• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

Renda fixa bomba e atinge captação histórica; o que esperar agora?

Ao longo do primeiro quadrimestre do ano, houve uma arrecadação de mais de R$ 154 bilhões, segundo dados da Anbima

Por Geovani Bucci

12/06/2024 | 13:04 Atualização: 12/06/2024 | 13:04

Renda fixa atinge maior captação líquida da história em 2024 (Foto: AdobeStock)
Renda fixa atinge maior captação líquida da história em 2024 (Foto: AdobeStock)

A renda fixa brasileira está atingindo a maior captação financeira líquida da história em 2024, de acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Ao longo do primeiro quadrimestre do ano, houve uma arrecadação de mais de R$ 154 bilhões. É o valor mais alto desde 2002, quando se inicia a série histórica.

Leia mais:
  • Investir em renda fixa é uma 'perda fixa', diz Barsi
  • Tesouro IPCA+ supera ganho com imóveis nos últimos 10 anos
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Na avaliação de Soraia Barros, gerente-executiva de Gestão de Recursos e de Serviços Fiduciários da entidade, os principais motivos da alta são a resiliência da taxa de juros (Selic) pelo Banco Central brasileiro, em consonância com o Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano), e a menor oferta de títulos com isenção de Imposto de Renda (IR) por conta das restrições impostas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o que elevou a demanda por debêntures incentivadas. Leia mais sobre o tema nesta reportagem.

“Neste cenário, é natural que o investidor avalie outras alternativas para diversificar seus investimentos, que conseguem um retorno interessante sem tomada de maior risco”, afirma a executiva. “Os fundos de infraestrutura, por exemplo, se tornam uma opção interessante, uma vez que oferecem liquidez e isenção de imposto de renda.”

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

De acordo com Maria Luisa Nepomuceno, analista de renda fixa da Nord Research, outro fator importante foi a alteração na tributação de fundos exclusivos e offshores, sancionada pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva em dezembro do ano passado. “Acabou resultando numa demanda desses grupos de investidores por ativos isentos como Letra de Crédito Imobiliário (LCI), Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificado de Recebíveis de Agronegócio (CRAs)”, afirma.

Além disso, há a percepção de um contexto macroeconômico bastante incerto, atualmente. Para a analista, não há uma expectativa exata em relação às atividades econômicas dos países, como mercado de trabalho aquecido e elevação da massa salarial, contribuindo para um risco inflacionário.

Observe a tabela abaixo com os dados da Anbima entre janeiro e abril desde 2002, quando teve início o registro dos valores pela entidade.

Publicidade

Vinicius Romano, especialista em renda fixa da Suno Research, explica o movimento: “É possível perceber que, nesses momentos de taxas elevadas, os recursos saem da renda variável e vão pra renda fixa, quando acontece o contrário, eles saem da renda fixa e vão pra renda variável.”

Embora não classifique como “certo ou errado”, o especialista destaca que essa é uma característica do investidor mundo afora. Nos Estados Unidos, as tendências de alta dos Treasuries (títulos de dívida pública do governo norte-americano) é um exemplo disso.

No Brasil, o período que mais se aproximou dessa valorização da renda fixa atual foi 2022, que vinha de uma alta já perceptível durante 2021. Segundo Antônio Sanches, analista de research da Rico Investimentos, era comum ouvir no mercado financeiro que “a renda fixa morreu” por conta dos retornos muito baixos naquele momento.

“Então, a pandemia do novo coronavírus começou a impactar as cadeias produtivas ao redor do mundo, acelerando a inflação”, diz Sanches. “Dessa forma, o Banco Central acabou subindo as taxas de juros para controlar esse cenário estacionando em 13,75%, e assim, acabou ‘corrigindo’ a renda fixa. Isso resultou numa busca forte devido aos ganhos altos com riscos baixos.”

Publicidade

No cenário atual, em meio à piora do sentimento em relação ao cenário fiscal e ao futuro da inflação, os investimentos de renda variável foram penalizados e outros como a alocação em títulos do Tesouro Direto, com um juro real acima de 6%, ao ano se sobressaíram.

