21/05/2026 | 05h30 | Por Leo Guimarães

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador