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Investimentos

Turbulência no Tesouro: oportunidades e riscos dos títulos públicos com guerra, leilões e circuit breakers

Títulos voltaram a ser oferecidos a 14% ao ano ou IPCA + 7%; volatilidade pode gerar marcação negativa na carteira, mas especialistas veem oportunidades

Por Luíza Lanza

30/03/2026 | 9:34 Atualização: 30/03/2026 | 9:34

Conflito no Oriente Médio, atuação do Tesouro e postura cautelosa do Copom mexem com a renda fixa. (Foto: Sergio - stock.adobe.com)
Conflito no Oriente Médio, atuação do Tesouro e postura cautelosa do Copom mexem com a renda fixa. (Foto: Sergio - stock.adobe.com)

Os títulos do Tesouro Direto viraram investimentos queridinhos nos últimos anos graças ao alto nível de retorno oferecido pelo nível de risco. Por serem emitidos pelo próprio governo, são considerados os ativos de investimento mais seguros da renda fixa. O que não significa, no entanto, que eles não sofram volatilidade.

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Março ilustrou isso bem. Até quem comprou títulos IPCA + 6% ou + 7% ao ano quando eles estavam sendo muito recomendados no mercado financeiro há alguns meses deve ter visto a carteira cair nas últimas semanas graças a uma nova disparada das taxas. Na sexta-feira (27), todos os ativos indexados à inflação pagavam mais de 7% de juro real, com taxas variando entre 8,00% e 7,08%. Entre os prefixados, os retornos eram de 14,11% e 14,25%.

A volatilidade no mês foi tanta que com certa frequência a plataforma do Tesouro Direto deu “circuit breaker” – quando interrompe a negociação dos títulos prefixados ou indexados à inflação em pregões de muita oscilação nas taxas. O Tesouro Nacional teve que fazer a segunda maior intervenção da história para garantir liquidez no mercado secundário e tentar minimizar de alguma forma o efeito. Contamos isso aqui.

Por que o Tesouro Direto caiu?

Robson Casagrande, especialista em investimentos e sócio da GT Capital, explica o mercado antecipou um fechamento mais rápido da curva de juros reais com base em um cenário que dependia de desinflação consistente, melhora fiscal e um ambiente global mais benigno. “Esses vetores se mostraram mais instáveis, especialmente o fiscal e os juros internacionais, o que levou à reabertura das taxas em março.”

A guerra no Oriente Médio também ajudou. O conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã fechou o Estreito de Ormuz, por onde escoa um quinto do petróleo global. Isso fez o preço da commodity disparar aos maiores patamares em anos, pressionando as expectativas de inflação pelo mundo.

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Junto a essa pressão inflacionária, a economia do Brasil segue aquecida. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de março veio acima do esperado, com destaque para a inflação de serviços. As incertezas com a trajetória das contas públicas, que está na pauta há alguns anos, também não amenizou.

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“O mercado passou a incorporar um cenário em que os juros reais de longo prazo precisam ficar em patamares mais altos por mais tempo para ancorar as expectativas inflacionárias, mesmo com o Banco Central (BC) já tendo iniciado o afrouxamento monetário”, diz Casagrande. Com isso, a curva de juros futuros abriu.

O susto da marcação a mercado

A disparada das taxas dos títulos públicos criou um efeito negativo nas carteiras de quem tinha esse investimento. Como as taxas são inversamente proporcionais ao preço, sempre que o retorno oferecido de um título sobe, o preço dele no mercado cai. É o efeito da marcação a mercado.

Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em investimentos, dá um exemplo: imagine que você comprou um carro zero por R$ 100 mil e, no dia seguinte, a loja entra em promoção e passa a vender o mesmo veículo por R$ 80 mil. Se você tentar vendê-lo, não vai conseguir encontrar alguém que pague o mesmo valor que você pagou. “Nos títulos, é a mesma ideia.”

Pelo histórico dos títulos no site do Tesouro Direto é possível mensurar esse efeito. O Tesouro Prefixado 2029 era oferecido a 12,68% de retorno anual e valia R$ 714,70 em 27 de fevereiro, o último pregão antes dos EUA e Israel bombardearem o Irã e iniciarem o conflito que se arrastou ao longo de todo o mês de março. Na sexta-feira (27), um mês depois, a taxa subiu para 14,12% ao ano, enquanto o preço individual do título recuou para R$ 696,89, uma queda de 2,48% no período. Quem já tinha investido nesse ativo antes viu a carteira cair junto.

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No Tesouro Prefixado 2032 a rentabilidade oferecida saiu de 13,27% ao ano em 27 de fevereiro, para os atuais 14,25% ao ano. O preço do título, por sua vez, foi de R$ 485,34 para 466,58 no mesmo período. Uma desvalorização próxima de 3,85%.

Quem tinha Tesouro IPCA+ na carteira também viu os ativos se desvalorizarem. A taxa do título 2032 subiu de 7,39% para 7,85% em março; o que fez o preço cair de R$ 2917,57 para R$ 2878,58. Já o título com vencimento em 2040 oferecia 6,96% de juro real ao final de fevereiro e hoje oferece 7,26%. Isso fez o preço do ativo cair 2,64%, de R$ 1.752,72 para R$ 1.706,52.

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O efeito da marcação a mercado pode ter assustado muitos investidores, que, depois de ouvir recomendações de especialistas sobre os bons retornos dos títulos do Tesouro, estão descobrindo na prática que a renda fixa não é fixa. Mas, para quem não pretende resgatar os recursos agora, não há com o que se preocupar, orienta o planejador.

“Se o investidor não precisa do dinheiro hoje, ele não perdeu nada. Aquela rentabilidade que contratou continua garantida, desde que ele leve o título até a data de vencimento“, diz Patzlaff. “Não venda no desespero, o IPCA+ 6% ou 7% ainda é uma taxa historicamente excelente para proteger seu poder de compra.”

Oportunidade ou risco na renda fixa?

Para os que têm objetivos de longo prazo – e estômago para ver o patrimônio oscilar até lá –, a reabertura da curva de juros deve ser vista como uma nova janela de oportunidades.

Robson Casagrande, da GT Capital, destaca que, com as taxas reais de volta ao patamar de 7,8% ao ano, o Tesouro voltou a oferecer uma rentabilidade que só foi vista em 2016. Mas é preciso adequar a escolha do título ao perfil de cada investidor, assim como o horizonte do investimento.

Para o perfil conservador ou quem busca reserva de valor com prazo definido, o Tesouro IPCA+ com vencimentos mais curtos, como 2026 ou 2029, é a opção mais adequada, pois sofre menos com a volatilidade da marcação a mercado e permite carregar até o vencimento com rentabilidade elevada, entregando juro real atrativo com sensibilidade muito menor às variações das taxas longas, explica. Já quem está pensando em aposentadoria ou objetivos de longo prazo, os vencimentos maiores, entre 2035 e 2045, podem ser mais atraentes.

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“Esses títulos travam o poder de compra por décadas com taxas reais que há muito não se viam, uma oportunidade para quem tem disciplina para suportar as oscilações no caminho. Para o perfil arrojado, que busca ganho de capital, os títulos IPCA+ mais longos podem ser ainda uma aposta para ganho com marcação a mercado se houver melhora fiscal e recuo das expectativas inflacionárias”, explica Casagrande.

Para não ser pego de surpresa pelas oscilações da renda fixa, sobretudo nos títulos de prazo maior que costumam balançar mais, a recomendação é manter a carteira diversificada. E não alocar no Tesouro IPCA ou no Prefixado um dinheiro que você possa precisar no curto prazo. “Não aplique tudo de uma vez, vá comprando os títulos aos poucos, assim você pode fazer um preço médio das taxas e ter uma média de rendimento boa”, diz Jeff Patzlaff. “E esteja preparado para ver o saldo oscilar.”

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