Esses são conhecidos como os  “juros de crise”. Trata-se de uma oportunidade pouco comum no mercado e bastante atrativa para investidores focados no longo prazo. Segundo um levantamento realizado pelo Quantum Finance, o Tesouro IPCA+ atingiu 6% ou mais de retorno real em menos de 25% das sessões nos últimos 10 anos.

Os elementos que contribuíram para isso incluem tanto a já política monetária dos Estados Unidos quanto a crescente preocupação com os riscos fiscais no Brasil. Analistas concordam que as taxas vigentes apresentam atratividade e podem servir como instrumentos valiosos para alcançar metas financeiras, como o planejamento da aposentadoria.

  • Leia também: Como o “IPCA + 6%” pode encurtar o caminho até o primeiro R$ 1 milhão

O ‘fator Americanas’

O setor financeiro enfrentou turbulências significativas nos últimos anos, de acordo com os analistas Antônio Sanches e Vinicius Romano. Eventos como o pedido de recuperação judicial da Americanas (AMER3) e da Light S.A. (LIGT3) impactaram profundamente a credibilidade da renda variável, especialmente o mercado de crédito.

A gigante varejista Americanas surpreendeu os investidores ao revelar uma fraude contábil de R$ 43 bilhões em janeiro de 2023, o que a posicionou como a quarta maior operação de RJ na história do Brasil. Com a medida, a companhia pôde negociar com seus credores e apresentar na Justiça um plano de reestruturação, enquanto suas obrigações financeiras ficaram suspensas.

Publicidade

O impacto desse evento reverberou pelo mercado financeiro, gerando uma reação imediata nos agentes financeiros e nas instituições. “Isso fez com que os prêmios se elevassem muito no começo do ano passado, contribuindo para a criação de um ambiente disfuncional. Tinha tudo para ser um ano recorde em termos de captação, mas logo no início houve uma deterioração, com vários pedidos de RJ”, diz Romano.

Essa elevação nos prêmios de crédito reflete a percepção de risco dos investidores, que passaram a exigir retornos mais altos para compensar o aumento da incerteza em relação à capacidade da empresa de honrar seus compromissos financeiros. Como resultado, o mercado de crédito experimentou uma fase de desestabilização, com os investidores retirando capital dos fundos de crédito em busca de alternativas mais seguras e menos arriscadas.

De maneira histórica e comportamental, é importante para o investidor pessoa física analisar uma ‘janela’ de 12 meses para fazer comparações entre um investimento e outro, de acordo com Antônio Sanches. Passado quase um ano dos eventos citados anteriormente, esse valor de prêmio foi caindo, normalizando a situação. Mesmo assim, os benefícios de investimentos com menos risco parecem superiores.

Qual o futuro da renda fixa?

De acordo com Fabrício Silvestre, analista da Levante Corp, a renda fixa deve crescer ainda mais ao longo de 2024. “A tendência de crescimento deve se manter pelo menos durante os próximos seis meses. O momento atual tende a privilegiar esse tipo de investimento por conta da incerteza, o que não significa que vai durar para sempre”, salienta.

Para Antônio Sanches, os juros altos não têm sido suficientes para frear a economia o suficiente, e assim, reduzir a inflação. Por conta disso, o ritmo de corte deve se manter reduzido por mais tempo. “Como resultado, nas três classes de indexadores, vemos as taxas dos pré-fixados melhorando, o IPCA+6% que tem chamado a atenção nesse momento e na Selic pós-fixada também será possível encontrar melhores retornos mais para frente”, diz.

Publicidade

Além disso, o analista também projeta um cenário promissor para os fundos de debêntures incentivadas nos próximos meses, especialmente diante do fechamento dos prêmios de crédito. Esses fundos já estão entregando retornos superiores aos observados em 2022 e podem se beneficiar ainda mais com a tendência de queda da curva de juros. “O mercado de renda fixa mantém sua relevância para os investidores, com destaque para o crédito privado, que mostra sinais positivos. A perspectiva para os fundos de debêntures incentivadas é favorável, com oportunidades atrativas nos vencimentos para 2026 e 2027”, afirma o analista.

