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Mercado

Ata do Copom: ciclo de alta da Selic poderá ser mais longo

Segundo o Banco Central, os riscos fiscais ‘elevados’ seguem puxando para cima expectativas para a inflação

Ata do Copom: ciclo de alta da Selic poderá ser mais longo
Reunião do Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central (BC) (Foto: Beto Nociti/BCB)
  • Copom sinaliza que ciclo de alta dos juros poderá ser mais longo que o esperado. Entretanto, o ritmo de reajuste deve continuar em 1 ponto percentual a cada reunião
  • De acordo com a ata publicada pelo colegiado nesta terça-feira (28), os riscos fiscais ‘elevados’ seguem pressionando as expectativas de inflação para cima e influenciando o curso da política monetária

Até quando o Banco Central vai subir a Selic? Essa resposta ainda é incerta, mas o Comitê de Política Monetária (Copom) aposta em um ciclo de alta mais longo que o esperado, em um ritmo de reajuste que deverá seguir em 1 ponto percentual a cada reunião.

De acordo com a ata publicada pelo colegiado nesta terça-feira (28), os riscos fiscais ‘elevados’ seguem pressionando as expectativas de inflação para cima e influenciando o curso da política monetária.

Atualmente, a taxa básica de juros da economia está em 6,25% ao ano e a inflação, medida pelo IPCA, está em alta de 5,67% no acumulado de 2021 até agosto.

“Essa assimetria no balanço de riscos afeta o grau apropriado de estímulo monetário, justificando assim uma trajetória para a política monetária mais contracionista do que a utilizada no cenário básico”, afirmou o Copom.

De acordo com Mauro Morelli, estrategista chefe da Davos Investimentos, a mensagem veio dentro do que era esperado pelo mercado. “A meta para o aumento de juros ficou um pouco mais alta, mais próxima de 9%, do que de 8%”, explica. “Isso é positivo, do ponto de vista da luta contra a inflação.”

O documento também traz o recado de que a autoridade monetária está olhando com atenção para a convergência da inflação para a meta em 2022. “Acho que isso também pode ser lido, de uma maneira subliminar, que ano que vem teremos uma pressão inflacionária mais forte”, afirma Morelli. “Isso é um pouco menos óbvio na leitura, mas talvez seja algo para o qual deveremos ter mais atenção nas próximas atas.”

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