• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

O que muda com o BC negociando crédito privado no mercado secundário

Iniciativa é boa, mas filtros podem barrar micro e pequena empresa

Por Thiago Lasco

25/06/2020 | 12:10 Atualização: 26/06/2020 | 12:27

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Banco Central anunciou na terça-feira (23) as condições para a compra de ativos privados no mercado secundário. A medida, parte de uma emenda constitucional de maio destinada a mitigar os prejuízos causados pela pandemia do coronavírus, possibilita que o BC compre debêntures (títulos de dívida) de empresas e as revenda a investidores no mercado secundário, sem passar pelos bancos.

Leia mais:
  • Debêntures: o que são e como funcionam?
  • Um mercado à espera do Banco Central
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Com isso, o BC está, ao mesmo tempo, prestando socorro financeiro a empresas que passam por dificuldades em meio à pandemia e também injetando liquidez no mercado de capitais. A intenção é beneficiar principalmente as micro e pequenas empresas.

Uma circular emitida pelo BC tratou das regras para a compra desses ativos. Uma das exigências impostas para os títulos de dívida é que eles possuam classificação de rating equivalente a “BB-” ou superior, expedida por pelo menos uma entre as agências de risco internacionais Moody’s, Standard & Poor’s e Fitch.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Fontes ouvidas pelo E-Investidor celebraram a medida, mas ponderaram que, ao impor o aval de uma agência estrangeira como filtro, o BC pode acabar não conseguindo obter o objetivo desejado, que é o de favorecer os pequenos empresários.

Avaliação de risco é importante para proteger o BC…

O economista-chefe da agência de risco Austin Rating, Alex Agostini, comenta que a decisão traz uma bem-vinda ampliação dos instrumentos de política monetária do BC.

“Nosso mercado de capitais está se desenvolvendo, com taxas de juros estão cada vez menores, e o BC não pode mais controlar a liquidez apenas por meio da taxa de juros. Ao começar a atuar no mercado de crédito privado, o BC segue o mesmo caminho adotado pelo Japão nos anos 90 e pelos EUA durante a crise do subprime de 2008”, diz.

Ele explica que um rating a partir de “BB-” já contempla um grande número de empresas, e, ao exigir essa nota mínima, a autoridade monetária está limitando sua exposição ao risco. “E é justo e importante que seja assim, já que o BC não é uma instituição financeira privada, ele tem que garantir a liquidez do sistema financeiro”, argumenta.

Jurandir Macedo Jr., professor de finanças da Universidade Federal de Santa Catarina, diz que, em um mundo ideal, não seria preciso exigir essa avaliação de risco. Ele menciona que muitos recebíveis imobiliários e agrícolas não possuem rating, e cabe ao mercado decidir se os compra ou não. Apesar disso, ele diz que é muito difícil criticar a medida, que funciona inclusive como uma proteção pessoal ao próprio diretor do BC.

Publicidade

“Instituições públicas são operadas por pessoas físicas, que respondem por seus atos com seus bens privados. O Fed americano tem muito mais liberdade de atuação que o BC brasileiro: por lá, se o diretor erra, estava na batalha e errou. Aqui, existe um monstro chamado Ministério Público, e se o servidor público erra, ele vira bandido”, alega o professor da UFSC. “O BC fatalmente irá se deparar com títulos que darão problemas. O que o diretor poderá fazer? Como operar com empresas que não têm rating?”

… mas a exigência de uma agência estrangeira pode ser um problema

A ideia da iniciativa do BC é socorrer as micro e pequenas empresas. Enquanto as grandes e médias têm acesso ao mercado de capitais no exterior e, com isso, podem captar recursos mais facilmente, as menores dependem da via do crédito bancário. E ficam reféns de um sistema em que há grande concentração de poder em poucos bancos.

Impor o rating de uma agência internacional, porém, pode acabar limitando demais a abrangência e a eficiência dessa medida. Isso porque os custos de contratação de uma casa estrangeira, dolarizados, são cinco vezes superiores aos de uma agência de risco nacional e, por isso, inviáveis para muitas das micro e pequenas empresas que o BC visa atender.

“Poucas dessas empresas menores vão contratar as agências gringas. E isso nem faria sentido, já que elas não vão colocar esses títulos lá fora, mas sim no mercado doméstico”, diz Agostini.

O economista explica que não existe nada que limite concretamente a possibilidade de atuação das agências nacionais nessa seara. “Todas são regulamentadas e seguem os mesmos padrões de atuação. O que existe é uma separação natural em função dos custos envolvidos, até para viabilizar a operação do negócio: 80% dos clientes das agências estrangeiras são empresas grandes, e 80% dos clientes das nacionais são médias e pequenas”, diz.

Correção de rota terá de ser rápida, se for necessária

Para Fernando Ribeiro, CEO da gestora Kobold, a iniciativa do BC é muito positiva e demonstra alinhamento ao momento atual.

Publicidade

“Micro e pequenas empresas têm dificuldade de suportar a economia parada por um longo prazo: elas têm caixa para aguentar em média 27 dias, e já estamos com 90 dias de pandemia. É urgente buscar maneiras de escoar melhor esses recursos, para que cheguem a quem deles precisa”, diz.