  • Leia também: Além do Tesouro IPCA+6%: os títulos de renda fixa pública e privada para investir em junho

Segundo Maria Luisa Nepomuceno, da Nord Research, o mercado está num patamar  no qual está sendo contemplado bastante risco, atualmente. Dificilmente haverá uma piora, então os elementos devem se manter até o momento em que houver mais clareza sobre os cortes nas taxas de juros e sinais de melhora no cenário fiscal.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Banco Central
  • Bolsa de valores
  • Conteúdo E-Investidor
  • Federal Reserve System (Fed)
  • Investimentos
  • Renda fixa
  • Tesouro Direto
  • Tesouro IPCA
  • títulos de renda fixa
Cotações
31/12/2025 16h27 (delay 15min)
Câmbio
31/12/2025 16h27 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    CDBs do Banco Master: o que acontece com a garantia do FGC se a liquidação for revertida

  • 2

    Bolsa, fundos ou criptos? Veja o ranking dos melhores investimentos em 2025

  • 3

    Onde investir em fundos em 2026: estratégias para um ano com oportunidades reais

  • 4

    Ibovespa hoje toca os 162 mil pontos e fecha em alta de 0,40% com dados de emprego no Brasil e ata do Fed no último pregão de 2025

  • 5

    Ibovespa resiste perto dos 160 mil pontos no fechamento, apesar da queda de Vale (VALE3) e bancos

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Mega da Virada 2025: que horas sai o resultado do sorteio especial?
Logo E-Investidor
Mega da Virada 2025: que horas sai o resultado do sorteio especial?
Imagem principal sobre o Resultado da Quina 6915: SORTEIO SERÁ EM NOVO HORÁRIO
Logo E-Investidor
Resultado da Quina 6915: SORTEIO SERÁ EM NOVO HORÁRIO
Imagem principal sobre o Como será assistência para vítimas de violência doméstica não seguradas pelo INSS?
Logo E-Investidor
Como será assistência para vítimas de violência doméstica não seguradas pelo INSS?
Imagem principal sobre o Saiba quais são as chances de acertar os seis números da Mega da Virada e faturar R$ 1 bilhão
Logo E-Investidor
Saiba quais são as chances de acertar os seis números da Mega da Virada e faturar R$ 1 bilhão
Imagem principal sobre o Quem pode realizar o saque do FGTS ainda em 2025?
Logo E-Investidor
Quem pode realizar o saque do FGTS ainda em 2025?
Imagem principal sobre o Rodízio suspenso em São Paulo: veja até quando é possível dirigir sem multa
Logo E-Investidor
Rodízio suspenso em São Paulo: veja até quando é possível dirigir sem multa
Imagem principal sobre o Violência doméstica: como será a assistência para mulheres seguradas pelo INSS?
Logo E-Investidor
Violência doméstica: como será a assistência para mulheres seguradas pelo INSS?
Imagem principal sobre o INSS: como é feita a organização dos pagamentos
Logo E-Investidor
INSS: como é feita a organização dos pagamentos
Últimas: Investimentos
Ifix tem maior alta anual desde 2019: veja os fundos imobiliários mais negociados em 2025
Investimentos
Ifix tem maior alta anual desde 2019: veja os fundos imobiliários mais negociados em 2025

Expectativa de queda dos juros no Brasil impulsionou a recuperação dos FIIs na Bolsa

30/12/2025 | 15h43 | Por Daniel Rocha
FIIs encerram 2025 com R$ 180 bilhões e avançam para nova fase do mercado
Investimentos
FIIs encerram 2025 com R$ 180 bilhões e avançam para nova fase do mercado

Gestores classificam novo momento da indústria como "FIIs 2.0, mercado or avanços em governança e foco no investidor internacional

30/12/2025 | 12h36 | Por Daniel Rocha
CDBs do Banco Master: o que acontece com a garantia do FGC se a liquidação for revertida
Investimentos
CDBs do Banco Master: o que acontece com a garantia do FGC se a liquidação for revertida

Especialistas questionam atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso e descrevem impactos para o investidor de uma eventual anulação da decisão tomada pelo Banco Central em novembro

30/12/2025 | 09h40 | Por Jenne Andrade
Onde investir em fundos em 2026: estratégias para um ano com oportunidades reais
Investimentos
Onde investir em fundos em 2026: estratégias para um ano com oportunidades reais

Com juros elevados e incertezas fiscais, fundos de investimento ganham protagonismo como estratégia de diversificação e gestão profissional em 2026

29/12/2025 | 09h32 | Por E-Investidor

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2025 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador