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Mercado

As maiores altas e baixas do mercado de ações no último ano

O investidor precisa ficar atento para não se deixar levar pelos movimentos otimistas ou pessimistas do mercado

As maiores altas e baixas do mercado de ações no último ano
Analogia com touros e ursos é utilizada para explicar oscilações de ações na bolsa de valores. (Fonte: Shutterstock)
  • As variações do mercado de ações refletem os cenários político e econômico e as expectativas dos investidores.
  • O touro (bull) e o urso (bear) são utilizados como analogias aos movimentos das cotações nas bolsas de valores.
  • Nos últimos 12 meses, o Ibovespa teve variação negativa de 4%, mas alguns papéis valorizaram 142%, enquanto outros registraram quedas de até 83%.

O mercado de ações é influenciado por diversos fatores que geram movimentos de alta e baixa, como as expectativas dos investidores em relação a um papel, os cenários político e econômico e o comportamento internacional. As variações, tanto positivas quanto negativas, podem gerar boas oportunidadesaos investidores.

Algumas oscilações são conhecidas como bull ou bear, que indicam tendências na bolsa de valores. “O investidor precisa identificar o momento em que as ações estão baratas para comprá-las e então vendê-las nos momentos de alta”, afirma Jhonatan Hoff, coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (FIPECAFI).

A identificação das oportunidades requer conhecimento técnico aprofundado no mercado de capitais para que o investidor não seja movido exclusivamente pelo otimismo ou pelo pessimismo do mercado.

“É importante destacar que a valorização passada não é garantia de valorização futura nem representa recomendação de compra”, alerta o professor.

O que são bull e bear market?

Urso e touro dourados se encarando
Touro e urso podem enganar investidores da bolsa. (Fonte: Shutterstock)

Os termos bull” e “bear” são conhecidos no mercado financeiro e representam o comportamento de alta e baixa do mercado de capitais. Enquanto o bull market (touro) representa um mercado otimista, o bear (urso) reflete um mercado pessimista, com movimentos de baixa.

É preciso encontrar o momento mais adequado para entrar e sair de um papel. O mercado opera em ciclos de alta e baixa, ou seja, o urso e o touro entram e saem de cena a todo momento de forma intercalada.

O especialista adverte que “O investidor precisa tomar cuidado para não entrar em pânico com o bear, mas também não pode se deixar enganar pelo bull”.

Existem oportunidades de lucro, ainda que o mercado esteja com um viés negativo. Isso é possível quando um investidor opera vendido e “vende uma ação por um preço alto com o objetivo de recomprá-la no futuro mais barata, lucrando com a sua desvalorização”, segundo Hoff.

3 maiores altas de ações no último ano 

Estande da Wetzel em um evento
Wetzel lidera altas do último ano na B3. (Fonte: Wetzel/Reprodução)

O índice Bovespa reportou desvalorização acumulada de 4% entre 14 de abril de 2021 a 13 de abril de 2022. Entretanto, algumas ações apresentaram altas influenciadas por processos de recuperação judicial e fatores relacionados ao mercado global. As três empresas com maior valorização atuam nos setores de metalurgia, fertilizantes e gestão patrimonial.

1. Wetzel (MWET4)

A Wetzel, metalúrgica que fabrica peças automotivas e eletrônicos, valorizou 142% no período. A empresa passa por um processo de recuperação judicial e tem apresentado melhora nos indicadores. “O aumento nas ações reflete justamente a reversão de resultados negativos e a expectativa de que ela seja lucrativa no futuro”, diz Hoff.

2. Fertilizantes Heringer (FHER3)

O salto de 142% da Heringer tem origem na possível escassez de fertilizantes causada pelas sanções impostas à Rússia por conta da guerra na Ucrânia.

É importante ressaltar que a companhia não produz fertilizantes, mas os importa da Rússia”, lembra o coordenador. A proximidade do fim de uma recuperação judicial também colaborou com o resultado positivo.

3. Terrasantapa (LAND3)

As ações da Terrasantapa — que atua na aquisição, na gestão e no arrendamento de propriedades agrícolas — tiveram valorização de 124% nos últimos 12 meses.

“A alta pode ser justificada em parte pelo aumento das commodities e pela combinação de negócios com a SLC Agrícola”, opina Hoff.

3 maiores baixas de ações no último ano

Mulher olhando arara com diversas roupas em cabides
Enjoei sofre por falta de estabilidade na economia nacional. (Fonte: Enjoei/Reprodução)

As frustrações com os últimos resultados causaram as maiores baixas nos últimos 12 meses, de acordo com a avaliação de Hoff. Companhias de comércio eletrônico, construção civil e mercado financeiro foram atingidas.

1. Enjoei (ENJU3)

Mesmo apresentando aumento de receita, o Enjoei teve desvalorização de 83%. “A queda pode ser justificada em parte pelas incertezas do cenário econômico e pelo fato de que a empresa não tem conseguido apresentar resultados positivos nos últimos anos”, analisa o especialista.

2. Tenda (TEND3)

As ações da construtora Tenda caíram 83%. “Um dos principais motivos foram os resultados negativos apresentados pela empresa nos últimos períodos”, pontua Hoff.

Somente na divulgação do balanço do último trimestre de 2021, quando a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 268,5 milhões, os papéis recuaram 25%.

3. Banco Inter (BIDI3 e BIDI11)

O Banco Inter caiu 73%, especialmente em função da frustração de investidores e analistas com os resultados da empresa.

O lucro líquido no quarto trimestre de 2021 ficou em R$ 6,4 milhões, 67,1% menor que o registrado no mesmo período do ano anterior. “Além disso, a queda nas ações de fintechs é um comportamento já observado em outros papéis”, informa o especialista.

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