Mas ele também acha que, na formatação atual, o alcance pode ser menor que o esperado e não contemplar os destinatários pretendidos. Nesse caso, o mercado dará os sinais de que o crédito não está sendo acessado por quem precisa, e caberá ao BC ouvir esses sinais e fazer os ajustes necessários.

“Em uma pandemia, quando um erro é percebido, é preciso compreendê-lo rapidamente e mudar a rota”, afirma. “Se depois de três semanas no ar, a adesão for muito baixa, então alguma coisa deve estar acontecendo e será preciso mudar os filtros.”

Ele sustenta que o BC precisa tratar o assunto sob um prisma emergencial, com exigências mais flexíveis que os de uma situação normal. Ao mesmo tempo, o desafio da autoridade monetária é coordenar a distribuição dos recursos sem provocar grandes perdas em um lado ou no outro.

Publicidade

“Ele precisa evitar as quebras de empresas, mas sem causar prejuízos maiores ao próprio BC e aos agentes financeiros que contribuem para a economia. Há um equilíbrio a ser buscado”, afirma.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Banco Central
  • Conteúdo E-Investidor
  • Crédito privado
Cotações
14/05/2026 2h00 (delay 15min)
Câmbio
14/05/2026 2h00 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Itaú lança cartão para altíssima renda da Mastercard com até 7 pontos por dólar

  • 2

    Tesouro Selic ou Tesouro Reserva? Veja quais títulos do Tesouro Direto servem para reserva de emergência

  • 3

    Saíram na hora errada? Maioria dos fundos que bateram o Ibovespa perdeu investidores em 12 meses

  • 4

    Ibovespa hoje fecha em queda de 1,8% e dólar dispara com áudio vazado de Flávio Bolsonaro

  • 5

    Ibovespa fecha no menor nível desde março com inflação pressionada por petróleo; dólar tem leva alta

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: idosos podem receber a restituição ainda em maio; entenda como e quando
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: idosos podem receber a restituição ainda em maio; entenda como e quando
Imagem principal sobre o Restituição do Imposto de Renda 2026: quem tem e-mail como Pix pode receber o pagamento? Entenda
Logo E-Investidor
Restituição do Imposto de Renda 2026: quem tem e-mail como Pix pode receber o pagamento? Entenda
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 1º lote da restituição é liberado ainda em maio; veja a data exata
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 1º lote da restituição é liberado ainda em maio; veja a data exata
Imagem principal sobre o Desenrola 2.0: endividados podem usar FGTS para pagar contas atrasadas; entenda quanto é possível sacar
Logo E-Investidor
Desenrola 2.0: endividados podem usar FGTS para pagar contas atrasadas; entenda quanto é possível sacar
Imagem principal sobre o Desenrola 2.0: quem ganha até R$ 8.105 pode participar do programa para aliviar dívidas; entenda como
Logo E-Investidor
Desenrola 2.0: quem ganha até R$ 8.105 pode participar do programa para aliviar dívidas; entenda como
Imagem principal sobre o Idosos com dívidas de boletos e carnês devem seguir estes passos para renegociar atrasos
Logo E-Investidor
Idosos com dívidas de boletos e carnês devem seguir estes passos para renegociar atrasos
Imagem principal sobre o Idosos podem conseguir este produto gratuitamente nas farmácias
Logo E-Investidor
Idosos podem conseguir este produto gratuitamente nas farmácias
Imagem principal sobre o Idosos podem cair em golpes de empréstimos: entenda como funciona e dicas para se proteger
Logo E-Investidor
Idosos podem cair em golpes de empréstimos: entenda como funciona e dicas para se proteger
Últimas:
Casas Bahia (BHIA3) tem prejuízo de R$ 1,064 bilhão com pressão de juros, apesar de melhora operacional
Tempo Real
Casas Bahia (BHIA3) tem prejuízo de R$ 1,064 bilhão com pressão de juros, apesar de melhora operacional

Resultado financeiro e efeito contábil ampliam perdas, enquanto empresa cresce no digital e reduz dívida

13/05/2026 | 22h57 | Por Julia Pestana
Resultado da Super Sete 846: 7 COLUNAS COMPLETAS! confira os números de hoje (13)
Loterias
Resultado da Super Sete 846: 7 COLUNAS COMPLETAS! confira os números de hoje (13)

A instituição organizadora efetua os sorteios da Super Sete três vezes na semana

13/05/2026 | 21h26 | Por Jéssica Anjos
Americanas (AMER3) reduz prejuízo impulsionada pelo crescimento das vendas
Tempo Real
Americanas (AMER3) reduz prejuízo impulsionada pelo crescimento das vendas

Integração entre lojas físicas e digital começa a aparecer nos resultados

13/05/2026 | 21h21 | Por Júlia Pestana
Resultado da Dupla Sena 2956: SORTEIO FINALIZADO; confira os números desta quarta-feira (13)
Loterias
Resultado da Dupla Sena 2956: SORTEIO FINALIZADO; confira os números desta quarta-feira (13)

As apostas contempladas na modalidade devem ser resgatadas em até 90 dias após o sorteio

13/05/2026 | 21h21 | Por Jéssica Anjos

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador